Após 41 anos, Peru volta a ser algoz do Brasil na Copa América

Em 1975, Brasil e Peru disputavam as semifinais da Copa América, com os peruanos levando a classificação no cara-ou-coroa

Após 41 anos, Peru volta a ser algoz do Brasil na Copa América
Foto: Reprodução
Brasil
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Peru
Brasil: Raul; Nelinho, Piazza, Miguel (Zé Carlos) e Getúlio; Vanderlei e Geraldo; Roberto Batata, Palhinha, Roberto Dinamite (Reinaldo) e Romeu. Técnico: Osvaldo Brandão.
Peru: Ottorino Sartor; Soria (Navarro), Meléndez, Chumpitaz e Toribio; Ojeda, Quesada e Oblitas; Casaretto, Cubillas e Ramirez. Técnico: Marcos Calderon.
Placar: 0-1, min. 19, Casaretto, 1-1, min. 54, Roberto Batata, 1-2, min. 82, Cubillas e 1-3, min. 88, Casaretto.
ÁRBITRO: Miguel Comesaña (ARG)
INCIDENCIAS: Semifinal da Copa América 1975. Partida disputada no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte.

Brasil e Peru já colecionam confrontos em diversos torneios, sejam em Copas do Mundo, Eliminatórias para o Mundial e outros torneios. Em 2016, a Seleção Peruana voltou a ser um verdadeiro algoz dos brasileiros na Copa América. Com a vitória de ontem por 1 a 0, no Gillette Stadium, os peruanos trouxeram de volta um capítulo que foi escrito em 1975, pelo mesmo torneio. 

Há 41 anos, a Copa América ainda não utilizava em seu regulamento uma sede específica para sediar os jogos. O sistema acontecia em partidas na casa dos dois times. Em 1975, Peru e Brasil lutavam pelo título do torneio e a campanha dos dois selecionados trazia empolgação aos seus torcedores.

A Seleção Brasileira era composta, em sua maioria, por jogadores que atuavam no futebol mineiro. Destaques para Raul, Nelinho, Piazza, Roberto Batata e Palhinha, pelo Cruzeiro, e Getúlio, Vantuir, Vanderlei Paiva e Campos, que defendiam o Atlético-MG. O técnico daquele selecionado era Osvaldo Brandão. Todos os jogos do Brasil aconteceram no Mineirão, em Belo Horizonte.

Após terminarem líderes de suas chaves, Brasil e Peru passaram às semifinais da Copa América, que seria decidida em dois jogos. O primeiro aconteceu em Belo Horizonte, e o segundo em Lima. Com o favoritismo da melhor campanha, o selecionado canarinho detinha a confiança de todos, mas sem esperar que os peruanos fossem causar grandes problemas em solo brasileiro.

Semifinais com muita emoção e classificação decidida de forma inusitada

Com a bola rolando, o Brasil iniciou melhor, mas o Peru demonstrava maior consistência e tomou conta da partida para não perdê-la mais. Aos 19 minutos, Casaretto abriu o placar no primeiro tempo. Na etapa final, o Brasil chegou a empatar com Roberto Batata, após sobra de bola de Nelinho. Na reta final da partida, os peruanos voltaram a ficar a frente com um golaço de falta do ídolo Teófilo Cubillas. Minutos depois, Casaretto, em rápido contra-ataque, definiu o placar. O resultado foi mal recebido pelos torcedores mineiros, cientes de que para eliminar o selecionado peruano teria que vencer em Alianza.

Na partida decisiva, o Brasil se apresentou melhor e conseguiu tirar a vantagem do Peru. Melendez marcou contra no primeiro tempo. Na etapa final, Campos, em um belo arremate, fez o segundo gol. O resultado fez com que o árbitro da partida decidisse a classificação no cara ou coroa. Após lançar a moeda, a vaga para a final ficou com os peruanos, para enorme contestação dos brasileiros.

Na decisão, o Peru venceu a Colômbia duas vezes e ficou com o título da Copa América de 1975.