Dois anos do 7 a 1: como era e como ficou a situação dos jogadores presentes no vexame?

Muita coisa mudou após a goleada por 7 a 1. Como ficou a situação dos jogadores antes e depois do vexame?

Dois anos do 7 a 1: como era e como ficou a situação dos jogadores presentes no vexame?
(Foto: Marcello Neves/VAVEL Brasil)

O sonho do hexa foi destroçado pelos alemães. Sete a um. A maior derrota brasileira na história das Copa do Mundo. À partir daquela semifinal, o cenário mudou. Jogadores renomados perderam o prestígio, revelações jogadas na fogueira e queimadas na Seleção, o treinador campeão mundial que será eternamente lembrado pelo fracasso.

Nesta matéria especial, a VAVEL Brasil lembra dos atletas que estiveram em campo no fatídico dia e comenta como era e como ficou a situação dos responsáveis pela goleada.

Como eram e como ficaram?

• Julio César

ANTES: Julio César vinha de uma heroica disputa de pênaltis contra o Chile, nas oitavas, e havia recuperado a confiança do torcedor brasileiro. Bancado por Luiz Felipe Scolari, vinha fazendo uma Copa do Mundo de maneira digna, sem deixar a desejar.

DEPOIS: Tornou-se o goleiro brasileiro com mais gols sofridos em Copas do Mundo. Não teve culpa em nenhum dos sete, inclusive quase impedindo dois. Sua entrevista aos prantos selou sua última passagem pela Seleção Brasileira.

• Maicon

ANTES: Iniciou a Copa do Mundo como reserva e tomou a vaga de Daniel Alves na partida contra Camarões, terceira rodada da fase de grupos. Tendo atuações melhores que seu concorrente direto, principalmente defensivamente, tinha o apoio dos torcedores e de Felipão.

DEPOIS: Mesmo falhando em diversas linhas de impedimento, não teve sua cabeça coloca a prêmio pela torcida. Fez o que podia ser feito e foi o menos perdido do quinteto defensivo. É outro que, devido a sua elevada idade, dificilmente voltará a atuar em um Mundial.

• David Luiz

ANTES: Herói contra Colômbia, onde marcou o gol da classificação, David Luiz enchia os olhos dos torcedores por sua raça e dedicação. Mesmo falhando em seu posicionamento defensivo, não chegava a comprometer a caravela brasileira.

DEPOIS: Lágrimas. A imagem de David Luiz após a Copa do Mundo ficou marcada pelo choro na entrevista coletiva. A frase "apenas queria dar alegria para meu povo" virou sua legenda. É visto com 'pé atrás' pelos mesmos torcedores.

• Dante

ANTES: Era o reserva imediato da defesa brasileira e ainda não havia atuado na Copa do Mundo. Entrou para substituir Thiago Silva, suspenso.

DEPOIS: Assim como David Luiz, uma atuação abaixo da crítica. Perdido como toda a defesa brasileira, foi lembrado - até mesmo - pela imprensa alemã pela "pior partida que alguém já viu". Se queimou na maior prova de fogo da carreira.

• Marcelo

ANTES: Marcelo estreou na Copa do Mundo marcando gol contra ante Croácia e seguia devendo uma boa atuação até as semifinais. Seguiu cometendo falhas defensivas no decorrer do torneio, mas compensava no ataque. A sombra de Maxwell no banco de reserva não chegava a assustar.

DEPOIS: Mais um dos vários reflexos de mal posicionamento da defesa brasileira. Flagrado deixando espaços em vários momentos, levantou o debate sobre sua titularidade na Seleção. Esteve fora da lista de convocados para a Copa América 2015 e 2016, mas deve retornar à amarelinha em breve.

• Luiz Gustavo

ANTES: O maior achado de Felipão frente a Seleção Brasileira. O cão de guarda que faltava. Ocupou a vaga de primeira volante como incontestável titular e vinha fazendo uma Copa do Mundo bastante regular. Acima da crítica.

DEPOIS: Um dos poucos que se salvaram na parte defensiva, assim como Maicon. Mesmo nos gols alemães, era um dos únicos que se posicionava corretamente na marcação. Foi um dos poupados do vexame e só não esteve na Copa América 2015 e 2016 devido a lesões que culminaram em seu corte.

• Fernandinho

ANTES: Assim como Maicon, Fernandinho ganhou sua vaga como titular durante a Copa do Mundo. Aproveitando-se das péssimas atuações de Paulinho, cavou seu espaço após marcar contra Camarões, ainda na primeira fase. Estava vivendo sua melhor fase no torneio até então.

DEPOIS: O pior em campo. Foi sacado no intervalo após inúmeras falhas. Atuação para esquecer. Apesar de tudo, não teve seu ciclo encerrado na Seleção. Ainda pode surgir em novas convocações.

• Oscar

ANTES: Vivia uma excelente fase na Copa do Mundo. Autor do gol na estreia e conseguindo dividir a responsabilidade de levar a Seleção Brasileira com Neymar. Apesar da desconfiança, estava superando todas as críticas.

DEPOIS: Autor do único gol brasileiro no vexame. Escapou das críticas de modo geral. Não teve boa atuação, mas fez o que esteve a seu alcance. Permanece na Seleção Brasileira para o futuro.

• Bernard

ANTES: Ainda não havia atuado na Copa do Mundo. Esperava-se as atuações da época de Atlético-MG, fato que fez vale sua convocação.

DEPOIS: Foi jogado na fogueira devido a uma supertição de Felipão. A camisa 20 foi o mesmo número usado pelo substituto de Pelé na Copa de 1962 quando se lesionou. No ocasião, deu certo. Em 2014, não. Perdido em campo, pouco criou. 

• Hulk

ANTES: Era visto com desconfiança pelos torcedores no período de convocação. Durante o Mundial, ficou marcado mais pela função tática que desempanhava do que pela artilharia que o consagrou no Porto e no Zenit. 

DEPOIS: Decepção. Hulk deixou a desejar de todas as maneiras possíveis e se queimou na Seleção Brasileira. Entraria na lista dos jogadores que 'fizeram o que podiam', mas a implicância com o camisa 7 por ser atacante foi maior.

• Fred 

ANTES: Artilheiro do Brasileirão e da Copa das Confederações, Fred era o único jogador titular da Seleção Brasileira que atuava no Brasil. O que se esperava do camisa 9? Gols. Apenas. Mas o Mundial de Fred vinha deixando a desejar. Até a semifinal, marcou apenas um gol, o que trouxe vários críticas para si.

DEPOIS: Talvez o jogador que saiu mais queimado desta Copa do Mundo. Pelo Fluminense, Fred voltaria a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro, mas jamais voltará a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Foi vaiado em pleno Mineirão, palco onde tantas vezes se consagrou, durante sua substituição naquela semifinal. Triste fim para sua trajetória com a amarelinha.

• Luis Felipe Scolari

ANTES: O Brasil não era o mesmo da Copa das Confederações e era vísivel isso. Felipão executou mudanças, trocou jogadores de posição, mudou o esquema tática, mas nada que mudasse o panorama da Seleção. Contra a Alemanha, uma enorme prova de fogo para seus comandados.

DEPOIS: O Brasil teve dificuldades no setor de meio-campo contra todos os adversários na Copa do Mundo. Todos, sem excessão. Eis que chegou a fez de enfrentar a melhor região central do mundo. O resultado não foi outro. Um nó tático, show alemão e apenas não foi mais feio porque os adversários tiraram o pé. Felipão foi o técnico do pentacampeonato, mas ficará lembrado eternamente pelo 7 a 1.

(Fotos: AFP, AP, Getty Images e Divulgação)