Brasil de Pelotas supera Paysandu pelo placar mínimo e segue no G-4 da Série B

Xavante manteve o 100% de aproveitamento em seus domínios na competição

Brasil de Pelotas supera Paysandu pelo placar mínimo e segue no G-4 da Série B
Foto: Jessé Krüger/VAVEL Brasil
Brasil de Pelotas
1 0
Paysandu
Brasil de Pelotas: Eduardo Martini, Wender, Cirilo, Leandro Camilo e Marlon; Leandro Leite e Washington; Felipe Garcia, Diogo Oliveira (Marcão) e Ramon (Nathan); Marcos Paraná (Nena). Técnico: Rogério Zimmermann.
Paysandu: Emerson, Roniery (Edson Ratinho), Fernando Lombardi, Domingues e Pablo; Ricardo Capanema, Augusto Recife (Rodrigo Andrade), Jhonnatan (Raphael Luz) e Rafael Costa; Fabinho Alves e Wanderson. Técnico: Dado Cavalcanti.
Placar: 1-0, min. 75, Diogo Oliveira.

Na noite desta terça-feira, o Brasil de Pelotas venceu o Paysandu por 1 a 0, em partida válida pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Diogo Oliveira marcou o único gol da noite no estádio Bento Freitas.

Com o resultado, o Xavante pulou para a terceira colocação, com 10 pontos ganhos, e manteve o 100% de aproveitamento em casa. O time do técnico Rogério Zimmermann volta a atuar na Baixada na próxima sexta-feira, quando recebe o Luverdense a partir das 20h30.

Enquanto isso, o Papão estacionou nos 5 pontos e caiu para o 16º lugar. Os comandados de Dado Cavalcanti têm a chance de recuperação também na sexta, dia em que encaram o Bahia na Fonte Nova. A partida está marcada para as 19h15.

Primeiro tempo equilibrado e de muita marcação

O cronômetro marcava dois minutos quando o primeiro arremate foi dado. Foi quando Marcos Paraná recebeu de Marlon e arriscou de fora da área. A fraca conclusão exigiu pouco de Emerson, que segurou firme. A resposta alviceleste veio na sequência, mas Washington impediu a perigosa investida de Wanderson no território de ataque.

Postado em duas linhas de quatro, o Paysandu ofereceu poucos espaços ao Brasil. A saída, então, foi a bola parada. Aos 12, Marlon soltou o pé na cobrança de falta, mas Emerson agarrou mais uma. Depois do lance, as jogadas de ataque rarearam. Pouco ameaçados, os visitantes esperavam pelo momento certo de contra-atacar.

Os frequentes erros de passe na faixa central do gramado dificultaram a criação de jogadas do Xavante, que  pouco ameaçou a alviceleste. De pouco destaque com a pelota nos pés, Marcos Paraná cumpria função tática importante: atuou como "falso 9", eventualmente caindo pelos flancos e abrindo espaço para a infiltração dos companheiros. 

Tal como no estadual, Marcos Paraná atuou como falso centroavante (Foto: Jessé Krüger)
Assim como no estadual, Marcos Paraná atuou como falso centroavante (Foto: Jessé Krüger/VAVEL Brasil)

Quem achou os espaços, contudo, foram os visitantes. Aos 23, Wanderson recebeu no bico da área, girou sobre a marcação e finalizou sobre a meta vermelha e preta. O atleta, inclusive, voltou a participar de uma jogada de perigo mais tarde. Após o cruzamento de Rafael Costa, a redonda cruzou a extensão da área e se ofereceu para o atacante. Ele prontamente serviu Jhonnatan, mas o desvio em Cirilo facilitou o trabalho de Martini, que fez tranquila defesa.

Ramon até tentou quebrar o panorama de pouco criatividade. O camisa 9 rubro-negro partiu pra cima da marcação e fez o cruzamento, mas acertou o lado externo da rede. Na sequência, Marcos Paraná não aproveitou a falta sofrida por Diogo Oliveira e cobrou por cima, sem perigos. Diferente de Marlon. Já nos lances derradeiros da etapa inicial, o lateral-esquerdo disparou um míssil que quase teve como destino o ângulo da meta adversária.

De pênalti, Brasil alcança mais uma vitória em casa

No princípio do segundo tempo, o uso da bola parada trocou de lado. Logo no início, Wanderson completou o cruzamento de Rafael Costa e cabeceou no canto, mas Martini foi conferir e fez a defesa. Como resposta, os gaúchos até balançaram as redes com Leandro Camilo, mas o zagueiro já havia sido flagrado em impedimento.

Aos 12, o técnico Dado Cavalcanti fez a primeira alteração da noite: promoveu a entrada de Edson Ratinho no lugar de Roniery. O substituído foi um dos principais destaques pelo lado paranaense, protagonizando  boas arrancadas pelo corredor direito. Pouco antes da alteração, Wanderson aproveitou o passe de Jhonnatan e chutou colocado, mas mandou longe do alvo.

Mesmo sem a posse da pelota, o Paysandu tinham, até certo ponto, o jogo sob controle. Os visitantes deram mostras de que sair de Pelotas seria considerado um bom resultado, e em raros momentos a manutenção do placar foi ameaçada. Eventualmente, o Papão também marcava presença no campo de ataque. Como aos 13, quando Rafael Costa recebeu de Fabinho Alves e finalizou desviado, nas mãos de Martini.

Foto: Jessé Krüger
Foto: Jessé Krüger/VAVEL Brasil

Aos 23, foi a vez do técnico Rogério Zimmermann na equipe. O comandante trocou Ramon por Nathan, o que não alterou o desenho tático da equipe, já que ambos tiveram como habitat o lado esquerdo de ataque e também auxiliaram a marcação no momento defensivo. E Nathan precisou de pouco tempo para aparecer. Aos 25, Marcos Paraná foi lançado por Wender e cruzou na segunda trave. O extrema, contudo, foi encoberto pela pelota, já que o companheiro de ataque exagerou na força.

A torcida vermelha e preta, que deu sinais de irritação em determinados momentos, voltou a comemorar. Aos 30, Wender recebeu de Leandro Leite e cortou a marcação. O cruzamento do lateral tinha como endereço a segunda trave, mas a bola carimbou a mão de Pablo: pênalti. Na cobrança, enquanto Emerson caiu no canto direito, Diogo Oliveira escolheu a batida rasteira no centro do gol: 1 a 0, para delírio dos rubro-negros no estádio Bento Freitas.

O tento provocou reações distintas nas equipes. O Paysandu até esboçou uma presença mais contundente além da linha divisória do gramado, mas não conseguiu penetrar na área pelotense. O Xavante, por sua vez, criou oportunidades de ampliar: aos 39, Leandro Leite aproveitou a saída errada do Papão e descolou grande passe para Felipe Garcia, mas o camisa 7 esbarrou na defesa de Emerson

Perto dos acréscimos, foi a vez de Nena desperdiçar grande oportunidade, cara a cara com o arqueiro adversário. Depois do lance, até havia tempo para mais ações, mas o triunfo gaúcho prevaleceu até o apito final do árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva.