Paulo Bento não garante repetir Cruzeiro que venceu Botafogo: “Em time que ganha mexe sim”

Treinador português definirá titulares após atividade deste sábado (4), mas deverá manter mistério até minutos antes do duelo contra o São Paulo

Paulo Bento não garante repetir Cruzeiro que venceu Botafogo: “Em time que ganha mexe sim”
Paulo Bento quer Cruzeiro atuando em alto nível durante os 90 minutos diante do São Paulo (Foto: Washington Alves/Light Press)

Após cinco rodadas, o Cruzeiro enfim chegou à primeira vitória no Campeonato Brasileiro, diante do Botafogo, na última quarta-feira (1º), por 1 a 0. Apesar do triunfo, o técnico Paulo Bento não descarta alterar alguns titulares para enfrentar o São Paulo, no domingo (5), às 18h30, no Mineirão, pela 5ª rodada da competição nacional.

“Não, eu não uso esse ditado. Em time ganha se mexe sim. Pode não mexer, mas não significa que é uma regra. E muitas vezes time que perde também não se mexe. Não tenho esse ditado. Em outros idiomas existem ditados como esse, em todo o mundo, mas não uso”, declarou Bento.

Os onze jogadores que irão começar a partida deste final de semana, serão definidos após o treino deste sábado (4), na Toca da Raposa II. No entanto, a escalação ficará guardada apenas para Paulo Bento, que irá divulgar a lista oficial minutos antes do duelo. O português justificou as possíveis mudanças não por deficiência técnica dos jogadores, mas sim por questão de estratégia.

“Vamos ver. Muitas vezes na véspera do jogo ainda não temos muitos dados para transmitir sobre os 11 que vão ao jogo. Temos o treino de amanhã [sábado], pois o jogo é só domingo, às 18h30. Alguns aspectos que temos que analisar não tem a ver somente com desempenho, mas com a própria administração do elenco e a estratégia que utilizaremos”, declarou o lusitano.

Apesar de ter conquistado a primeira vitória no Brasileirão, Paulo Bento não ficou satisfeito com a atuação do Cruzeiro na segunda etapa da partida contra o Botafogo. Após fazer um primeiro tempo de qualidade, a Raposa voltou para os 45 minutos finais da partida com uma postura diferente e prejudicial à equipe. O desafio do português é manter o alto nível do time durante todo o jogo.

“O maior desafio é tentar prolongar no espaço temporal a maior qualidade possível. Creio que, até agora, nós jogamos sempre melhor na primeira parte que na segunda. É algo que queremos de alguma maneira, prolongar essa qualidade, essa organização. Creio que virá com o tempo. Há estratégias para um jogo que não são iguais para o jogo seguinte”, concluiu.