Dois anos do 7 a 1: reação alemã à goleada

Torcedores alemães contam à VAVEL Brasil alguns fatos inusitados que marcaram aquele 8 de julho de 2014

Dois anos do 7 a 1: reação alemã à goleada
Fotomontagem: VAVEL

Colaborou: Mateus Schuler

Dois anos se passaram e as lembranças do fatídico 7 a 1 que o Brasil sofrera para a Alemanha, no Mineirão, na semifinal da Copa do Mundo de 2014, continuam na mente do torcedor brasileiro. Porém, a data da goleada história não é especial apenas para o povo brasileiro. Cidadãos alemães que vieram ao Brasil carregarão o dia 8 de julho de 2014 para sempre na memória.

Florian Salah, de 29 anos, esteve no Brasil para acompanhar a Alemanha nos jogos da fase de grupos. Em entrevista à VAVEL Brasil, o torcedor do Freiburg contou sua experiência em terra tupiniquim

Eu fui para o Brasil com um fã-clube chamado ‘Supporters United’ e nós ficamos em Recife, em uma pequena pousada perto da praia de Boa Viagem. De lá nós fizemos nossas viagens durante a fase de grupos e fomos a todas as partidas da Alemanha, além de ter visitado alguns alemães que moram em Natal e Recife”, afirmou o natural de Karlsruhe.

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Embora tenha retornado ao seu país antes do início das oitavas de final da Copa, Salah admitiu que sentiu um mix de felicidade – pela vitória e classificação da Deutschland – e tristeza – pela derrota massacrante sofrida pelo Brasil – quando a partida chegou ao fim.

Eu voltei para a Alemanha após a fase de grupos, uma vez que era muito caro e difícil de organizar o resto da viagem para mim. Eu assisti Alemanha e Brasil juntamente com alguns amigos. No começo, eu fiquei muito feliz por ver a Alemanha marcar e ficar em uma posição confortável. Mas, depois do terceiro gol, eu comecei a sentir como o Brasil. No final, foi uma mistura de felicidade pela vitória e tristeza pela situação terrível do Brasil”, contou.

Matthias Lamm, de 32 anos, natural de Munique, também visitou o Brasil em junho de 2014 por causa do Mundial. À reportagem, ele destacou a cordialidade do povo brasileiro. O torcedor do Bayern de Munique afirmou que se encantou pelo país e projetou uma nova visita.

Nós [ele e outros três caras que o acompanhou na Copa do Mundo] estamos sentindo falta daquele grande momento do passado. As pessoas sempre foram simpáticas e educadas, independente do local – Fortaleza, praia de Jericoacoara, Recife e Rio de Janeiro – onde nós estávamos. Mas, infelizmente, as três semanas que ficamos no Brasil eram curtas demais para visitar todos os pontos turísticos. Talvez eu volte a visitar o Brasil novamente com a minha namorada, mas, desta vez, sem ir a jogos de futebol”, confessou.

Lamm relembrou o dia do 7 a 1. Assim como Salah, ele assistiu à goleada já na Alemanha. Lamm descreveu a noite em seu país (fim de tarde no Brasil) como “lendária”.

No dia do 7 a 1, eu já estava na Alemanha, em Munique. Nós tivemos uma noite lendária, você pode imaginar”, destacou. Ele ainda pontuou para o grande desempenho coletivo do selecionado alemão no jogo. “O problema do Brasil é que, apesar de ter grandes jogadores individuais – ok, Neymar estava lesionado –,  a Alemanha teve um grande espírito de equipe e pôde se tornar campeã mundial”, observou.