Roger lamenta falta de precisão na finalização em empate contra Palmeiras: "Não fomos eficientes"

Tricolor gaúcho desperdiçou chances claras de gol e permaneceu no 0 a 0 com o Palmeiras, garantindo apenas um ponto dentro de sua casa

Roger lamenta falta de precisão na finalização em empate contra Palmeiras: "Não fomos eficientes"
Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Apesar do empate sem gols diante do atual líder Palmeiras, Roger Machado valorizou a atuação de seus comandados, alegando que o Grêmio foi superior na partida, com o coletivo bem executado e grande volume ofensivo. Embora satisfeito com o futebol harmônico apresentado, para o treinador, é preciso caprichar mais na finalização, pois o desperdício diante das oportunidades criadas custaram dois pontos ao tricolor gaúcho, que não vence à cinco partidas no campeonato nacional. 

"Foi uma partida que tivemos pleno domínio, com imposição, com a volta do jogo coletivo bem executado. Criamos oportunidades tanto no primeiro tempo, quanto no segundo. O Douglas deu três ou quatro assistências muito claras para gol. Aí entra a questão técnica do atleta, de fazer o movimento certo, de ver o posicionamento do goleiro. As que foram bem batidas, contaram com a eficiência do goleiro do Palmeiras. A eficiência é um dos fatores que determina a vitória ou a derrota no jogo de futebol. A gente deve lamentar quando não se cria. Nos últimos dois jogos, criamos muito pouco. Mas hoje foi uma grande partida, um grande jogo. Não posso deixar de elogiar a nossa atuação, mas não fomos eficientes", avaliou Roger. 

Ao substituir Walace por Ramiro, na segunda etapa, Roger ouviu vaias da torcida, está que já está impaciente com as constantes entradas do camisa 17 no decorrer dos jogos, apresentando baixa atuação e pouca efetividade. No entanto, o treinador elogiou o empenho de seu comandado e explicou que a mudança ocorreu por fatores físicos.

"Eu não vou ensinar o torcedor a torcer. Se ele acredita ter o direito de vaiar o jogador que entra com entusiasmo dentro de suas capacidades, que faça o que tem que fazer. A substituição foi menos por questão técnica, mas mais por questão física. O Walace sentiu algo que o impossibilitou de ficar em campo. Gostaria de ter sempre meu torcedor ao lado. A questão do compromisso com o nosso time é uma via de duas mãos. Geralmente, ela parte do campo. Às vezes, quando o torcedor não vê isso dentro de campo, personifica na figura de um jogador ou de mais de um. Faz parte. Sei que vai voltar a nos incentivar". 

Roger foi questionado sobre a mudança de posicionamento de Luan, que atuou deslocado pelo lado. O comandante explicou que com a volta do esquema 4-2-3-1 e Bolaños no controle do ataque, Luan ganha poder de recomposição jogando pela lateral.

"Foi para conseguir equilibrar as características dos jogadores. O Bolaños joga pelo lado também, mas a recomposição com mais força é feita pelo Luan pelo lado. O lado de campo do Miller é no contra-ataque. Feita de forma eficiente, conseguimos um resultado parecido quando o Luan joga como referência. O Palmeiras joga muito pelos flancos e não teríamos como fazer a recomposição com o Miller ali. O Luan, mesmo na ponta, não fica fixo pelo lado. Ele pode ficar perto do gol também atuando pelo lado. Uma das chances que tivemos ocorreu com ele vindo do lado para dentro. É um posicionamento que o Luan se sente a vontade e entende que é para o bem coletivo". 

De acordo com Roger, dentro de uma competição de pontos corridos, uma instabilidade é normal. Ademais, o treinador se mostrou confiante para continuar a brigar pelo título do Brasileirão, apesar da distância de 10 pontos para o líder Palmeiras.

"É nesse momento que temos que ter confiança de que isso é passageiro. A boa atuação voltando como aconteceu hoje, nos dá confiança de que poderemos crescer. Uma sequência de três vitórias coloca qualquer time na disputa novamente. Não me preocupo muito com essa porcertagem de pontos neste momento. Estamos passando por uma instabilidade que outros time já passaram".  

Sobre ter optado por dar a faixa de capitão ao zagueiro Pedro Geromel, Roger explicou que a decisão foi influenciada, principalmente, pela pressão da torcida em cima de Marcelo Oliveira.

"O Pedro já foi. Tenho na minha cabeça que a faixa de capitão é complementar com a liderança que se tem dentro do grupo. O importante é que tenho vários líderes. Nos períodos de crise, o torcedor marca um jogador, e o Marcelo Oliveira sobre um pouco com isso. A faixa pro Geromel era pra deixar o Marcelo mais leve". 

Com o empate, o Grêmio desce uma posição, ocupando a sétima colocação na tabela, com 37 pontos. O próximo compromisso gremista é na quarta-feira (14), contra a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, à partir das 21h. A partida será válida pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.