Palmeiras 2016: a importância do elenco para a conquista do enea

Diversos jogadores foram essenciais ao longo da campanha que culminou na conquista nacional após mais de duas décadas e a VAVEL Brasil traz neste especial os detalhes do elenco responsável pelo título palmeirense

Palmeiras 2016: a importância do elenco para a conquista do enea
Fotomontagem: Hugo Alves/VAVEL.com

Desde a chegada de Alexandre Mattos ao Palmeiras e as primeiras contratações no final de 2014 e meados de 2015, se apontou para o potencial do elenco Alviverde e as variadas opções que esse grupo de jogadores poderia oferecer nas mais diversas situações de jogo, afinal chegara a necessária e salutar reformulação após o quase rebaixamento no ano do centenário.

Porém, tanto com Oswaldo de Oliveira como com Marcelo Oliveira, a exploração e utilização dessas peças sempre foram muito questionadas, já que no entender de muitos a equipe poderia render mais, e no de outros, algumas peças seriam um tanto quanto superstimadas. Além disso, mesmo após o título da Copa do Brasil em 2015 não diminuiu a pressão sobre a equipe que era conhecida como o elenco milionário.

Foto: palmeirasonline.com.br

Mas em março de 2016 chegou ao Palmeiras o técnico Cuca, que sempre teve como característica maximizar o uso das peças disponíveis e seria uma espécie de nome certo para fazer este tal processo ter finalmente êxito no Verdão. E assim o fez primeiro, transformando Gabriel Jesus em um homem de referência e, através de sua indicação de Roger Guedes, formar um ótimo trio ofensivo com Dudu e os outros dois acima citados.

Essa estratégia rapidamente levou a equipe não só para o topo na lista de ataques mais positivos mais também a chegar na parte de cima da tabela. Mais atrás conseguiu ser o primeiro técnico a dar alguma sequência para Cleiton Xavier, fazendo uma trinca com Tchê Tchê e Moisés no meio campo. Quando o meia principal começou a ter uma queda de desempenho, ele passou a pensar mais no equilíbrio da equipe e rodou o elenco com Zé Roberto indo para o meio-campo e até mesmo colocando Thiago Santos para avançar Tchê Tchê e Moisés e assim proteger mais sua defesa.

Outro ponto bem importante na segunda metade do campeonato foi dar a braçadeira de capitão para Dudu, que se notabilizou como o grande criador de jogadas da equipe e principal assistente do campeonato. Os centroavantes rechaçados num primeiro momento também foram importantes em estágios que a equipe perdeu Gabriel Jesus para a seleção, com Barrios, Leandro Banana e Alecsandro se revezando na posição de camisa 9.

Foto: Divulgação / Palmeiras

Também aproveitou o "volante" Jean na lateral direita e procurou sempre manter o rodízio entre Egídio e Zé Roberto na esquerda, enquanto no miolo de zaga contou sempre com Vitor Hugo se revezando com Mina, que se estabeleceu como titular e Edu Dracena que foi uma boa opção no revezamento do centro da defesa.

Além de conseguir rapidamente resolver o impasse após a lesão de Fernando Prass e escolheu Jaílson no lugar de Vágner e a aposta no experiente goleiro que foi muito importante para a solidez da equipe na segunda metade da competição, especialmente nos momentos de maior pressão com a aproximação dos rivais na tabela.

A junção de todas as boas peças do Palmeiras, tanto no plantel titular quanto nas opções disponíveis para o rodízio, bem como a filosofia de jogo e as técnicas aplicadas por Cuca no campeonato foram essenciais para que a busca incessante pelo título fosse concretizada, refletindo um resultado extremamente positivo coletivamente para o Alviverde.