Destaque em goleada, Ramón Ábila divide mérito com elenco e mantém autocrítica

Atacante do Cruzeiro mostra descontentamento com gols perdidos diante do Botafogo e quer "pés no chão" para a partida de volta das oitavas da Copa do Brasil, no Mineirão

Destaque em goleada, Ramón Ábila divide mérito com elenco e mantém autocrítica
Ramón Ábila marcou oito gols em dez partidas com a camisa celeste (Foto: Alexandre Loureiro/Light Press)

Autor de dois gols na vitória do Cruzeiro, por 5 a 2, contra o Botafogo, pela primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil, o atacante Ramón Ábila acabou se destacando no resultado construído no Estádio Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro/RJ. Após a partida, em entrevista ao Fox Sports, o argentino tratou de dividir o mérito com os companheiros de equipe.

"Tenho a tranquilidade dos companheiros, do Mano, de todos. O nosso jogo ajudou para que a gente saísse com a vitória. Agradeço aos meus companheiros, sem eles eu não conseguiria fazer os gols. Temos que seguir trabalhando", declarou o camisa 50.

Com os dois gols construídos nesta noite, Ábila chegou a marca de oito tentos, em dez partidas. Média de causar inveja em muitos atacantes. Mas para o argentino, ainda está pouco. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o centroavante lamentou as oportunidades perdidas e prometeu se empenhar ainda mais, visando melhor aproveitamento nas finalizações.

"Fico bravo pelos gols que perdi. Trabalho todos os dias para ser melhor e não me permito perder esses gols. O time deposita muita confiança em mim. Tenho que trabalhar para fazer mais gols", prometeu o argentino.

Com a goleada sofrida em casa, a missão do Botafogo é a mais dura possível: vencer o Cruzeiro, no Mineirão, no próximo dia 21, por quatro gols de diferença, ou por três, desde que seja a partir de 6 a 3. Caso o Glorioso volte o placar de 5 a 2, a decisão será levada para os pênaltis. Mas, para Ábila, ainda não tem nada definido. O atacante quer "pés no chão" de seus companheiros, em solo mineiro.

"Não estamos classificados. Falta um jogo. São colegas de profissão e temos que ter respeito por eles. Ainda faltam 90 minutos e eles trabalham muito para tentar reverter a situação", concluiu.