Riascos não efetua depósito solicitado por Justiça do Trabalho e mantém vínculo com Cruzeiro

Resguardado por liminar, atacante colombiano poderia rescindir com o clube se realizasse o depósito de pouco mais de R$ 3 milhões

Riascos não efetua depósito solicitado por Justiça do Trabalho e mantém vínculo com Cruzeiro
Multa rescisória de Riascos com Cruzeiro está estipulada em R$30 milhões (Foto: Washington Alves/Light Press)

A briga jurídica entre o atacante Riascos e o Cruzeiro parece estar longe de um fim. Na semana passada, o jogador, mesmo não comparecendo na audiência realizada na Justiça do Trabalho, conseguiu uma liminar que permitia sua rescisão com o clube celeste, desde que efetuasse o pagamento de R$ 3.245.282,75, até segunda-feira (5).

Riascos, que interessava ao Adanaspor, da Turquia, continua mantendo vínculo empregatício com o Cruzeiro. O jogador pede ao Cruzeiro cerca de R$ 5 milhões, referentes à indenização por danos morais e também cláusula de compensação, de acordo com contrato, que vai até janeiro de 2018. O atleta também alega não ter recebido o salário de agosto. Para o clube, a liminar expedida na semana passada se expirou com o não pagamento do valor.

"A liminar é muito clara. Se não comprovado o depósito, já que pode haver alguma burocracia que leve algum tempo, o Cruzeiro entende que a liminar perdeu efeito. A decisão do desembargador condicionava a liberação dele ao depósito caução em cinco dias. Ele tinha até essa segunda-feira, mas não foi realizado o depósito. Ele também não entrou em contato com o clube para fazer nenhum tipo de aviso", explicou o diretor jurídico do Cruzeiro, Fabiano de Oliveira Costa, ao portal Superesportes.

Riascos está sem atuar pelo Cruzeiro desde o dia 17 de julho, quando se envolveu em uma polêmica após a partida contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, em entrevista após o duelo, o colombiano, na visão da diretoria da Raposa, teria ofendido o clube celeste, assim, sendo afastado do elenco imediatamente. 

Desde o ocorrido, Riascos não apareceu mais na Toca da Raposa II e voltou para a Colômbia, alegando falta de segurança, denunciando, inclusive, que torcedores teriam disparado tiros na porta de sua residência. Assim, o Cruzeiro caracterizou abandono de emprego e passou a suspender os pagamentos do colombiano, já que o mesmo sequer não entrou em contato com a diretoria celeste.