Eutrópio considera ansiedade como fator determinante para empate contra Ponte Preta

Neste domingo (15), pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, Figueirense e Ponte Preta mantiveram o placar zerado no Estádio Orlando Scarpelli

Eutrópio considera ansiedade como fator determinante para empate contra Ponte Preta
Foto: Divulgação

Longe do esperado, assim foi a estreia do Figueirense no Campeonato Brasileiro 2016. Jogando diante de sua torcida, hoje em menor número, no Orlando Scarpelli, contra a Ponte Preta, o Furacão Catarinense não conseguiu se impor na sua casa e foi dominado pela boa marcação da Macaca Campineira. 

De acordo com o treinador do Figueirense Vinícius Eutrópio, o 0 a 0 de hoje foi normal, diante das características de um início de competição: "Tivemos uma dificuldade enorme no primeiro tempo. Além do posicionamento da Ponte, que tem um trabalho muito bem feito, eu atribuo o resultado à questão da estreia, que é sempre ansiosa, seja no Catarinense, na Copinha ou Libertadores. Normalmente a primeira rodada de Copa do Mundo também é jogo feio, mas vai passando o campeonato e se torna excelente. Não é diferente agora. Tem um time em formação, jogadores jovens; pela primeira vez repetimos a escalação. Viemos de uma viagem desgastante, e isso favoreceu para o primeiro tempo ruim"

Questionado sobre a falta de segurança do goleiro alvinegro Júnior Oliveira, de 26 anos, Eutrópio comentou que se atribui devido a inexperiência em partidas de grande valia. 

"É um jogador em formação, não temos um goleiro que disputou sequer 10 partidas de Série A. Ele (Júnior Oliveira) tem um tremendo potencial, a gente vê; fez um excelente jogo contra o Sampaio Corrêa, fez uma defesa importantíssima aqui. Porém, vai ter alterações porque está em formação, não posso exigir o que ainda não está pronto, em termos de maturidade. Exijo o que ele pode dar na parte atlética e esportiva. A agilidade e o resto é com o tempo, mas é um atleta em formação. É o mesmo de querer cobrar uma coisa completa do Ermel, estamos formando ainda, mas prefiro ressaltar os pontos positivos e não abater. O tempo vai maturando esses jogadores", disse o treinador. 

Sobre a descentralização de Bady, Eutrópio relatou que a mudança foi necessária para desvendar a melhor posição do plantel: "Fizemos oito jogos dele por dentro, não fizemos um bom primeiro tempo contra o Sampaio. Lógico que a posição de origem que ele rende é por dentro. Sem dúvida que é um jogador que nos ajuda muito quando joga pelo meio de campo. Tento acomodar uma melhor marcação, trazendo ele para a beirada e não sobrecarregar, mas não aconteceu, foi justamente o contrário. Não é um pensamento isolado, e sim no todo. Mas a gente sempre está em estudo, em evolução, analisando. Volto a dizer, temos que descobrir o time a cada jogo, porque estamos em formação"

Apesar da marca de dez jogos sem perder, o comandante do Figueira reforçou a importância de trabalhar mais, para obter maiores acertos: "Conseguimos, principalmente, depois dos dez minutos da etapa final ter ações ofensivas, fazer nossas movimentações. Talvez pela estreia demorou um pouco. Colocamos a bola no chão, mas é equipe em formação. Vamos ter que treinar muito mais; apesar de ser o décimo jogo que não perdemos, temos que acertar muito mais. Porque são dez jogos de um time que está mudando, e vamos descobrindo reações a cada partida. Infelizmente, tem que ser assim. A gente precisa acelerar o processo. Mas é bom ressaltar a entrega dos jogadores, a seriedade e confiança que começa a adquirir por não perder dez jogos"

Para Eutrópio, o atleta colombiano Michael Ortega, vai ganhar espaço no time em consequência de seu próprio esforço: "É um meia ofensivo, mas dificilmente passa da bola para receber de costas, é característica, é de armação. Trabalha muito bem do lado esquerdo, com a última bola para infiltração do atacante, e está trabalhando bem. Vamos aguardar o espaço dele para utilizá-lo, e tenho certeza que vou, porque o campeonato é longo. Ele (Ortega) se adaptou ao nosso trabalho, sistema, ao país. Temos que ter paciência, mas demonstra qualidade. Mantenho a confiança: o dia que precisar, sei que vou ter ele"

Fiel a pauta "estreias", o técnico do Furacão finalizou comentando sobre o uso dos reforços: "A gente não sabe direito porque o Lins teve que atrasar, já não treinou comigo essa semana. O Marquinhos voltou agora, o Carlos Alberto teve um probleminha. O Ayrton é o que está mais à frente, mas não joga há quatro meses; a gente precisa ver o custo-benefício de colocar pra jogar fora de casa contra o Cruzeiro. Tudo bem que tem experiência, mas é ele que vai dar essa resposta. O Thiago, goleiro, também estamos analizando; é uma posição que dou prioridade para quem define as questões, porque temos dois treinadores de goleiro".