Carlos Alberto Torres: o legado de um ídolo do Fluminense

Revelado nas Laranjeiras, o Capita nunca escondeu sua paixão pelo tricolor. Com a camisa verde, branca e grená foi campeão carioca por três vezes, sendo peça fundamental na lendária Máquina Tricolor.

Carlos Alberto Torres: o legado de um ídolo do Fluminense
Foto: Divulgação/Fluminense FC

Carlos Alberto Torres, ou Capita, como vulgarmente entrou pra história, foi revelado no Fluminense, seu clube do coração e dividiu a sua história com a camisa tricolor em duas passagens. A primeira delas, ainda muito jovem, já a segunda, experiente e já campeão do mundo. Confira tudo sobre a passagem pelo tricolor de um dos maiores laterais do mundo.

Revelado no clube das Laranjeiras, Carlos Alberto chega ao profissional com 18 anos como reserva do também campeão do mundo, Jair Marinho. A titularidade, no entanto, vem em 1963, quando assume o lugar de Marinho - que havia quebrado a perna - no Torneio Rio-São Paulo. As boas atuações, levaram o Capita à Seleção Panamericana, medalhista de Ouro nos Jogos Panamericanos de 1963, disputados em São Paulo.

Assumidamente torcedor do Fluminense, Carlos Alberto conquista seu primeiro título com a camisa tricolor em 1964, com a conquista do Campeonato Carioca sob o Bangu que o levou ao Santos de Pelé. O time treinado por Tim era composto por: Castillo; Carlos Alberto Torres, Procópio, Valdez e Altair; Denílson e Oldair; Jorginho, Amoroso, Joaquinzinho e Gílson Nunes.

Após passagens por Santos e Botafogo, Torres voltou ao Fluminense, dessa vez, mais experiente e já campeão do mundo comandou, juntamente com Rivelino o lendário time tricolor que entrou para a história sob a alcunha de Máquina Tricolor, campeã carioca em 1976 e 1977. Além das conquistas regionais, a Máquina chegou às semifinais do Brasileirão de 1976 e conquistou o até então consagrado Torneio de Paris.

A Máquina Tricolor de 1976. Da esquerda pra direita, em pé: Renato, Pintinho, Carlos Alberto Torres, Edinho, Rubens e Rodrigues Neto – Agachados: Gil, Cléber, Doval, Rivelino e Dirceu 

Uma curiosidade, no entanto, ocorreu em 1983 e se dá pelo fato de que Torres haveria indicado ao, até então presidente do clube, Manoel Schwartz que contratasse um dos melhores meias em atividade no momento, Romerito. Schwartz acatou à recomendação de Carlos Alberto e trouxe um dos maiores jogadores da história do Fluminense e peça fundamental na conquista do Campeonato Brasileiro de 1984. 

CA Torres ao lado de Romerito na chegada do craque paraguaio ao Rio de Janeiro (Foto: Fluminense FC)

O Capita retornou ao Fluminense em 1984, mas dessa vez como treinador. O ex-lateral comandou Romerito e cia na conquista do bicampeonato carioca de 1984, mas, não durou muito tempo. O agora já treinador voltou ao clube que o revelou em 1994, mas dessa vez sem êxito. Multicampeão como jogador e como treinador, Carlos Alberto entra para a história não apenas como um dos maiores tricolores de todos os tempos, mas como um dos maiores brasileiros de todos os tempos.