Mano lamenta tragédia com Chape e fala sobre perda do amigo Caio Júnior: "Incredulidade"

Abatido, treinador do Cruzeiro relembra momentos com ex-técnico da equipe catarinense e destaca: "Ele faz parte da minha vida profissional, com muita intensidade"

Mano lamenta tragédia com Chape e fala sobre perda do amigo Caio Júnior: "Incredulidade"
O último abraço entre Mano Menezes e Caio Júnior ocorreu no dia 16 de outubro, no Mineirão (Foto: Cleberson Silva/Chapecoense)

Os dias passam, mas a dor pela tragédia envolvendo a equipe da Chapecoense permanece nos corações de quem respira, ou não, futebol. No caso do técnico do Cruzeiro, Mano Menezes, não é diferente. O treinador sente muito pelo acidente, principalmente pela perda do colega de profissão Caio Júnior.

Mano ressaltou que Caio fez parte de sua vida profissional, com indicações, além de ter orientado, quando o ex-técnico ainda era jogador. Os dois profissionais se encontraram recentemente, no duelo entre Cruzeiro e Chapecoense, no dia 16 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, a partida terminou empatada sem gols.

"Eu senti o que todas as pessoas sentiram. Primeiro uma incredulidade, por ter visto as pessoas numa grande felicidade horas antes, por uma temporada muito boa, de estar na final da Sul-Americana, e logo, algumas horas, depois receber a notícia que as pessoas não estariam entre a gente. Foi muito duro. Principalmente por causa do Caio. Na minha primeira equipe profissional, o Caio foi o centroavante. Foi ele quem me indicou para o Paulo Autuori para meu estágio aqui no Cruzeiro. Ele faz parte da minha vida profissional, com muita intensidade”, declarou o treinador celeste.

Mano Menezes aproveitou a entrevista coletiva para pedir orações e respeito aos familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo. Visivelmente desolado, o treinador, na reapresentação do Cruzeiro, na quarta-feira (30), reuniu o elenco celeste e profissionais da imprensa no meio-campo e, juntos, fizeram uma corrente de oração.

"É a primeira vez que a gente fala oficialmente sobre isso. Foi muito duro pra todos nós. Uma tragédia que atingiu todos os segmentos que envolvem o futebol brasileiro. A gente está sem chão. É inevitável voltar e lembrar momentos que se passaram. O mais importante nessa hora é rezar, respeitar as pessoas que ficaram imensamente mais tristes que a gente. Eles perderam familiares e nós colegas de profissão e amigos. Realmente foi muito duro", concluiu.