Entrevista: Moisés comenta ascensão na carreira e ressalta: "Todo jogo é uma final"

Meia concedeu entrevista exclusiva para a VAVEL Brasil e comentou sobre como Palmeiras, liderança, futebol Croata e lateral na área

Entrevista: Moisés comenta ascensão na carreira e ressalta: "Todo jogo é uma final"
Foto: Editoria de arte/VAVEL Brasil

A chegada de Moisés Lima Magalhães ao Palmeiras foi cercada de dúvidas. “Jogador da Croácia? Jogou aonde? Quem é esse? Ah não, Mattos”. Vindo do Rijeka, da Croácia, o jogador de 27 anos foi anunciado em dezembro de 2015, dois anos após deixar o Brasil.

Entrevistado pela VAVEL Brasil, o versátil meia contou um pouco de seu aprendizado na Europa: “Foi uma experiência muito positiva. Aprendi muito taticamente, muita disciplina. Amadureci bastante lá e acho que isso me ajudou a voltar bem mais experiente. Joguei competições importantes na Europa, fui capitão na Liga Europa. Trouxe toda uma bagagem internacional que me fez crescer bastante, não só dentro de campo, mas também fora dele”.

Ao ser questionado sobre a reação da torcida com sua contratação, Moisés comentou que já esperava por isso, devido ao fato de estar em um futebol com pouca visibilidade dos brasileiros.

“Então era normal que as pessoas questionassem mesmo. Mas eu sabia do potencial e do que eu poderia render e com muito trabalho e boas atuações fui conquistando meu espaço e grande parte da torcida”, completou. Fato é que o meia agora é um dos principais jogadores do elenco alviverde e um dos jogadores mais queridos pela torcida.

Dentro do time Moisés é o que mais desarma, o segundo que mais finaliza e já tem três gols no Campeonato Brasileiro. Ele comanda o meio campo palmeirense, podendo jogar mais avançado ou recuado. E ao saber destes números, o meia mostrou felicidade e disse que são consequências de “muito trabalho”.

Ainda sobre seu desempenho em campo, Moisés afirmou se sentir mais a vontade em atuar como volante. “Consigo me adaptar bem as duas funções, então não vejo em jogar com alguém mais defensivo ou ofensivo.”, afirmou.

Atualmente, o Palmeiras é líder do Brasileirão e vem mostrando que vai brigar pelo título até o fim. Moisés, um dos pilares desta campanha, acredita que o topo da tabela é resultado de união e trabalho.

“Todo esse tempo na liderança é consequência de muito trabalho, muita união dos jogadores, de acreditar que a comissão técnica nos passa. De ter uma diretoria que nos dá totais condições de trabalho e também por encarar todo jogo como uma final”.

Mesmo com o Flamengo logo atrás na tabela, com um ponto a menos, Moisés divide a pressão: “Tratamos todo jogo como uma final. A pressão está para todos os lados”.

Por último, o jogador analisou o desempenho do Verdão até aqui no campeonato: “Precisamos manter o que está sendo feito para que possamos conquistar o Brasileiro e corrigir alguns pequenos detalhes. Estamos em primeiro, sempre brigando lá em cima, acho que nossa campanha está boa (risos)”.

Confira a entrevista de Moisés à VAVEL na integra:

VAVEL Brasil: Falando um pouco de seu passado, do seu último clube, o Rijeka, da Croácia. Como você analisa a experiência adquirida na Europa, o que a ida para lá mudou no seu futebol?

M: "Foi uma experiência muito positiva. Aprendi muito taticamente, muita disciplina. Amadureci bastante lá e acho que isso me ajudou a voltar bem mais experiente. Joguei competições importantes na Europa, fui capitão na Liga Europa. Trouxe toda uma bagagem internacional que me fez crescer bastante, não só dentro de campo, mas também fora dele."

VBR: Como é o futebol da Croácia? Em relação ao daqui, em termos de infraestrutura, profissionalismo e qualidade, ele é avançado?

M: "O campeonato croata não tem a mesma qualidade que o Brasileiro. Lá são umas três equipes no máximo que brigam pelo título, com grande favoritismo do Dínamo Zagreb, aqui são várias. É difícil apontar três aqui antes do início do torneio. Aqui é mais equilibrado que lá, mas lá tem muito profissionalismo, muito fairplay. Estrutura boa de algumas equipes, a primeira divisão lá tem apenas 10 equipes." 

VBR: Quando a sua contratação foi anunciada muitos torcedores começaram a questionar sua chegada. Você achou precipitado por parte da torcida ou já esperava isso por estar em um futebol menos conhecido?

M: "Esperava um pouco sim, fiquei quase três anos fora do país, jogando num país sem muita visibilidade para nós brasileiros. Então era normal que as pessoas questionassem mesmo. Mas eu sabia do potencial e do que eu poderia render e com muito trabalho e boas atuações fui conquistando meu espaço e grande parte da torcida."

VBR: E depois disso, agora você é considerado um dos principais, se não o principal, jogador da equipe. Como você analisa seu desempenho até aqui?

M: "Sou parte importante assim como todos os outros atletas. Todos tem sua importância dentro da equipe. Desde aquele que joga mais como aquele não é tão utilizado. Eu me sinto bem aqui no Palmeiras. Tenho jogado bem e tudo isso é fruto de muito trabalho." 

VBR: Na sua opinião, você rende mais jogando ao lado de um meia armador como o Cleiton Xavier ou com um meio campo mais equilibrado, com Tchê Tchê e Gabriel?

M: "A posição que eu sinto que rendo mais é como volante, mas também não vejo problema em jogar um pouco mais adiantado. Consigo me adaptar bem as duas funções, então não vejo em jogar com alguém mais defensivo ou ofensivo."

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

VBR: A dupla Moisés e Tchê Tchê entrosou de maneira muito rápida, qual a vantagem de ter dois jogadores polivalentes jogando no meio campo do Palmeiras?

M: "Realmente nosso entrosamento foi muito rápido, acho que devido a grande qualidade do Tchê Tchê e também pelas nossas características se completarem."

VBR: E falando em polivalência, já são 53 desarmes no campeonato, você é o que mais desarma no time e também é o segundo que mais finaliza. Da onde vem essa versatilidade?

M: "Esses números são interessantes, fico feliz, mas tudo isso é consequência de muito trabalho e são características minhas, ajudar na marcação e chegar a frente como homem surpresa."

VBR: Algo que vem chamando a atenção são os cruzamentos que você faz nos laterais, que já culminaram em gols. Quando começou e quem teve a ideia de fazer isso? E da onde vem essa força nos braços?

M: "Vem de muito treinamento. Uma jogada que usei no clássico contra o São Paulo, o Cuca gostou e depois aprimoramos ela. Já nos ajudou em cinco jogos. É uma outra arma que temos e que tem se mostrado muito forte."

VBR: O Palmeiras é o único time que conseguiu manter a liderança por bastante tempo, ao que se deve essa continuidade no topo da tabela? 

M: "Todo esse tempo na liderança é consequência de muito trabalho, muita união dos jogadores, de acreditar que a comissão técnica nos passa. De ter uma diretoria que nos dá totais condições de trabalho e também por encarar todo jogo como uma final"

VBR: E o Flamengo vem logo atrás na tabela, a pressão está mais do lado de vocês ou do deles?

M: "Tratamos todo jogo como uma final. A pressão está para todos os lados."

VBR: Por último, como você analisa a campanha do Palmeiras até aqui, o que tem de ser mantido e o que precisa ser melhorado?

M: "Precisamos manter o que está sendo feito para que possamos conquistar o Brasileiro e corrigir alguns pequenos detalhes. Estamos em primeiro, sempre brigando lá em cima, acho que nossa campanha está boa (risos)".