Cruzeiro formaliza protesto contra arbitragem que atuou diante do Botafogo

Em reclamação assinada pelo vice-presidente de futebol celeste, Bruno Vicintin, Raposa contesta relatos incluídos na súmula por Rafael Traci

Cruzeiro formaliza protesto contra arbitragem que atuou diante do Botafogo
Bruno Vicintin garante que Mano Menezes não insultou profissionais de arbitragem (Foto: Washington Alves/Light Press)

Menos de 24 horas depois do término do duelo entre Cruzeiro e Botafogo, no qual houve críticas à arbitragem por parte da Raposa, a diretoria celeste formalizou reclamação junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), contra a postura de Rafael Traci no duelo, bem como de seu auxiliar número um, Bruno Boschilla.

A Raposa, na ocasião, perdeu o confronto por 2 a 0. Os cruzeireses reclamam que a falta que gerou o segundo tento alvinegro na partida, não existiu. O auxiliar técnico de Mano MenezesSidnei Lobo, chegou a ser expulso pelo árbitro, após ter sido avisado pelo assistente número um, Bruno Boschilia, de que teria sido ofendido de "fraco e burro".

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Após o apito final, ainda nos corredores do Mineirão, Mano Menezes foi atrás do trio de arbitragem para reclamar, sobretudo, do gol de Ramón Ábila, no fim da partida, invalidado por Boschilla. O árbitro alega ter sido chamado de "sem vergonha" pelo treinador do Cruzeiro, que ainda se referiu ao assistente número um como "bandeira de escolinha".

A Raposa contestou o relato de Rafael Traci, garantindo que Mano não insultou o profissional, afirmando, ainda, que Rafael Vieira, analista de desempenho celeste, foi o responsável por chamar o auxiliar Bruno Boschilla de "bandeira de escolinha".

Ainda no comunicado assinado pelo vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Bruno Vicintin, o clube celeste garante que Felipe Duarte Varejão, quarto árbitro da partida, não compareceu ao vestiário para colher a assinatura do capitão e devolver a documentação. Função, na ocasião, delegada para um funcionário da Federação Mineira de Futebol (FMF).

Confira a reclamação formal na íntegra

Belo Horizonte, 12 de setembro de 2016

À Confederação Brasileira de Futebol
Ao Dr. Marco Polo Del Nero, Presidente da Confederação Brasileira de Futebol
c.c. Sr. Sérgio Corrêa, Presidente da Comissão de Arbitragem

O Cruzeiro Esporte Clube solicita à presidência da Confederação Brasileira de Futebol atenção aos recentes erros de arbitragem ocorridos nas partidas do Cruzeiro Esporte Clube.

Temos adotado como procedimento durante toda a competição reportar todos os fatos ao Sr. Sérgio Corrêa, presidente da comissão de arbitragem, no entanto, os fatos ocorridos no dia 11 de setembro de 2016, na partida entre Cruzeiro x Botafogo, merecem atenção especial.

A arbitragem do jogo apresentou um desempenho distante da grandeza da Série A do Campeonato Brasileiro e suas equipes, tendo participação efetiva em dois lances decisivos. Falta que gerou o segundo gol do Botafogo e anulação de gol legítimo assinalado pelo Cruzeiro. Para esclarecer essas questões, solicitamos que a ouvidoria faça a análise dos lances e nos envie parecer formal da partida completa.

Ainda assim gostaríamos de observar alguns procedimentos e condutas no sentido de elucidar fatos relatados na súmula da partida. Segundo o Sr. Rafael Traci, árbitro principal, o Sr. Luiz Antonio Vencker Menezes, técnico do Cruzeiro, teria proferido as seguintes palavras no túnel de acesso ao vestiário: “Vai ver o impedimento que o seu bandeira deu no final e a falta que você marcou no segundo gol, seu sem vergonha.” Em nenhum momento o Sr. Mano Menezes utilizou a referência “sem vergonha” ao árbitro. Trata-se de uma afirmação não verdadeira, sendo que a reclamação das marcações da arbitragem procede, inclusive sendo comprovadas pelas emissoras de televisão.

Na sequência dos relatos, afirma ter sido referida pelo Sr. Mano Menezes a seguinte frase: “Vá ver o impedimento que você deu, seu bandeira de escolinha.” Nesse caso, temos mais um fato grave em relação ao comportamento do árbitro. Tal afirmação foi proferida pelo Sr. Rafael Vieira, membro da comissão técnica do Cruzeiro. No momento em que o Sr. Rafael Vieira proferiu tal frase, a equipe de arbitragem da partida encontrava-se de costas, acessando o vestiário, portanto, creditar tal frase ao Sr. Mano Menezes é uma demonstração clara de despreparo.

Ainda vale ressaltar que o Sr. Felipe Duarte Varejão, quarto árbitro, não compareceu ao vestiário da equipe do Cruzeiro para colher a assinatura do capitão e devolver a documentação. Tal função foi delegada a funcionário da Federação Mineira de Futebol, contrariando o protocolo adequado.

Agradecemos a atenção, nos colocamos à disposição para todos os esclarecimentos necessários e seguiremos trabalhando para contribuir com a melhoria da qualidade da arbitragem do nosso país.

Bruno Bello Vicintin
Vice-Presidente de Futebol