Santa Cruz recebe irregular São Paulo para sair da zona de rebaixamento

Coral vem de um difícil empate diante do Grêmio, em Porto Alegre; Tricolor Paulista não vence há quatro jogos

Santa Cruz recebe irregular São Paulo para sair da zona de rebaixamento
Foto: Antônio Melcop
Santa Cruz
São Paulo
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais, Tiago Costa; Uillian Correia, Jadson, Derley, Danilo Pires; Keno, Grafite. Técnico: Milton Mendes
São Paulo: Dênis; Buffarini, Maicon, Lyanco, Mena; Hudson, Thiago Mendes (João Schimidt), Kelvin, Cueva, Luiz Araújo; Chávez (Gilberto). Técnico: André Jardine
INCIDENCIAS: Partida válida pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro 2016, a ser disputada no Arruda, em Recife, às 16h15.

Nesta tarde (7), o duelo é entre tricolores. Ás 16h15, no Arruda, em Recife, o Santa Cruz, tentando fugir da zona do rebaixamento, enfrenta o São Paulo, que não vence há quatro jogos e se distancia cada vez mais do G-4. A partida será válida pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, a última do primeiro turno.

A equipe do técnico Milton Mendes, após um começo surpreendente de campeonato, caiu muito de rendimento e chegou à zona de rebaixamento. Atualmente, o time é apenas o 17º colocado, com 18 pontos. Após um bom jogo contra o Grêmio, na última quinta-feira (4), quando o Coral foi até o Sul e conseguiu segurar os mandantes em um empate sem gols, a expectativa agora é de uma vitória em casa e de derrotas dos times da parte de baixo da tabela. A diferença entre o Santa, primeiro time na zona da degola, e o Internacional, 14º na competição, é de apenas três pontos.

Já o São Paulo parece ainda não ter se recuperado da ressaca após a eliminação na Copa Libertadores da América. Desde que saiu da principal competição entre clubes da América do Sul, o time do Morumbi disputou quatro partidas, tendo empatado duas e perdido outras duas. Na última rodada, mesmo jogando em casa, o time comandado por Edgardo Bauza, que fez seu último jogo antes de dirigir a Seleção Argentina, perdeu de virada para o Atlético-MG por 2 a 1 e caiu para a 11ª posição no Brasileirão, com 23 pontos. Agora a diferença para o Grêmio, quarto colocado na competição, é de nove pontos. Já para o adversário de logo mais é de apenas cinco.

O histórico do confronto entre os tricolores é amplamente favorável aos paulistas. Pelo Campeonato Brasileiro, os dois times já se enfrentaram em 18 oportunidades. Dessas, o São Paulo venceu 14, empatou três e o Santa Cruz saiu vencedor apenas uma vez, em 1988. A última vez que as equipes se encontraram foi em 2011, na Copa do Brasil. No Arruda, o Coral venceu por 1 a 0, gol contra de Rodrigo Souto. Na volta, na Arena Barueri, vitória paulista por 2 a 0, gols de Ilsinho e Rodolfo, e classificação garantira para a terceira fase do torneio.

Milton Mendes deve manter esquema com dois atacantes

Atualmente, é comum vermos as equipes jogarem no 4-2-3-1, em um esquema que, no ataque, consiste em um jogador centralizado armando as jogadas, dois mais abertos, e um centroavante. Após ficar um bom tempo jogando desta forma, o Santa Cruz resolveu mudar e voltar ao tradicional 4-4-2, com dois meias e dois atacantes. A primeira experiência não foi boa, com uma derrota de 3 a 0 para o Atlético-MG, mas após o bom jogo diante do Grêmio Milton Mendes pretende manter o esquema para escapar da zona de rebaixamento.

"Daqui a dois dias, temos jogo novamente. A ideia é mais ou menos essa. O modelo é esse. E em casa, temos de propor o jogo. Ou seja, podemos manter o mesmo modelo, mas com um pouco mais de ousadia. Queríamos aproximação dos setores, dos corredores. Esse modelo foi, realmente, preparado para um momento difícil que estávamos passado. Mas não deixa de ser verdade que este pode ser o nosso modelo”, disse o treinador, em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Após a contratação por empréstimo do volante Matías Pizano, do Cruzeiro, Milton Mendes ainda espero por reforços, mas, enquanto não acontecem outras contratações, o treinador busca tirar o que tem de melhor de sua equipe. "Estamos nos preparando para ter um plantel com que consigamos bater de frente com as equipes que brigam pela manutenção. Nosso real objetivo é nos mantermos na Série A. Essa é a meta, nosso principal ponto. Todos os dias a gente prepara o nosso grupo. Sabemos que a dificuldade é grande, até pelo momento que o clube atravessa, mas vamos lutar para conseguirmos o nosso objetivo”, garantiu.

Sem Bauza, São Paulo busca retomar caminho das vitórias

Patón, apesar do aproveitamento de apenas 45% a frente do São Paulo, deixou um legado à equipe: a volta da raça. O time que em 2015 era muitas vezes presa fácil para seus adversários, principalmente em clássicos, nesse ano, mesmo muitas vezes não apresentando um futebol brilhante, virou um adversário difícil de ser batido. Apesar disso, não basta apenas ter vontade e não vencer. A equipe está vendo o G-4 ficar cada vez mais distante e a zona de rebaixamento mais próxima.

Para substituir Bauza, diferentemente do que muitos pensavam, o escolhido não foi Pintado, e sim André Jardine. O treinador comandou a promissora equipe sub-20 tricolor em inúmeros títulos, dentre eles a Copa BH e a Libertadores. No sábado, o interino realizou um treino tático, praticando principalmente variações de jogo e jogadas ensaiadas de bola parada.

Em Recife, o São Paulo terá uma série de desfalques. Além de Rodrigo Caio, na Seleção olímpica, e os lesionados Ytalo, Renan Ribeiro, Breno, Lucas Fernandes e Wellington, Jardine não poderá contar também com os experientes Michel Bastos e Lugano, ambos poupados por conta do desgaste que vêm sofrendo por conta dos últimos jogos. Em seus lugares devem entrar Luiz Araújo e Lyanco, respectivamente. Gilberto, que estava machucado, já se recuperou e foi relacionado.

O volante Hudson, um dos pilares da equipe nessa temporada, mirando no Flamengo, pensa que há chance do São Paulo melhorar. "O futebol é movido a resultados. Assim como foi no Flamengo, o Zé Ricardo assumiu e trouxe resultados. Se a gente conseguir assimilar bem, tem tudo para dar certo", afirmou. "É muito relativo, não dá para frisar que a mudança será prejudicial. Claro que não é ideal a transição de treinadores, mas nós, jogadores, já conversamos, salientamos no vestiário que precisamos mudar algumas coisas, alguns erros que não vínhamos cometendo", finalizou.