Após 22 anos, Flamengo e Independiente se reencontram em uma final continental

Primeira partida da final da Copa Sul-Americana acontece hoje (6), às 21h45 (de Brasília), no Estádio Libertadores de América

Após 22 anos, Flamengo e Independiente se reencontram em uma final continental
(Foto: Hugo Alves/Editoria de Arte VAVEL Brasil)

Nesta quarta-feira (6), Flamengo e Independiente se reencontram em uma final de competição internacional após 22 anos. No ano de 1995 os dois times se enfrentaram na disputa pela taça da extinta SuperCopa, competição onde reuniam as equipes campeãs da Taça Libertadores - o torneio aconteceu entre os anos de 1988 e 1997. Na oportunidade, o clube argentino se deu melhor e, em um Maracanã lotado, sagrou-se campeão. Agora, dois dos mais tradicionais clubes da América do Sul vão dar capítulos finais à Copa Sul-Americana de 2017

Em 1995, o rubro-negro chegava a final como favorito, pois tinha feito uma campanha impecável, vencendo todos os seis jogos anteriores à decisão. Durante o torneio, o Flamengo passou por cima de Vélez Sarsfield-ARG nas oitavas de final, Nacional-URU nas quartas, e, na semifinal eliminou o Cruzeiro. Aquele ano era especial para os torcedores, já que representava o centenário do clube. A diretoria investiu muito dinheiro em contratações naquele ano e a Supercopa - assim como a Sul-Americana em 2017 -, foi vista como a salvação da temporada rubro-negra, já que no Campeonato Brasileiro tiveram uma campanha decepcionante e no Carioca perderam o título forma marcante, com o famoso gol de barriga de Renato Gaúcho

Já o Rey de Copas não empolgava tanto os seus torcedores por conta  de sua campanha bastante irregular. Atual campeão do torneio, passou por mudanças durante o período e conseguiu chegar embalado à final, passando por clubes tradicionais como Santos, River Plate-ARG e Atlético Nacional-COL nas fases anteriores. Mesmo enfrentando clubes de camisa com muitas dificuldades, os Rojos demonstravam não ser um time fácil de se enfrentar.

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(Foto: Antonio Scorza/Getty Images)
(Foto: Antonio Scorza/Getty Images)

A final

Mesmo com grandes contratações naquele ano, fazendo com que os torcedores chamavam de "melhor ataque do mundo", a equipe nunca encantou dentro de campo. Na primeira partida, realizada em  Avellaneda, o Flamengo não teve uma boa atuação, apesar de contar  com Romário e Sávio na parte da frente. O destaque do jogo foi o argentino Javier Mazzoni, autor do primeiro gol da partida e de uma assistência de calcanhar para o segundo gol, marcado por Cristián Domizzi, fechando o placar de 2 a 0 e levando a vantagem para o Maracanã. 

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A semana que marcava o jogo da volta foi agitada, principalmente pelo acidente automobilístico no qual Edmundo estava envolvido e que resultou na morte de três pessoas. Mesmo com o time em desvantagem no placar, a torcida do Flamengo lotou o Maracanã com mais de 105 mil pessoas. Entretanto, o apoio não foi o suficiente. O rubro-negro venceu por apenas 1 a 0, com gol de Romário. Melhor para o Independiente, que saiu de campo bi-campeão da Supercopa. 

Foto: Julio Pereira/AFP)
Foto: (Julio Pereira/AFP)

Retrospecto

Depois de 1995, o Flamengo se deu melhor diante do seu rival. Já em 1996, também pela Supercopa, os cariocas tiveram a sua revanche e, com gol de Fábio Baiano, o Fla venceu no Rio por 1 a 0, após o 0 a 0 em Avellaneda, eliminando o Rojo da competição e acabando com o sonho do tricampeonato dos argentinos.

Os próximos confrontos ficariam marcados por goleadas: o Flamengo aplicou duas vezes um 4 a 0 em cima do Indepiendente, nos anos de 1999 e 2001, ambos pela Copa Mercosul. Em 2001 um dos destaques da partida foi o zagueiro Juan, que é um dos alicerces rubro-negros da atual temporada, fazendo dois gols na partida.