Henrique Dourado fica com a 19 e evita polêmica com Fluminense: "Nova história"

Rubro-Negro confirmou a contratação do artilheiro do Brasil em 2017 e deverá comprar 75% dos direitos econômicos do jogador, que pertenciam ao Flu e ao Mirassol

Henrique Dourado fica com a 19 e evita polêmica com Fluminense: "Nova história"
Henrique Dourado fica com a 19 e evita polêmica com Fluminense: "Nova história"

Como comentado durante a coletiva, o nome de Henrique Dourado foi publicado no BID da CBF, e o atacante já poderá ser escalado contra o Nova Iguaçu, caso a comissão técnica, comandada por Paulo César Carpegiani, queira.

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Fim da coletiva. Dourado agora tira fotos com os sócios-torcedores do Flamengo, premiados na ação do programa Nação Rubro-Negra.

Na última resposta, Dourado comentou sobre a ''batalha'' nos treinamentos com Diego Alves, que é conhecido pegador de pênaltis, e brincou que a parada será difícil e que ele terá que trabalhar muito.

O atacante comentou a relação do Flamengo com o Flamengo-SP, clube em que iniciou a carreira, e falou sobre as cobranças de pênaltis: "Meu início de carreira foi no Flamengo de Guarulhos. É até engraçado, foi um contraste. Chego feliz. Enquanto aos pênaltis, quero voltar a treinar. É claro, vou esperar o momento e esperar a oportunidade. Tem grandes batedores aqui e de uma forma natural vai aparecer. O contraste é a grandeza. É um clube modesto de Guarulhos. Aí você chega no maior clube do Brasil e do mundo, é diferente. Para mim que comecei a carreira em clubes de menor expressão, e você chega ao clube da grandeza do Flamengo, você tem que dar valor".

Dourado mandou uma mensagem para os torcedores rubro-negros: "O recado que posso dar é agradecer o carinho, todas as mensagens que recebi, e podem ter certeza que a resposta será dada honrando esse manto".

Rodrigo Caetano relembra que não há como confirmar nenhuma negociação antes de concretizada. E citou o caso de Felipe Vizeu, confirmando que há uma negociação com a Udinese, mas não há nada concretizado, e quando concretizar, a imprensa será informada.

Henrique Dourado fala sobre o relacionamento com os novos companheiros: "Já conhecia boa parte do elenco. No mundo do futebol todo mundo se conhece. Como tinha falado com o Rodrigo, sempre que você pergunta sobre o elenco, é só elogios. Espero me entrosar o quanto antes para me sentir à vontade o quanto antes".

Caetano afirma que o elenco de um time grande como o Flamengo, não estará fechado. Mas se houver mais alguma contratação, só de jogadores acima da média, ou que venham para acrescentar além do que já exista no elenco.

Bandeira ainda citou negociações envolvendo Flamengo, Fluminense e citou além da dupla Fla-Flu, o Botafogo, nas décadas passadas, e espera que isso volte a ocorrer com maior regularidade.

Bandeira de Mello comenta sobre a realização de negócio com clubes rivais: "Quando o negócio é bom para as duas partes, não tem porque não fazer, só porque são adversários locais. Eu sou mais velho que vocês e já vi muitos negócios assim. Hoje é o Dourado chegando no Flamengo, amanhã pode ser um jogador do Flamengo que vai para o Fluminense".

Em relação a outras propostas, Dourado refutou algumas notícias que saíram na imprensa a seu respeito: "Saiu na imprensa que eu tinha falado alguma coisa, mas eu não falei nada, fiquei esperando a decisão do meu staff. Eu não queria sair do meu ex-clube pelas portas dos fundos. Quando chegou a proposta do Flamengo, eu tinha que pensar também no Fluminense, e foi bom para todo mundo".

Dourado comentou sobre jogar em mais um clube grande: "Eu acho que para a carreira de um atleta que almeja coisas grandes, ele tem que ter isso na cabeça. Chego ao clube que vai me dar estrutura para que eu possa fazer o meu papel e alcançar títulos".

Dourado e Caetano afirmam que a decisão de escalar ou não o atacante no domingo, contra o Nova Iguaçu, será da comissão técnica. O atacante se disse pronto, pois estava treinando nos últimos dias. O diretor afirmou que a pressa para regularizá-lo é para deixá-lo à disposição para as semifinais da Taça Guanabara, pelo menos.

Sobre a disputa com Paolo Guerrero no time titular: "Chego para buscar meu espaço, sempre respeitando a decisão do comandante. Quem tem a ganhar é o Flamengo. Isso qualifica o elenco, e espero logo estar a disposição e buscar o meu lugar".

O atacante comentou sobre o CT do Rubro-Negro e não vê a hora de entrar em campo: "Já conheci sim. É uma estrutura que dá todas as condições para o atleta desempenhar um bom futebol. Quero agradecer a todo o pessoal do staff pela receptividade. Agora é correr para ficar pronto para ajudar os meus companheiros".

Ao ser questionado sobre trocar um rival pelo Fla, Dourado revelou até um encontro com o baixinho Romário e revelou que a decisão foi tomada em conjunto com a família: "O Romário estava em um restaurante, jantando, e fui dar uma tietada nele. Essa minha escolha pelo Flamengo, estamos falando de Flamengo, foi uma decisão tomada em conjunto com minha família".

Sobre o número da camisa e o apelido "CeiFLAdor" dado por chegar ao Rubro-Negro: "Quando me colocaram algumas escolhas, já vesti a camisa 19. Tenho certeza que também cairá muito bem. Logo quando o Flamengo fez o anúncio, o meu celular não parou e acabou a bateria. Quero agradecer a eles (torcida) pela recepção e quero retribuir todo esse carinho em campo".

Agora é a vez do novo atacante rubro-negro falar: "Agradeço primeiramente a Deus. Já agradeci ao presidente e ao Rodrigo e a todos os envolvidos para fazer com que essa negociação tivesse um final feliz. Estou muito feliz e espero trazer muitas alegrias para a Nação".

Caetano também rasga elogios para Henrique Dourado: "Negociação se deu pela busca de um atacante de referência e dentre os nomes pelo que fez no ano passado interessa ao grande clube que é o caso do Flamengo. A negociação atendeu todas as partes, inclusive o ex-clube (Fluminense). São quatro anos de contrato e tempo suficiente para ele ter marca histórica de gols e assistências pelo Flamengo".

Bandeira entrega a camisa de número 19 para o "Ceifador".

Bandeira de Mello: "Mais um craque que chega para o Mengão. Dispensa apresentações, o Ceifador. Atacante que já esteve nos planos há 4 anos. Sempre o monitoramos. Esse sonho está se concretizando hoje. Tenho certeza que ele será muio feliz aqui".

Henrique Dourado, Eduardo Bandeira de Mello e Rodrigo Caetano chegaram para a coletiva de apresentação do atacante.

Dourado já deixou o gramado e daqui a pouco ele será apresentado oficialmente na Sala de Imprensa Jornalista Victorino Chermont.

A rescisão do "Ceifador" com o Fluminense já foi publicada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e o contrato com o Rubro-Negro deverá ser publicado nas próximas horas.

Henrique Dourado já está no Ninho do Urubu e já realiza atividades físicas no gramado, após ser apresentado aos companheiros e conhecer a estrutura do clube. O atacante já "ceifou" com a camisa do novo clube:

(Foto: Reprodução/ Flamengo)
(Foto: Reprodução/ Flamengo)

O Flamengo anunciou nessa quinta-feira (1), a contratação do atacante Henrique Dourado, o "Ceifador", que estava no Fluminense. Como adiantado pela VAVEL, o negócio estava encaminhado e o Rubro-Negro comprará 75% dos direitos econômicos do atacante, que estavam divididos igualmente entre o Tricolor e o Mirassol, e Dourado assinará um contrato de quatro anos com a equipe da Gávea.

Ao todo, o Flamengo comprará os 50% que o Fluminense possuía e 25% da parte da equipe do interior paulista e os valores não foram anunciados oficialmente, mas a expectativa é que o pagamento seja parcelado. A tendência é que o Ceifador ganhe menos que os astros rubro-negros, como Diego, Guerrero e Éverton Ribeiro. Henrique Dourado foi a terceira contratação da equipe para 2018, junto com Marlos Moreno e o goleiro Júlio César

Sem contar com Guerrero até maio desse ano, a diretoria rubro-negra foi ao mercado em busca de um nome que pudesse suprir a ausência do peruano. Negociações foram abertas com Fred, que foi para o Cruzeiro, e Vágner Love, que se transferiu para o Besiktas-TUR, mas ambas as negociações não foram adiante e o Flamengo partiu em busca do artilheiro do país em 2017, que já havia se manifestado que não queria permanecer no Fluminense em 2018.

Em 2017, Henrique Dourado anotou 32 gols em 59 jogos, média de 0,54 gol por partida, e foi um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro, ao lado do corinthiano Jô, com 18 gols. O atacante ficou conhecido pela extrema precisão nas cobranças de pênaltis, onde marcou 11 gols em 11 cobranças na temporada.

Na carreira, o Ceifador passou por mais de 10 clubes, além do Tricolor, dentre eles o Santos, Palmeiras e Cruzeiro. Disputou 280 jogos, e anotou 111 gols, tendo uma média de 0,44 gol por partida. Será a segunda Libertadores que o atacante disputará, e irá em busca do primeiro gol na principal competição do continente.

Recentemente o Flamengo acertou a transferência do atacante Henrique Dourado, ex-jogador do Fluminense e um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro do ano passado ao lado de Jô - hoje no Nagoya Grampus, do Japão. A VAVEL Brasil decidiu então relembrar os atletas que já trocaram o Tricolor pelo Rubro-Negro. Confira a lista:

A troca entre times rivais por jogadores acontece há muito tempo. Em 1976, Flamengo e Fluminense acertaram uma troca polêmica para a época: o Flamengo cederia Doval, Renato e Rodrigues por Toninho, Roberto e Roberto. Na época, a transação foi considerada um marco por nunca ter sido vista em solo carioca. No fim, a troca foi benéfica ao clube Tricolor, que viu seu novo atacante marcar 19 gols em 27 jogos.

(Foto: Clive Mason/Getty Images)
(Foto: Clive Mason/Getty Images)

Outro grande nome do futebol brasileiro que decidiu trocar um clube pelo outro foi o lateral Carlos Alberto Torres. Este, trocou o Fluminense pelo Flamengo em 1977, após ter participado da Máquina Tricolor em 1976 que se sagrou bicampeã carioca e semifinalista do Brasileiro; no Flamengo, não obteve o mesmo sucesso do rival. Carlos Alberto Torres, o Capita, morreu no final do ano passado aos 72 anos, vítima de um infarto fulminante.

À partir de 2005 o Flamengo começou a "ganhar" a briga com o Tricolor no quesito rendimento, isto é, antes de 2005 nenhum jogador que havia migrado para a Gávea havia tido sucesso. A história começa a mudar com a chegada de Diego Souza, que apesar de não ter sido unânime no Rubro-Negro, chegou a vestir a 10 do clube.

(Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
(Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Também em 2005, chegou Léo Moura que não se transferiu direto do Fluminense. O lateral passou pelo Sporting (POR) antes de chegar o Flamengo mas jogou apenas oito vezes. No Rubro-Negro, ficou por dez anos, conquistou um Brasileiro, duas Copas do Brasil e uma idolatria entre os torcedores.

Um ano depois, Juan e Toró seguiram o mesmo caminho

(Foto: Buda Mendes/Getty Images)
(Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Em 2006 chegava o parceiro de lateral de Léo Moura, o lateral esquerdo Juan. Após dois anos no rival, Juan chegou depois de ter ganho um Carioca e ter sido vice-campeão da Copa do Brasil em 2005. No Flamengo, foi campeão da Copa do Brasil em 2006, do Brasileiro em 2009eleito melhor lateral esquerdo do campeonato.

Junto de Juan veio o volante Toró. Formado em Xerém, era uma das grandes promessas do clube mas não repetiu o desempenho da base em dois anos e trocou o Fluminense pelo rival rubro-negro. No Flamengo, chegou a ser titular com Joel Santana, o escalando como volante ao invés de atacante e ficou por quatro anos no clube.

(Foto: Reprodução/Flamengo)
(Foto: Reprodução/Flamengo)

Após um drama vivido em 2009, Leandro Amaral chegou ao Flamengo no ano seguinte pelas mãos de Zico, com passagens pelo Vasco e Fluminense - duas vezes em cada. Na segunda passagem pelo Flu, o atacante sofreu com uma rara lesão e acabou dispensado. Zico então propôs que o atacante ficasse um mês treinando com os profissionais do clube; no fim, jogou apenas quatro vezes, perdeu lugar para Deivid e Diogo e rescindiu o contrato.