Análise: Diego repete atuações ruins em finais e Flamengo se vê refém do jogo aéreo

Camisa 10 rubro-negro teve atuações abaixo do esperado nas duas partidas contra Independiente; Meia também não foi bem nas finais da Copa do Brasil

Análise: Diego repete atuações ruins em finais e Flamengo se vê refém do jogo aéreo
Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images

Camisa 10 clássico, de bom controle de bola e com passe refinado. Esse era o Diego que a torcida do Flamengo esperava quando foi buscar o jogador no aeroporto. Agora, no fim de mais uma temporada frustrante para o clube, Diego é visto como uma incógnita pela torcida. Da euforia à dúvida: a cobrança é pelos momentos decisivos.

Campeonato Carioca, Copa do Brasil e Sul-Americana. Essas foram as três finais disputadas pelo Flamengo na temporada 2017. Em todas, Diego esteve mal em campo, deixou a responsabilidade de criar e comandar a esquadra preta e vermelha com outros jogadores. Muitas vezes com ninguém.

Contra Independiente, estava ao lado de Éverton Ribeiro e tinha a responsabilidade de fazer a bola girar, criar oportunidades para o Flamengo e fazer a bola chegar no atacante em condições de ser finalizada. Em diversos momentos, no entanto, o que se viu foi um Diego defensivo, preocupado em correr atrás de volantes e meias dos adversários o que implica, consequentemente, em um Flamengo pobre e previsível.

Diego sofreu para tentar parar o furacão argentino Barco (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Não é preciso pensar muito para entender a importância que a ausência de um bom futebol do Diego causa no time. Na partida desta quarta-feira, frente ao Independiente, 22 cruzamentos foram feitos em direção a área, alguns feitos por Diego, é verdade, mas muito pouco para um time que gastou milhões na montagem do seu elenco. Depender de chuveirinhos e bolas rebatidas para concretizar suas jogadas é muito pouco. 

Diego não brilhou mais uma vez. Se escondeu das responsabilidades? Não, mas não foi quem deveria ser. A sua função, de fazer a bola girar, não foi executada mais uma vez e o Flamengo ficou à mercê do seu jogo aéreo. Que o garantiu a vaga na final da Copa do Brasil e da Sul-Americana, mas não garantiu o título. 

Já na zona mista após o vice-campeonato Diego viu a derrota como um golpe duro na equipe e projetou um futuro melhor ao elenco rubro-negro. Mas, podemos afirmar que tal futuro só será possível (com o Diego em campo, é claro) se seu futebol for restabelecido e o camisa 10 da Gávea voltar a honrar o manto que foi de Zico, o maior dos heróis rubro-negros.