Fluminense tropeça no Atlético-PR com Maracanã lotado e fica afastado do G-6

Sob o olhar de mais de 43 mil torcedores, Tricolor sai na frente com Cícero, mas cede o empate na segunda etapa e Scarpa perde pênalti no último lance

Fluminense tropeça no Atlético-PR com Maracanã lotado e fica afastado do G-6
FOTO NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.
Fluminense
1 0
Atlético-PR
Fluminense: Julio César, Wellington Silva, Gum, Henrique e William Matheus; Edson (Osvaldo), Pierre, Cícero (Douglas), Scarpa e Marquinho (Richarlison); Wellington. Técnico: Marcão
Atlético-PR: Santos; Léo (Rafael Galhardo), Paulo André, Thiago Heleno, Nicolas; Hernani, Otávio, Lucas Fernandes (Marcos Guilherme), Lucho González (Nikão); Pablo, André Lima. Técnico: Paulo Autuori
Placar: Cícero (28/1ºT) e Hernani (15/2ºT)
ÁRBITRO: Luiz Flavio de Oliveira (SP), auxiliado por Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP) e Herman Brumel Vani (SP). Cartões amarelos: Wellington Silva e Wellington (FLU); Paulo André, Otávio e Nicolas (CAP)
INCIDENCIAS: PARTIDA VÁLIDA PELA 35ª RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO, DISPUTADA NO MARACANÃ, NO RIO DE JANEIRO

Fluminense e Atlético-PR entraram em campo na tarde desta terça-feira (15) no Maracanã, diante 43.631 torcedores, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em uma partida disputada até o fim, com direito a pênalti perdido aos quarenta e cinco minutos da segunda etapa, o empate em 1 a 1 irritou os tricolores presentes no Maraca e deixou o Atlético dentro do G-6.

O resultado deixou o Fluminense na 9ª posição, com 49 pontos. Assim, o tricolor perde uma grande chance de colar no G-6 e vê uma possível classificação para a Libertadores 2017 se complicar. Agora, a equipe carioca encara a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, no domingo (20), às 17h, pela 36ª rodada do Brasileirão.

Para o Furacão, o resultado mantém o rubro-negro na 6ª posição, com 52 pontos e a equipe interrompeu uma sequência de nove derrotas jogando longe da Arena. Na próxima rodada, a equipe paranaense recebe o Sport, no domingo (20) às 17h, na Arena da Baixada.

Atlético joga melhor, mas Cícero garante vitória parcial do Tricolor

A partida começou com o tricolor em cima, já que precisava do resultado, e chegou com finalizações de Gum e Edson. O Furacão respondeu aos oito minutos quando Nicolas chutou forte e Gum salvou de cabeça. A partir disso, o Atlético passou a dominar a partida, adiantando a marcação e forçando os erros do Flu, que ficou perto de abrir o placar em duas situações, mas não conseguiu passar por Julio César.

Ao ver o mau momento da equipe na partida, os milhares de tricolores presentes no Maraca escolheram Wellington Silva como vilão e chegaram a vaiá-lo quando tocava na bola. Aos vinte e oito minutos, a vaia virou festa. Scarpa recebeu na direita e cruzou na cabeça de Cícero, que abriu o placar, marcou seu nono gol no Brasileiro e explodiu o Maracanã, Fluminense 1 a 0.

Após o gol, o Flu tentou voltar a dominar a partida e quase ampliou aos trinta e três com um chute colocado de Gustavo Scarpa, que passou à direita de Santos. Mas o Atlético-PR continuou melhor e aos trinta e sete, André Lima cruzou, Julio César afastou mal e Pablo rolou para a finalização torta de Hernani, pela linha de fundo. Aos trinta e nove, os paranaenses chegaram no contra-ataque e Pablo chutou por cima do gol. Aos quarenta e três, Hernani cobrou falta com muito perigo, assustando o goleiro do Tricolor, e assim acabou a primeira etapa no Maracanã.

Em segunda etapa morna, Hernani empata e Santos defende pênalti de Scarpa

No intervalo, Léo saiu para a entrada de Galhardo no Furacão. Na segunda etapa, o panorama da primeira etapa se repetiu: Flu começou em cima, tentando ampliar e quase conseguiu aos cinco: Wellington chutou forte e Santos espalmou para escanteio. Aos treze, André Lima recebeu um passe de peito de Lucho González e chutou muito forte para ótima defesa de Julio César. Aos quinze, Otávio virou uma linda bola para Lucas Fernandes invadir e ser derrubado por Willian Matheus, cometendo pênalti. Na cobrança, Hernani bateu com perfeição e empatou a partida, 1 a 1.

Precisando da vitória, Marcão tirou Marquinho e Edson e colocou Richarlison e Osvaldo. Autuori respondeu tirando o argentino Lucho González e Lucas Fernandes e colocando Nikão e Marcos Guilherme.

Após o empate, a partida ficou mais brigada do que jogada, e nenhuma das equipes conseguiu levar mais perigo até os trinta e três. Aos trinta e quatro, o Atlético voltou a assustar: Nikão recebeu de André Lima, cortou a marcação e chutou forte com muito perigo. Aos quarenta e um, Gum recuou para Julio César e por muito pouco não fez contra, levando à ira o torcedor tricolor. Aos quarenta e quatro, Scarpa levantou para a área e Richarlison, como um foguete, cabeceou forte para grande defesa de Santos.

Aos quarenta e cinco, a maior chance do Tricolor na partida: Paulo André cometeu pênalti em Richarlison. Scarpa cobrou no meio do gol e Santos defendeu com o pé, salvando o Atlético, dando ponto final à partida, 1 a 1, e gerando muitas vaias e cânticos dos tricolores presentes no Maraca contra os jogadores.