Aliviado por provar inocência, Alecsandro desabafa: “Pensei em encerrar a carreira”

Atacante ficou sem jogar por 53 dias e livrou-se, de vez, do caso após ser absolvido na última segunda-feira (3)

Aliviado por provar inocência, Alecsandro desabafa: “Pensei em encerrar a carreira”
Passado o pesadelo vivido nos últimos meses, Alecsandro planeja reconquistar espaço no time e renovar contrato com o Palmeiras (Foto: Willian Pereira / VAVEL Brasil)

O sorriso e o semblante de alívio não ficam escondidos no rosto de Alecsandro. Absolvido por unanimidade após ser punido por dois anos pelo TJD-SP por suposto uso de doping, o atacante do Palmeiras já voltou a sorrir. Foram 53 dias sem jogar. Em seu retorno, no dia 21 de setembro, contra o Botafogo-PB, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, o camisa 29 se sentiu como um garoto. Era como se tudo recomeçasse pra ele.

“Foram alguns minutos até a ficha cair”, revela. Mas antes de tudo isso, com 35 anos, Alecsandro passou por momentos difíceis. Pensou, inclusive, em pendurar as chuteiras.

Um jogador que para por dois ou três meses já enfrenta dificuldades. Comigo, por exemplo, já aconteceu de ficar um período fora e acabei perdendo espaço. Em alguns jogos em nem entro. Imagina, então, se eu ficasse dois anos parado? Então passou pela minha cabeça encerrar a carreira, sim”, desabafou.

Para Alecsandro, o corpo jurídico do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) “faltou com profissionalismo”. O atacante jamais havia passado por algo do tipo, como conta o próprio. E o que sobrou, foi decepção com todo o episódio.

Eles queriam me punir. Não tiveram a mínima sensibilidade em punir um atleta, o que é muito estranho acontecer no país do futebol, onde sempre procuramos ajudar o próximo. Nenhum órgão, a não ser os meus advogados e os do Palmeiras, me procurou para oferecer ajuda”, declara.

Atacante revela gratidão com apoio recebido

Enquanto esteve fora, o apoio dos torcedores, jogadores e diretoria do Palmeiras foram fundamentais para que Alecsandro mantivesse o ânimo em alta para poder dar a volta por cima. Além disso, ele elogia a postura do clube por ter, em todo momento, estado ao seu lado.

Qualquer atleta que é pego no exame antidoping, o clube pode rescindir o contrato. É padrão Fifa. E em nenhum momento o Palmeiras apresentou isso. Pelo contrário. Recebi algumas ligações do Paulo Nobre e com o Cícero (Souza, gerente de futebol) eu falava quase diariamente, e ele sempre acreditando na minha palavra. O Palmeiras foi fundamental nisso e me ajudou bastante”, disse.

Vida que segue e desejo de renovação

Questionado se pretende levar o caso adiante e buscar ressarcimento judicial, o atacante fala apenas em querer retomar seu espaço no time e ajudar o Palmeiras nesta reta final de temporada, onde o clube briga pelos títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

Quero estar focado nisso. Estamos em reta final e eu quero me recuperar. Então se acontecer alguma coisa, vai acontecer a partir do ano que vem. Agora, vou dar ponto final nessa história e buscar meu espaço no time”, disse.

Com contrato até o final deste ano, o jogador não escondeu a vontade de renovar com o Verdão. Mesmo fora por quase três meses, O camisa 29 segue como vice-artilheiro do time na temporada com 10 gols e almeja dar continuidade em sua carreira vestindo a camisa do Palmeiras.

Eu até comentava que eu não tinha a noção da dimensão do clube, mas com o centro de excelência, concentração dentro de casa e esse espaço fenomenal, me chateia ficar de fora. Eles (diretoria) sabem da minha vontade de permanecer, então espero que isso aconteça”, admitiu.