Copinha VAVEL: o que esperar do Paysandu na Copa SP de 2018?

Sem os principais campeonatos profissionais em atividade desde o inicio de dezembro, os olhos do país se voltam para a maior competição de categorias de base, que inicia no segundo dia de janeiro.

Copinha VAVEL: o que esperar do Paysandu na Copa SP de 2018?
Paysandu se prepara para disputar a Copa São Paulo de Futebol Junior. (Foto:Ronaldo Santos/Paysandu)

Mesmo com a tradição do seu time profissional, o Papão da Curuzu não vive seus melhores momentos com as crias da base. Para esta edição da Copinha, o clube não conseguiu chegar à final do estadual da categoria e conquistou a vaga por meio do convite da Federação Paulista de Futebol (FPF), que foi retirado pouco tempo depois. Após o desconvite, a diretoria acionou o jurídico do clube e conseguiu permanecer para a disputa da competição. 

Sem pressão da torcida pelo título da Copa São Paulo de Futebol Junior 2018, o Paysandu entra na Copa SP 2018 com intuito de fazer história e de revelar novas promessas para integrar a equipe principal e ajudar na disputa da Série B, como foi o caso do lateral-direito Yago Pikachu, atualmente no Vasco da Gama. Em 2018, a principal esperança do Paysandu para Copa São Paulo é o meia Vitinho, de 16 anos. O jogador foi um dos destaques no Campeonato Paraense Sub-17 e faz a sua estreia na competição.

Esse rótulo de estreia não fica só com o meia Vitinho. Devido as regras da competição, apenas atletas com idade entre 16 e 20 anos podem disputar a Copinha, o que abre novas oportunidades para outros atletas como o zagueiro Alan Santos

“Assim como eu, muitos aqui vão pela primeira vez disputar a Copa São Paulo e nós queremos muito fazer história lá. Sabemos das dificuldades que vamos ter, mas vamos com tudo para representar bem o Paysandu”, - disse o zagueiro  

Com a Copinha chegando a sua 49ª edição a equipe bicolor trabalha para não repetir o filme das edições passadas e se espelha em retrospecto recente para ter sucesso na competição. Em apenas duas oportunidades o Papão da Curuzu conseguiu passar da primeira fase, mas nos últimos cinco anos não ficou de fora de nenhum ano fazendo a sua melhor campanha em 2016, quando chegou à segunda fase.

Durante a preparação, a equipe focou em treinamentos físicos, técnicos e táticos, alternando entre o campo do Centro Esportivo da Juventude (Ceju) e a academia do Estádio da Curuzu. Além do técnico Aílton Costa, as atividades também contaram com a participação do preparador Ronaldo Hayata. Ainda na preparação para o campeonato, as diretorias de Paysandu e Remo tentataram idealizar uma parceria para reduzir custos. As duas equipes utilizariam o mesmo ônibus fretado com destino a São Paulo, mas isso não se concretizou devido um erro da empresa de transportes com a quantidade de lugares. Após ter essa opção descartada, o Papão decidiu decidiu ir de avião, chegando um dia antes da estreia contra o Londrina que acontece no dia 3 de janeiro. 

Depois de todos os contratempos, o Paysandu encara o grupo 14 com sede em Porto Feliz. As equipes do Desportivo Brasil e União-MT, além do Londrina completam o grupo.