Cuca admite queda de rendimento por ceder empate ao Bahia: "Não mantivemos intensidade"

Palmeiras abriu dois a zero, mas tomou gols no fim de cada tempo e amarga mais um empate no campeonato

Cuca admite queda de rendimento por ceder empate ao Bahia: "Não mantivemos intensidade"
(Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras/Divulgação)

Nesta quinta-feira (12), o Palmeiras enfrentou o Bahia no Pacaembu e empatou em 2 a 2. Logo aos dois minutos, o Verdão abriu o placar com Willian, mas tirou o pé e levou pressão do adversário até o segundo gol, aos 38 minutos da primeira etapa, feito por Bruno Henrique. Entretanto, nove minutos depois, no último lance do primeiro tempo, sofreu o primeiro gol do Bahia. No segundo tempo, o tricolor baiano voltou muito mais ligado, mas só conseguiu o empate no fim do jogo, aos 43, em pênalti feito por Róger Guedes, que tinha acabado de entrar.

Em entrevista coletiva, Cuca teve de explicar as alterações que tiveram de ser feitas antes mesmo do jogo começar: “É simples, Fabiano teve uma cirurgia no dente e não está em condição ideal. Por isso jogou o Tchê Tchê. Aí no lugar do Jean entrou o Bruno, jogou bem.”

O comandante falou sobre o desempenho do time na partida: "Primeiro tempo controlado, muito bem jogado, principalmente o início. Sai com 2 a 0 e certamente se sai assim no primeiro tempo, a segunda etapa é outro jogo, teria o jogo muito mais à sua feição. O gol de bola parada criou uma instabilidade grande e uma confiança grande, também, e no segundo tempo o Bahia foi melhor. Ainda que a gente tenha tido uma chance clara, mas no geral, apesar de tomar o gol aos 43 do segundo tempo, em um pênalti de interpretação, enfim.”

“Acabou sendo justo pelo que o Bahia fez na segunda etapa. Temos de lamentar a perda de intensidade da equipe na segunda etapa em comparação ao primeiro tempo, quando tivemos dinâmica, troca de passes bonita, como no segundo gol, e no segundo tempo não repetimos. Alertamos no meio-tempo, mas acabamos que não pudemos repetir. Alguns jogadores precisaram sair, cansaram, o Bruno e o Willian. Não mantivemos a intensidade".

"É uma instabilidade que se origina numa partida. Você vai perdendo confiança, o gol em cima da hora traz medo para o segundo tempo, jogador sente isso. O Bahia não tinha criado grandes chances, mas era um jogo perigoso. Poderia sair um gol, como aconteceu aos 43. Quando trabalhamos a bola, teve movimentação, criou jogadas. O Bahia trabalhou, teve momentos incisivos e poderia até ter feito o terceiro gol", comentou.

O técnico também foi questionado sobre as mudanças realizadas na segunda etapa, já que ele colocou justamente jogadores que a torcida pedia na arquibancada: “Não tínhamos um segundo volante naquele momento, a entrega de um meia seria perigoso, o Bahia tem um time rápido. Então fechamos com o Felipe e Thiago, mas não foi o suficiente. O Borja entrou aos 13 do segundo tempo, ele tem entrado pouco, hoje entrou bastante no lugar do Deyverson, naquele momento que a gente esperava uma jogada de velocidade, mas infelizmente não foi o suficiente para ganhar."

"Todo mundo é treinador, o torcedor tem direito de pedir, falar, escolher. Já queriam no primeiro a troca (do Borja por Deyverson). Foi feito para dar rodagem ao Borja, são os dois centroavantes que temos a princípio, temos um terceiro também, o Willian, mas se faz a troca com o Willian, a torcida continuará pedindo o Borja. Temos de entender que o torcedor é assim, passional, ele paga ingresso e tem direito".

Ainda sobre a entrada do centroavante, Cuca teve de responder se esse foi um fato que alterou a intensidade no segundo tempo e negou: “Não podemos atribuir a isso. O meio-campo não trabalhou no segundo tempo como no primeiro. Foi uma partida tensa, um time que está brigando lá embaixo", disse.

Na partida desta quinta, o comandante voltou a utilizar Felipe Melo, que estava afastado desde agosto. O volante foi relacionado hoje e entrou no jogo aos 27 minutos do segundo tempo, no lugar de Bruno Henrique. Quando questionado sobre como trabalharia com ele, respondeu: “Vamos trabalhar com o Felipe como fazemos com todos os jogadores. Todos tem os mesmos direitos e deveres".

Por fim, foi questionado sobre a sequência no campeonato a partir de agora: "Tem que pensar só no Atlético-GO, nada mais. Não adianta pensar em onze partidas, vamos pensar uma a uma. Temos que ter a grandeza de recuperação. Joga em time grande, tem que estar pronto para o embate. Arregaçar as mangas e ir para o pau." O Palmeiras volta a campo no domingo, dia 15, contra o Atlético-GO, no Estádio Olímpico Pedro Ludovico, em Goiânia/GO, às 17h.