Há 10 anos, Grêmio era derrotado em sua última final de Libertadores

Diante do Boca Juniors, Tricolor perdeu as duas partidas para os argentinos

Há 10 anos, Grêmio era derrotado em sua última final de Libertadores
Grêmio
0 5
Boca Juniors
Grêmio : Saja; Patrício, William, Teco e Lúcio; Sandro Goiano (Lucas Leiva), Gavilán, Diego Souza, Tcheco e Carlos Eduardo; Tuta; Técnico: Mano Menezes.
Boca Juniors: Caranta; Daniel Díaz,Ibarra, Morel Rodríguez e Clemente Rodríguez; Ledesma, Banega, Neri Cardozo e Riquelme; Palacio e Palermo; Técnico: Miguel Russo.
Placar: Jogo de ida (13/06/07): Palacio, 18'-1ºT; Riquelme, 28'-2ºT; Patrício (contra), 44'-2ºT. Jogo de volta (20/06/07): Riquelme, 23' e 35'-2ºT.
ÁRBITRO: Jogo de ida: Jorge Larrionda, auxiliado por Wálter Rial e Edgardo Acosta (Trio uruguaio); Jogo de volta: Oscar Ruiz, auxiliado por Juan Carlos Bedoya e Jovani Zapata.
INCIDENCIAS: Partidas realizadas no estádio La Bombonera (1º jogo) em Buenos Aires-ARG e estádio Olímpico (2º jogo), em Porto Alegre-BRA. Ambas válidas pela decisão da Copa Libertadores da América 2007.

Uma década depois de sua última final de Copa Libertadores, o Grêmio volta à campo mais uma vez para uma decisão do torneio Continental. Como em 2007, o Imortal Tricolor enfrenta mais um time argentino. Na últmia vez, perdera para o Boca Juniors de Riquelme, PalermoPalacio e cia. 

Diferente de 10 anos atrás, o Rei de Copas enfrenta o Lanús, na próxima quarta-feira (22), a partir das 21:45, na Arena do Grêmio. Este é o primeiro jogo que define o campeão da Copa Libertadores da América 2017. 

O caminho de Grêmio e Boca Juniors até a final

O Tricolor que em 2005 conquistava a Série B do Campeonato Brasileiro, no ano seguinte já se classificara para Libertadores. O 3º lugar na tabela do Campeonato Brasileiro de 2006 garantiu ao clube gaúcho uma vaga no torneio Sul-Americano.

Na fase de grupos, foi o líder do Grupo 3, com 10 pontos. Junto com o Grêmio, o Cúcuta Deportivo classificou-se em segundo colocado, com 9 pontos. Eliminados, o Deportes Tolima e Cerro Porteño se despediram da competição. Ambos com sete pontos. Assim, o Grêmio se classificou para o mata-mata em sétimo (7º) colocado no quadro geral. No caminho até a decisão, desbancou o São Paulo (oitavas de final), Defensor-URU (quartas de final) e o Santos (semifinal).

Já o Boca Juniors chegou à competição continental com moral. Campeão dos torneios Apertura 2005 e Clausura 2006, assim como os gaúchos, conquistou vaga direta para a Libertadores.

Com estes títulos da temporada anterior e sua tradição em Libertadores (havia conquistado cinco até então), chegara à competição como favorito. No entanto, classificou-se para as oitavas de final apenas em 11º. Na fase de grupos ficou com a segunda posição, com 10 pontos, atrás de Toluca, com 12, e na frente do Cienciano, com 9 pontos e do Bolívar, com 4. Na fase de mata-matas, deixou para trás o compatriota Vélez Sarsfield (oitavas de final), Libertad (quartas de final) e o Cúcuta-COL (semifinal).

Nos primeiros 90 minutos, goleada dos Hermanos

Como se classificou à frente do Boca no quadro geral da fase de grupos, o Grêmio decidia o torneio em Porto Alegre. Na primeira partida, a pressão da La Bombonera não intimidou os gremistas.

Mesmo a milhares de quilômetros de casa, os tricolores não se intimidaram. A pressão inicial era dos comandados por Mano Menezes (técnico dos gaúchos na época). Logos aos 12 minutos, o zagueiro Teco teve a oportunidade de abrir o placar. De cabeça mandou para o gol, mas o goleiro Caranta defendeu. No entanto, a pressão tricolor durou pouco. Aos 18 minutos, Riquelme cobrou falta, na sobra, Palermo chutou cruzado e Palacios, em posição irregular, completou para o fundo do gol.

Mesmo com o clube de Buenos Aires na frente, a partida seguiu equilibrada. Até o fim do primeiro tempo, o Grêmio chegava próximo à área adversária, mas perdia a bola. Os mandantes por sua vez, investiam em subidas sem perigo para o campo de ataque.

A pressão inicial do Boca no começou do segundo tempo foi surpreendida pela chance de empate dos comandados de Mano Menezes. Carlos Eduardo viu Tuta bem posicionado e ergueu na área, mas o centroavante foi interceptado pela zaga dos argentinos. A coisa ficou pior para os brasileiros aos 13 da etapa final, quando Sandro Goiano cometeu falta dura em Banega, recebeu o segundo amarelo e acabou expulso de campo, poucos minutos depois de tomar a primeira advertência.

Mesmo com um a menos o Grêmio seguia bem no jogo. Mas aos 28, Juan Román Riquelme cobrou uma falta sem chances para Saja, ampliando o placar para os hermanos. Após o 2 a 0 os tricolores não conseguiram mais chegar aos ataque. Quando o jogo parecia resolvido, Riquelme arriscou de fora da área, aos 44 da etapa complementar. O goleiro Saja espalmou, a bola ficou com Palacio. O atacante fez um cruzamento que contou com desviou do lateral-direito Patrício, contra seu próprio patrimônio.

Outra derrota e o fim do sonho

Com a desvantagem de três gols, o Grêmio começou disposto a ir pra cima do Boca Juniors. No entanto, poucas situações levaram perigo aos argentinos. Em meados do primeiro tempo, os hermanos conseguiram se recuperar . Fato este que deixou o jogo trancado. O Grêmio voltaria a assustar no fim da primeira parte, quando Diego Souza chutou na trave, desperdiçando a chance de abrir o placar e diminuir a vantagem do Boca.

 O Grêmio voltou a assustar logo no começo da etapa final do confronto. No cruzamento de Amoroso, que havia entrado no intervalo na vaga de Tcheco, Schiavi subiu mais que a zaga adversária e cabeceou na trave. No rebote, Diego Souza chegou atrasado. Durante o segundo tempo, o time da casa seguia com o sob comando do jogo, mas não chegava com perigo.

A cada minuto que passava, a mão do capitão Palermo ficava mais perto da taça. No agregado, os 3 a 0 já davam a taça ao Boca, mas o Grêmio não se entregava. Porém, aos 23 da etapa final, Riquelme recebeu com liberdade, e colocou a bola no ângulo de Saja, marcando um golaço para os argentinos. Mais tarde, aos 35, o sonho tricolor foi vivia remotamente. Palacio chutou de fora da área. No rebote, Riquelme empurrou pro gol, ampliando o placar para os argentinos.

Apesar dos 3 a 0 na Argentina e o placar parcial de 2 a 0 no estádio Olímpico, poderia ter sido pior. No final do jogo, Palermo desperdiçou um pênalti. Com o fim do jogo, o Boca Juniors conquistara se sexto título continental. Enquanto mais de 45 mil gremistas saíam do estádio carregando a tristeza em seu semblante.