Julio César evita falar de saída de Dourado ao Flamengo: "Cada um toma as suas decisões"

Atacante está próximo de acerto com rival rubro-negro após anunciar que não jogará no Fluminense em 2018

Julio César evita falar de saída de Dourado ao Flamengo: "Cada um toma as suas decisões"
Julio César evita falar de saída de Dourado ao Flamengo: "Cada um toma as suas decisões"

Henrique Dourado está com um pé no Flamengo. O atacante, que já declarou seu desejo de não permanecer no Fluminense em 2018, espera os últimos acertos para atuar no rubro-negro nesta temporada. A notícia pegou todos de surpresa e também o goleiro Júlio César, que concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (30) e não escondeu a surpresa quanto ao assunto.

"Essa noticia chega de vocês pra nós. A gente não sabe de nada ainda e conta com ele. A gente não tem essa noticia de que ele realmente vá sair ou não. São os veículos que estão trazendo até nós essa situação. Mas temos jogado sem ele esses quatro jogos já. O Pedro foi bem, fez um gol. Acho que isso é importante. Mas a gente ainda não sabe de nada, se ele vai ficar ou se ele vai sair para o nosso rival"

Sobre a relação pessoal entre os atletas, Julio César declarou que Dourado é um amigo e que a opinião do grupo é o desejo pela sua permanência. No entanto, sabe que o futebol é feito de negócios e parabenizou pela sua dedicação mesmo sem estar com a cabeça no clube.

"Ele é um grande amigo. Cada um toma as suas decisões. Ele deu aquela entrevista e achou por bem que era o melhor, e está tratando isso com a diretoria. Nós, como jogadores, gostaríamos que ele permanecesse. Mas ele tem que estar feliz. Ele tem treinado agora com os reservas, mas em nenhum momento faltou dedicação e empenho"

Confira outros trechos da coletiva:

Pênaltis

É óbvio que é um cara que tem um extremo potencial em pênaltis. E se isso vier a acontecer (enfrentar Dourado em uma cobrança de pênalti), vai ser um grande desafio. Treinamos juntos um bom tempo. É outro ditado: “Quem pode mais, chora menos”. Vai ser uma briga de gato contra rato.

Sobre a evolução do elenco

É um ano de reestruturação. Desde o início a gente tem visto isso, dificuldades tem acontecido, mas a diretoria tem procurado resolver esses assuntos. São os mais indicados para tomar as decisões. E cabe a nós, dentro de campo fazer a nossa parte, junto com o professor Abel, que é um cara extremamente capacitado e tem nos passado a tranquilidade necessária para demonstrar o nosso trabalho.

E a gente tem, dentro da nossa união, que colocar isso em pratica. Tivemos dificuldades. No clássico, a equipe demonstrou uma cara muito boa, principalmente na segunda etapa. Conseguimos sufocar o Botafogo. Não vencemos, mas foi um clássico bom. Tivemos dificuldade contra a Portuguesa a conseguimos nossa primeira vitória. Isso nos dá uma confiança.

Sobre a confiança na diretoria

Eles têm procurado dar respaldo pra gente. Dentro das dificuldades que tem acontecido. A presidência tem um ano, está entrando no seu segundo ano, e tem procurado reestruturar o clube, especialmente a nível financeiro. A gente tem que confiar neles, porque é um trabalho que vem de cima pra baixo. Só com confiança vamos conseguir. E juntos. A gente tem que ter união dentro de campo, e com a comissão técnica e diretoria, para que o clube tenha um norte.

Sobre salários atrasados

A gente está aguardando que até amanhã que os vencimentos sejam quitados. Até para nos dar tranquilidade, para que a gente venha desenvolver nosso trabalho. Não que isso venha a mudar nossa dedicação e profissionalismo em momento algum. Até porque são nossos nomes que estão em causa.

Sobre a Caldense, adversário da Copa do Brasil

Sendo um jogo eliminatório, a gente precisa pensar em todos os aspectos. A torcida deles com certeza vai lotar o estádio. A gente tem que ficar focado e ligado os 90 minutos, senão vamos ser surpreendidos. Temos uma experiência no ano passado, contra o Sinop, em que fomos pro intervalo perdendo. A gente conseguiu focar e virar o jogo.

Sobre a formação com três zagueiros

A gente teve uma evolução muito grande. Tirando o primeiro jogo, que não jogamos nessa formação, temos 3 jogos e 1 gol sofrido. Vejo uma evolução muito boa. A equipe está mais fortalecida defensivamente e isso dá tranquilidade para a parte ofensiva. Tomando poucos gols, não temos necessidade de fazer tantos. Acho que é continuar assim. Precisamos melhorar, lógico, mas não só eu quanto os zagueiros, a gente está feliz.