Aproveitamento do Grêmio nas chegadas em fases finais da Copa do Brasil

Tricolor está em sua 23ª participação, com 12 idas à semi e na disputa da oitava final; Contra Atlético-MG, Grêmio busca quinto título da competição

Aproveitamento do Grêmio nas chegadas em fases finais da Copa do Brasil
Foto: Ricardo Giusti / Correio do Povo

É comum ouvir, principalmente dos torcedores gremistas ou da imprensa do Sul, que o Grêmio é um especialista em Copa do Brasil. Torneio fundado em 1989, o Tricolor gaúcho foi o primeiro campeão da competição de mata-mata. O presente ano de 2016 traz a busca do Mosqueteiro pelo pentacampeonato, em sua 23ª participação na história.

As ausências do clube na Copa do Brasil se deram nos anos de 2002, 2003, 2007, 2009 e 2011, por participação na Copa Libertadores da América. Na época, quem disputava a competição sul-americana não poderia figurar também na Copa do Brasil. No atual formato, os classificados à Libertadores possuem o privilégio de entrar direto na fase de oitavas de final e foi o que o Grêmio e o Atlético Mineiro, os finalistas, fizeram. Contando 2016, o Grêmio tem 23 participações na Copa e 12 chegadas à semifinal. É o clube que mais vezes chegou entre os quatro melhores no certame.

O aproveitamento do Tricolor gaúcho é bastante alto. Foram 15 chegadas em quartas de final, com 12 passagens para semifinal. Um percentual de 80%. Na fase entre os quatro melhores, o aproveitamento gremista é de 66,6% de avanço. No cálculo, das 12 semifinais, avançou para jogar 8 finais de Copa do Brasil.

Grêmio nas quartas de final da Copa do Brasil
Ano Adversário Classificação
1989 Bahia O
1991 Corinthians O
1992 Internacional X
1993 Palmeiras O
1994 Vitória O
1995 São Paulo O
1996 Criciúma O
1997 Vitória O
2001 São Paulo O
2004 Flamengo X
2010 Fluminense O
2012 Bahia O
2013 Corinthians O
2015 Fluminense X
2016 Palmeiras O

Todavia com grandes números na competição nacional de mata-mata, principalmente em seus primeiros anos, na década de 1990, o Grêmio bateu na trave em muitas oportunidades recentes. Desde o tetracampeonato alcançado em 2001, o Tricolor não passava mais a uma final. Foram três semifinais quase consecutivas com desfechos negativos. Em 2010, enfrentou o grande Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso, trazendo uma grande disputa, dois grandes jogos, mas vitória por 4 a 3 no Olímpico e derrota por 3 a 1 na Vila Belmiro eliminaram o Grêmio. Em 2012, perdeu no Olímpico para o Palmeiras e não conseguiu reverter na Arena Barueri. Já em 2013, perdeu para o Atlético Paranaense na Vila Capanema e ficou no 0 a 0 em sua nova Arena. Com essas três perdas em 2010, 2012 e 2013, o aproveitamento gremista que era de 7 vagas na final em 8 semifinais, caiu para 7 em 11 semifinais.

De volta à semifinal, o Grêmio precisou romper lacres históricos para eliminar um antigo carrasco, o Cruzeiro. Se nos quatro mata-matas ao longo da história, o antigo Palestra Itália de Belo Horizonte havia levado a melhor, dessa vez o Grêmio se impôs logo no jogo de ida. 2 a 0 em pleno Mineirão com mais de 50 mil torcedores e festa em casa, também diante de mais de 50 mil na Arena. Placar de 0 a 0 e classificação para final da Copa do Brasil 2016. O aproveitamento novamente subiu, para os 66,6%, com 8 avanços para final em 12 disputas de semi.

Chegada a hora da disputa pelo título, pode-se ver como foi o retrospecto do Grêmio nas chegadas à final da Copa do Brasil. Em sete finais até aqui, são quatro títulos e três vice-campeonatos.

Divulgação / Grêmio
Grêmio nas finais de Copa do Brasil
Ano Resultado Adversário
1989 Grêmio Campeão Sport Recife
1991 Grêmio Vice Criciúma
1993 Grêmio Vice Cruzeiro
1994 Grêmio Campeão Ceará
1995 Grêmio Vice Corinthians
1997 Grêmio Campeão Flamengo
2001 Grêmio Campeão Corinthians

Grêmio arrasador nas copas dos anos 1990

O primeiro título veio no estádio Olímpico sobre o Sport Recife. 0 a 0 no jogo de ida em Pernambuco e 2 a 1 para o Grêmio na volta, com direito a gol do ex-atacante e hoje técnico Cuca, treinador do Palmeiras. Na final diante do Criciúma, em 1991, o técnico dos catarinenses era ninguém mais e ninguém menos do que Luiz Felipe Scolari e o Tricolor perdeu no primeiro dos quatro títulos de Copa do Brasil de Felipão. O técnico nascido em Passo Fundo venceu com Criciúma, veio a ganhar uma com Grêmio e ainda duas copas com o Palmeiras.

Em 1993, o Grêmio travava um duelo contra o outro atual maior campeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro, detentor de quatro conquistas. Diferente do desfecho do mata-mata de 2016, a Raposa levou a melhor e ficou com a taça. Em 1994, o Grêmio chegou ao status de maior campeão da Copa com o bicampeonato sobre o Ceará. Mais um título no estádio Olímpico Monumental.

Com a chance de mais uma conquista, em sua quinta final em sete anos de existência da Copa do Brasil, o Grêmio de Felipão parou diante do Corinthians em 1995. O Timão levou a melhor em Porto Alegre. Ainda com Luiz Felipe Scolari, o Tricolor conquistou o bi da Libertadores em 1995 e o bi do Brasileirão em 1996. O tri da Copa do Brasil não tardou e o Grêmio, em 1997, foi para a final no estádio do Maracanã. Diante de mais de 100 mil torcedores, empate por 2 a 2 e a esquadra gremista sagrou-se novamente campeã. Aquele time tinha a figura de Danrlei, do lateral-esquerdo Roger Machado, dos volantes Dinho e Emerson, do meia Carlos Miguel e dos atacantes Paulo Nunes e Zé Alcino.

Em 2001, a última das sete finais já disputadas. Um Grêmio que mandou no Morumbi em duas oportunidades. Primeiro nas quartas de final, ao fazer 4 a 3 no São Paulo, com três gols de Marcelinho Paraíba. O time gremista do técnico Tite, hoje comandante da Seleção Brasileira, voltou a decidir uma final com o Corinthians e aplicou a revanche. Novamente no Morumbi lotado, após empate em 2 a 2 no Monumental, o Grêmio fez 3 a 1 e deu a volta olímpica na capital paulista. A equipe contava com os remanescentes Danrlei e Roger Machado, com os zagueiros Marinho e Anderson Polga, com o lateral-direito Anderson Lima, o volante Tinga, o meia Zinho e o atacante Marcelinho Paraíba.

Foto: Paulo Pinto / Estadão

Para o momento atual, o clima é de nostalgia aos gremistas mais antigos, que viram as atuações fortes nos anos 1990, nos primeiros anos da Copa do Brasil. Entre os mais jovens, a tentativa de uma primeira taça a nível nacional. A chance dos jogadores imortalizarem seus nomes na história, novamente na disputa de uma final de peso. O Grêmio luta pelo penta da Copa do Brasil, para se isolar como maior campeão do torneio.