Paulo Nobre dispara: "Ninguém vai ganhar esse campeonato na mão grande"

Ao lado de Alexandre Mattos, presidente do Palmeiras foi a público e fez duras críticas ao adversário do Palmeiras pelo título Brasileiro

Paulo Nobre dispara: "Ninguém vai ganhar esse campeonato na mão grande"
Nobre fez duras acusações a "pressão feita pelo Flamengo" e acusou interferência externa no Fla-Flu (Foto: Willian Pereira)

Além da disputa pelo título dentro de campo, aparentemente Palmeiras e Flamengo travarão um duelo fora dele, também. Na tarde desta sexta-feira (14), o presidente do Verdão, Paulo Nobre, concedeu entrevista coletiva na Academia de Futebol ao lado do diretor de futebol, Alexandre Mattos, e não poupou críticas sobre o ocorrido no Fla-Flu da última quinta-feira (14), quando o árbitro Sandro Meira Ricci voltou atrás após validar o gol de Henrique, do Fluminense – tento que seria o de empate do tricolor carioca. Para Nobre, houve interferência externa na decisão.

O que aconteceu ontem no Rio de Janeiro pode manchar o campeonato. Um campeonato que começa a ser decidido fora de campo. Não é possível mais aceitar esse nível de pressão que estão tentando fazer. Futebol se joga no campo e o Palmeiras foi campeão do século 20 dentro de campo", disparou.

Presidente do Flamengo rebate palavras de Paulo Nobre

Depois de o assistente Emerson Augusto de Carvalho ter levantado a bandeira para apontar impedimento dos jogadores do Fluminense na cobrança de falta, o árbitro Sandro Meira Ricci tomou decisão contrária e confirmou o gol. Uma confusão se formou no campo e cerca de 13 minutos depois, o tento foi novamente anulado.

Foi uma verdadeira reunião de condomínio. Tiveram que policiais fazer uma roda, vem o delegado da partida e 13 minutos depois se anula o gol. Será campeão quem jogar melhor. Estão usando dois pesos e duas medidas. O Palmeiras, desde o primeiro dia do campeonato, se esforça muito para conquistar os títulos e ninguém vai ganhar esse campeonato na mão grande", disse Nobre.

Pressão flamenguista incomoda

Destacado por Nobre como o “trio de arbitragem mais experiente do Brasil”, Sandro Meira Ricci e seus auxiliares, Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse foram, na visão do presidente alviverde, “claramente pressionados pelos flamenguistas”. Além disso, de acordo com o diretor de futebol Alexandre Mattos, o time rubro-negro estaria recebendo “tratamento diferente nos julgamentos do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

A reclamação é a pressão externa, recebi ligações de clubes que vão jogar contra o Flamengo se sentindo pressionados. A pressão começa muito na mídia. Quer covardia maior do que dizer que um árbitro de São Paulo não pode apitar jogo do Flamengo? O Palmeiras não se posicionou sobre um árbitro carioca em seu jogo", disse.

Apesar do descontentamento público, o clube não tomará nenhuma medida prática junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por conta do ocorrido não ter sido em um jogo do Palmeiras.

O Brasil todo ficou indignado. Espero que episódios como esse não voltem a acontecer. Que tenham vergonha na cara e joguem futebol dentro de campo”, disparou Nobre.

Punição também é alvo

O presidente lembrou da punição ao clube alviverde por conta da briga envolvendo torcedores do Palmeiras e Flamengo, na partida diante do rubro-negro, em Brasília, em jogo válido ainda pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O Verdão foi punido em cinco partidas sem a presença de torcidas organizadas e com o setor Gol Norte do Palestra Itália vazio. Para o Flamengo, a pena contemplou três partidas como mandante sem a presença das torcidas organizadas, mantendo 20% do estádio fechado, e mais três jogos sem torcedores como visitante.

Nobre criticou a falta de critério do STJD e usou a confusão no último final de semana, quando os cariocas enfrentaram o Figueirense em São Paulo como exemplo.

Ontem, houve uma briga entre dois torcedores em campo. Gostaria de saber se o STJD vai se manifestar sobre essa briga. Quando o Flamengo jogou no Pacaembu, houve briga na torcida do Flamengo, mas não ouvi ninguém falar em punição”, declarou Nobre.