Artilheira do futebol feminino nos Jogos Olímpicos, Cristiane promete briga por medalha

A atacante marcou o terceiro gol da vitória do Brasil sobre a China, por 3 a 0, isolando-se na artilharia da modalidade na competição

Artilheira do futebol feminino nos Jogos Olímpicos, Cristiane promete briga por medalha
Cristiane se antecipou à goleira Zhao Lina e fechou o placar para o Brasil (Foto: Ricardo Stuckert/ CBF)

Seguindo a tradição de não perder em estreias dos Jogos Olímpicos, a seleção feminina de futebol do Brasil venceu a China por 3 a 0. O terceiro gol não teve só o valor de dar ainda mais tranquilidade à equipe, mas ampliou uma marca importante da carreira de sua autora: a atacante Cristiane, que já era artilheira da competição, com 12 gols, aumentou a conta e segue na artilharia isolada do futebol feminino em Olimpíadas. Além disso, a atleta comemorou exatos 15 anos de seleção, tendo estreado com a camisa verde e amarela em 3 de agosto de 2001.

Na saída do campo, a maioria das jogadoras brasileiras disseram estar surpresas com a postura defensiva da China, onde, em vários momentos do jogo, todas as adversárias concentravam-se em seu campo de defesa. A pequena ousadia das chinesas diante das brasileiras não escapou da análise de Cristiane, que relatou que a equipe esperava a China mais ofensiva, partindo mais para o jogo.

Acho que foi surpresa. Nós treinamos o tempo todo para enfrentar uma equipe que é totalmente ofensiva. Elas demonstraram isso em vários vídeos que nós assistimos e hoje elas vieram com uma postura bem mais para baixo e a gente acabou aproveitando os espaços. Pode surpreender. Não dá para dizer como vai ser contra a Suécia e nem contra a África. Tudo é surpresa. Acho que o importante é sempre buscar a vitória”, disse Cristiane.

Tendo defendido o Brasil nas últimas três Olimpíadas, aos 31 anos, Cristiane é uma das jogadoras mais experientes do grupo. A atacante do Paris Saint-Germain, que teve sua primeira convocação para Jogos Olímpicos em 2004, aos 19 anos, na edição de Atenas, na Grécia, apontou ser difícil traçar uma perspectiva do futebol feminino na Olimpíada agora, por ainda estarem no começo, mas que a seleção brasileira tem condições de brigar por uma medalha.

Acho que agora não dá para colocar um patamar. Tudo pode acontecer nesses jogos. Todas as seleções que vieram são importantes, não chegaram aqui à toa. Acho que a gente vai brigar por medalha, sem dúvida vamos brigar por medalha”, completou Cristiane.

Liderando o grupo E com a mesma pontuação da Suécia, que venceu a África do Sul por 1 a 0, o Brasil larga na frente pelo saldo de gols. No próximo sábado (6), a equipe do técnico Vadão vai enfrentar justamente as suecas, às 22h, podendo abrir vantagem e largar na frente do grupo.