Dois anos depois, mais certeza: 7 a 1 foi pouco

A CBF surpreende mais uma vez o povo brasileiro

Dois anos depois, mais certeza: 7 a 1 foi pouco
Sampaoli na premiação de melhor técnico do ano (Foto: Mike Hewitt - FIFA/Getty Images)

Mais uma vez somos surpreendidos com uma notícia envolvendo a CBF. A Confederação Brasileira de Futebol recusou Jorge Sampaoli e afastou qualquer possibilidade Double Pass revolucionar as categorias de base do Brasil. O sentimento que fica é o seguinte: o 7 a 1 foi realmente muito pouco.

Antes, outra a tentativa de contratação de Tite, que corretamente recusou. Porém, voltemos à outra situação. Há quase dois anos, no Brasil, a seleção canarinha sofreu a maior derrota da história do futebol brasileiro.

Nada mudou do dia 8 de julho de 2014 até hoje. Até parece ser uma opinião muito dura, mas é real e desesperadora. Somos obrigados a aceitar isso.

Temos à frente da seleção um técnico que pouco sabe e pouco mostrou até hoje. Segura-se nos políticos que comandam o futebol brasileiro e poderá ser o treinador do time brasileiro na Copa da Rússia, daqui a pouco mais de dois anos.

Depois do 7 a 1, Tite, que estava desempregado e estudava novas táticas e maneiras de jogo, tinha quase certeza que assumiria a seleção e errou. Agora, correto, recusa o cargo. E possivelmente o contato com o técnico corintiano só tenha sido realizado pela grande pressão sobre a CBF, principalmente realizada pela imprensa.

Todavia, o foco deve ser Jorge Sampaoli, que hoje está desempregado e segundo o Globoesporte.com, o chileno aceitaria um possível convite da CBF. Entretanto, mais uma surpresa, simplesmente a Confederação negou qualquer possibilidade de acerto com o técnico que levou a seleção chilena ao título da Copa América pela primeira vez.

Sampaoli esteve entre os finalistas para o prêmio de melhor técnico do ano de 2015, pela Fifa. Já Dunga, provavelmente, nunca estará nesse seleto grupo.

A Double Pass, empresa responsável pela transformação das seleções de base de Bélgica e da própria Alemanha, foi recusada por Dunga e Gilmar Rinaldi. A empresa belga é responsável pela revelação de nomes como Romelu Lukaku, Julian Draxler e Kevin De Bruyne.

Walter Feldman, secretário-geral da CBF, tentou, contatou os belgas e os trouxe ao Brasil, mas Dunga e Rinaldi sentiram-se entediados com as estratégias da Double e simplesmente as negaram, pois para eles só importa o curto-prazo e nada do futuro.

A seleção protagonista do maior fracasso da história da seleção canarinha tem muito do Double Pass e Jorge Sampaoli não demorará desempregado e provavelmente fará um grande trabalho onde estiver. É extremamente complicado, todavia, é real: 7 a 1 foi pouco e mais 7 a 1, certamente, virão.

Foto: Clive Rose/Getty Images
Foto: Clive Rose/Getty Images