Milton Mendes vê boa marcação do Santa, mas admite cansaço: "Não são máquinas"

Treinador fala sobre boas atuações durante os 45 minutos finais dos jogos contra o Palmeiras e Corinthians, e da espera por reforços para qualificar o elenco

Milton Mendes vê boa marcação do Santa, mas admite cansaço: "Não são máquinas"
(Foto: Ney Gusmão/Vavel Brasil)

Neste sábado (25), o Santa Cruz visitou o Corinthians em São Paulo, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, e perdeu por 2 a 1. Os gols da partida foram marcados por Luciano e Romero, para o Timão, e Grafite descontou para os pernambucanos.

A sexta derrota do time tricolor nas últimas sete rodadas, é um ponto que vem preocupando Milton Mendes, principalmente pelo fato de, segundo o técnico, no segundo tempo, o Santa consegue desempenhar um bom futebol, mesmo estando atrás no placar. A última vitória do Santa foi contra o Figueirense, no Arruda, há três rodadas atrás. O time ainda perdeu para Sport, Santos e Flamendo em seus domínios, e ainda não ganhou longe de Recife.

"Nós iniciamos o jogo pressionando alto, nossos blocos juntos, pressionando o adversário em seu campo. Nossa estratégia era que fizéssemos o jogo inteiro aqui como foi o segundo tempo contra o Palmeiras ou o segundo tempo aqui mesmo. Mas os jogadores são seres humanos. Não são máquinas", afirmou.

Outra tecla que Milton vem batendo em suas entrevistas, é a carência do time coral em peças de reposição. Mesmo após as recentes contratações dos volantes Derley e Jadson, dos meias Fernando Gabriel e Marcinho, e do atacante Marion, o elenco do Tricolor do Arruda é quase o mesmo desde o começo do primeiro semestre de 2016. A atual situação do clube pernambucano dentro da Série A se deve muito ao fato do grupo precisar de reforços e peças de reposição, segundo o treinador.

"Nosso elenco é curto. Costumo brincar que a gente cobre a cabeça e descobre os pés. Estamos jogando com os mesmos jogadores que quase não classificaram no Pernambucano. Estamos tentando qualificar dentro da possibilidade do nosso bolso, mas não é fácil. O mercado está caro, o orçamento é apertado", observou Milton Mendes.