Criciúma cede empate ao Luverdense em casa e se afasta do G-4 da Série B

Tigre não vence há quatro rodadas e estaciona na tabela de classificação; Verdão, que não triunfa há três jogos, melhora sua posição

Criciúma cede empate ao Luverdense em casa e se afasta do G-4 da Série B
(Foto: Caio Marcelo/Criciúma E.C.)
Criciúma
2 2
Luverdense
Criciúma: Luiz; Ezequiel, Raphael Silva, Ferron (Adalsigo Pitbull) e Giaretta; Barreto (Jheimy) e Douglas Moreira; Juninho (Ricardinho), Elvis e Niltinho; Gustavo. Técnico: Roberto Cavalo.
Luverdense: Gabriel Leite; Raul Prata, Airton (Gabriel Valongo), Walace e Paulinho; Jean Patrick; Régis (Rafael Silva), Sérgio Mota, Moacir e Rogerinho; Tozin (Alfredo). Técnico: Júnior Rocha.
Placar: 1-0, min.14, Ferron. 2-0, min. 20, Gustavo. 2-1, min. 43, Barreto (contra). 2-2, min. 63, Tozin.
ÁRBITRO: Pericles Bassols Pegado Cortez, auxiliado por Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite | Cartão amarelo: Jean Patrick (min. 19)
INCIDENCIAS: Partida válida pela 15º rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, disputada no Heriberto Hülse, em Criciúma.

Na noite desta sexta-feira, Criciúma e Luverdense empataram em 2 a 2 no Heriberto Hülse em partida da 15º rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Ferron e Gustavo marcaram para o Tigre, enquanto Barreto (contra) e Tozin anotaram os tentos mato-grossenses.

Com o resultado, os catarinenses chegaram aos 23 pontos e permaneceram no sexto lugar. O Verdão, por sua vez, somou o seu 21º ponto e subiu para a nona colocação.

Sem vencer há quatro rodadas, o time do técnico Roberto Cavalo tem a chance de se recuperar no sábado (16), quando encara o Ceará, às 16h, no Castelão. Os comandados de Junior Rocha, que não sabem o que é vencer há três jogos, recebem o Vasco da Gama também no sábado, às 18h30.

Criciúma faz dois e Luverdense diminui no fim do primeiro tempo

Ao soar do apito do árbitro Péricles Bassols, uma disputa aberta foi estabelecida dentro das quatro linhas. O princípio foi de superioridade dos visitantes, que aos dois minutos arquiteraram a primeira chegada de perigo com Régis. A rápida trama do meio-campista pelo corredor direito, contudo, teve fim com a ação da zaga local, que afastou o perigo. No lance seguinte, Luiz trabalhou pela primeira vez na noite quando segurou o fraco arremate de Jean Patrick, que arriscou do meio da rua.

Mas o panorama foi efêmero. Quando o cronômetro apontava 5 minutos, Juninho completou de primeira o cruzamento da esquerda e só parou no milagre operado por Gabriel Leite. Pouco depois, o mesmo Juninho carimbou a marcação rival após o cruzamento rasteiro de Ezequiel. Na sobra, Elvis finalizou com desvio e quase abriu o placar.

O Tigre não desperdiçou o momento de ampla superioridade e encaminhou o triunfo em questão de seis minutos. Aos 14, depois da cobrança de falta, uma pequena confusão se instalou na área mato-grossense, até que Diego Giaretta escorou para o meio e encontrou Ferron que, no interior da pequena área, completou de cabeça para o fundo do barbante.

O segundo gol também veio pelo alto e contou com uma contribuição fundamental de Gabriel Leite: o arqueiro abandou a meta, mas não conseguiu afastar a bola levantada por Ezequiel. Melhor para Gustavo, que aproveitou a saída em falso e cabeceou para as redes.

Quando o primeiro tempo já se encaminhava para o final, o Luverdense conseguiu tudo o que precisava diante deste contexto: descontar. Aos 43,  a zaga carvoeira não afastou a cobrança de escanteio e Barreto, no susto, desviou contra o próprio patrimônio: 2 a 1.

Visitantes empatam e mantêm resultado até o fim

As equipes voltaram do intervalo com as mesmas formações e, tal como na etapa inicial, a bola parada foi a principal arma apresentada pelo Criciúma. Aos três minutos, Diego Giaretta soltou o pé em falta pelo lado direito e por pouco não aumentou a vantagem. Valendo-se do mesmo artifício, Everton ajeitou no peito o levantamento na área e arrematou firme, mas Luiz espalmou. No rebote, Jean Patrick bateu desviado pra fora.

Por mais que o placar apontasse vantagem catarinense, a torcida local perdia a paciência com os frequentes erros de passe e pela ameaça do empate. Ameaça, aliás, que se consumou. Aos 18, Tozin concluiu de primeira o cruzamento que veio da linha de fundo e deixou tudo igual em Santa Catarina.

As trocas promovidas pelo técnico Roberto Cavalo sugeriram uma uma pressão do Criciúma, o que não se confirmou em termos práticos. O empate persistiu e em raros momentos o Tigre aproximou-se de alterar essa realidade. Aparantemente satisfeito com o resultado, o Luverdense ainda assustou nos momentos finais, mas a finalização não teve o endereço do gol. Ao apito final, contraste nas reações de jogadores dos dois clubes e tudo igual no Heriberto Hülse: 2 a 2.