Na estreia de Givanildo Oliveira, Náutico peca nas finalizações e empata sem gols com Bahia

Mesmo com um jogador a mais a partir da metade do segundo tempo, Timbu se mostra inofensivo e completa terceira partida seguida sem vencer como mandante

Na estreia de Givanildo Oliveira, Náutico peca nas finalizações e empata sem gols com Bahia
Foto: Léo Lemos/Náutico
Náutico
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Bahia
Náutico: Júlio César; Joazi, Rafael Pereira, Adalberto e Gastón Filgueira; João Ananias (Esquerdinha), Rodrigo Souza (Negretti) e Renan Oliveira; Rony, Bérgson e Jefferson Nem (Vinícius). Técnico: Givanildo Oliveira.
Bahia: Muriel; Eduardo (Tinga), Tiago, Jackson e Moisés; Juninho, Luiz Antônio e Régis (João Paulo); Allano, Hernane (Victor Rangel) e Edigar Junio. Técnico: Guto Ferreira.
ÁRBITRO: Elmo Alves Resende Cunha (GO). Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO). Amarelos: Moisés, Eduardo, Bergson, Régis, Walber, Rafael Pereira. Vermelho: Moisés.
INCIDENCIAS: Partida válida pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2016, realizada na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata/PE. Público: 4,859 torcedores. Renda: R$ 65.970,00.

Em uma partida técnicamente fraca, Náutico e Bahia empataram sem gols na tarde/noite deste sábado (10), na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, região metropolitana de Recife, pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2016. Nem mesmo a estreia do treinador Givanildo no comando do Timbu serviu de motivação para um time que erra demais. Já para o Bahia, fica o saldo positivo, afinal o ponto foi conquistado fora de casa e com um jogador a menos.

O empate sacramentou a terceira partida seguida do alvirrubro sem vencer como mandante e derrubou a equipe para a 10ª colocação, com 32 pontos. Já o Esquadrão de Aço permanece na sétima colocação, com 36. Na próxima rodada, o Bahia, novamente como visitante, vai até o Mangueirão na terça-feira (13) encarar o Paysandu, a partir das 19h15. O Náutico, no mesmo dia e horário, enfrente o Joinville, na Arena Joinville.

Poucas chances e muitos cartões marcam primeiro tempo

Estreia de treinador significa motivação dos jogadores em campo, na maioria dos casos. Com a posse de bola, os comandados por Givanildo Oliveira quiseram mostrar serviço ao novo técnico. Porém, do outro lado, há um time que ainda aspira o acesso à Série A. E foi o Bahia que finalizou primeiro, aos quatro minutos. Bola de pé em pé que a defesa tentou cortar e Luiz Antônio pegou de fora da área, mandando pela linha de fundo. Aos nove, a resposta alvirrubra. Contra ataque onde Renan Oliveira partiu da intermediária em direção ao gol. Muriel saiu na bola e defendeu com a perna esquerda.

Até então, uma grande chance de gol e nenhum amarelo. Aos 15 minutos, o primeiro cartão. Moisés cometeu falta que interrompeu outro contra ataque do Náutico. No minuto 17, Eduardo dividiu com Bergson e foi forte demais no lance; segundo amarelo. Aos 19', foi a vez de Bergson levar cartão, puxando Allan pelas pernas. Bergson, agora com a bola nos pés, recebeu passe de Renan Oliveira, aos 24', e finalizou pela linha de fundo, sem perigo. 26 minutos, Régis comete falta e ganha amarelo. Vá contando: cartões 4 X 1 chance de gol perigosa.

34 minutos, mais um jogador amarelado. Walber, do Náutico. Dois minutos depois, grande chance para o Esquadrão de Aço. Cobrança de falta em direção a grande área feita por Régis. Adalberto desviou e Moisés, há centímetros do gol, cabeceou e Júlio Cesar fez uma defesaça a queima-roupa. Depois deste lance, o Bahia começou a reter a bola em seus pés, porém, achou um bom sistema defensivo a marcá-lo.

A posse improdutiva gerava espaços e, aos 45, mais uma grande chance do Náutico. Renan Oliveira, novamente, mandou uma bomba no travessão. No rebote, Roni errou o chute. Saldo de acontecimentos: cartões amarelos 5 X 3 chances de gol. E zero a zero no placar.

Náutico, mesmo com um homem a mais, não consegue pressionar

Após um intervalo de 23 minutos de duração, devido a um apagão nos refletores do estádio, o segundo tempo começou equiibrado na falta de técnica e nos erros. As chegadas, em larga escala, eram pelas laterais e/ou em escanteios. Aos cinco minutos, Edigar Junio tentou pela esquerda e Adalberto fez o corte. No minuto seguinte, Jefferson Nem, em jogada individual, ganhou escanteio. Na cobrança, Luiz Antônio afastou. Chute mesmo, só aos 14 minutos, com Allano. De longe para mais longe ainda. Aos 15', Muriel começou a trabalhar.

Bergson ganhou de Jackson na dividida, entrou na grande área e finalizou, obrigando o arqueiro tricolor a se esticar, buscando a bola no canto direito. No rebote, Roni mandou na zaga. Apesar da grande chance, o Náutico não ficava com a bola nos pés e o Bahia dava suas pontadas, não muito perigosas. O jogo permaneceu frio até o minuto 23, quando Moisés cometeu falta em Walber e foi amarelado. Como já tinha sido advertido na primeira etapa, foi expulso, deixando o Bahia com um a menos. 

Mesmo com a superioridade numérica, o Timbu não conseguia exercer uma pressão contundente. Tanto que, aos 33 minutos, o tricolor teve uma grande chance. João Paulo tocou para Victor Rangel, que rolou para Edigar Junio finalizar rente à trave direita de Júlio Cesar. Aos 37', o alvirrubro voltou a figurar no ataque, em cruzamento que Muriel defendeu com tranquilidade.

No minuto 40, Negretti arriscou de longe e mandou mal, simbolizando a inoperância e a incapacidade do Náutico de dominar o adversário, mesmo com um a mais e o placar ficou empatado até o apito final, aos 49 minutos.