Paulo Bento admite má atuação do Cruzeiro no Sul: "A derrota foi completamente justa"

Para o treinador, jogo foi o pior da Raposa sob seu comando; com a derrota, equipe celeste termina a rodada na lanterna da competição

Paulo Bento admite má atuação do Cruzeiro no Sul: "A derrota foi completamente justa"
Esta é a quarta derrota do Cruzeiro sob comando de Paulo Bento (Foto: Lucas Uebel/Light Press/Cruzeiro)

Na noite fria e neblinosa da capital gaúcha, o Cruzeiro foi derrotado pelo Grêmio, pelo placar de 2 a 0 (gols de Luan e Douglas). Disputado na Arena do Grêmio, neste domingo (19), esse foi o quinto revés da Raposa em nove jogos do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, a equipe de Paulo Bento caiu para a última colocação do campeonato, mantendo seus oito pontos, em 27 disputados.

O treinador da Raposa lamentou a derrota fora de casa, apontando a ineficiência ofensiva da equipe, que raríssimas vezes chegou ao gol de Marcelo Grohe. O goleiro tricolor não teve trabalho algum na partida. Além disso, Paulo Bento também citou o lance mais importante do Cruzeiro no jogo, o pênalti perdido por Arrascaeta. Mesmo admitindo que, se convertido em gol, poderia ser crucial para sua equipe no jogo, a penalidade não pode servir de justificativa para uma derrota totalmente condizente com que o Cruzeiro apresentou durante todo o jogo.

“Acredito que foi o pior jogo desde que chegamos aqui. Ofensivamente, foi o jogo mais pobre, em que não construímos praticamente nada. Acabou por cair do céu a penalidade. Não creio que só por isso, mas se tivéssemos concretizado essa oportunidade, poderíamos ter entrado no jogo, aos 15, 20 minutos da etapa final. Acredito ser redutor nos apoiarmos em um lance para justificar uma derrota completamente justa, compreensiva, em que, essencialmente, na segunda parte o adversário foi muito melhor”, apontou.

Se para o treinador faltou inspiração nas jogadas, com o setor ofensivo do Cruzeiro atuando muito mal, a defesa, até o momento em que o Grêmio abriu o placar, tinha consistência e segurança. “Defensivamente, tínhamos o jogo controlado, o Grêmio não tinha chegado ainda, não conseguia criar suas oportunidades”, salientou o português.

O técnico gringo ainda não conseguiu repetir nenhuma escalação desde que chegou à Toca da Raposa, e, neste jogo, uma das mudanças foi na zaga celeste. O titular Bruno Rodrigo ficou no banco de reservas e não atuou, devido a uma virose. Para o lugar do zagueiro, Paulo optou por Fabrício Bruno, que jogou ao lado de Bruno Viana. Questionado sobre as apostas que tem feito, em detrimento da possibilidade de ter sacado uma peça mais experiente para a zaga, como o jogador Léo, Paulo foi contundente, dizendo que idade não é filtro para suas escolhas.

“O treinador escolhe em função daquilo que acha que é melhor para a equipe em termos de características técnicas, táticas, físicas, ecológicas, e idade não é um motivo para eu escolher. O que tenho dito e volto a dizer é que é normal os jogadores com menos idade, menos experiência, obterem mais erros. Isso não significa que não tenham mais potencial, e eu escolho pelo potencial. Isso vai continuar sendo minha escolha. Idade não é um fator para eu escolher um jogador”, disse. “Os erros que temos cometido não são só culpa dos mais jovens”, completou o treinador.

O Cruzeiro segue jogando fora de casa e seu próximo compromisso é contra a Ponte Preta, na quarta-feira (22), às 19h30, no Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), onde a Raposa vai buscar sua terceira vitória fora de casa, para tentar sair da incômoda lanterna do Brasilerão.