Brasil busca seguir vivo por ouro inédito no futebol masculino reeditando jogo com Honduras

Times, que duelaram nas quartas da Olimpíada de Londres em 2012, voltam a se enfrentar, contudo agora por vaga na decisão dos Jogos Olímpicos

Brasil busca seguir vivo por ouro inédito no futebol masculino reeditando jogo com Honduras
Foto: Francis Bompard/Getty Images
Brasil
Honduras
Brasil: Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio, Douglas Santos; Walace, Renato Augusto e Neymar; Luan, Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa. Técnico: Rogério Micale
Honduras: Luis López; Johnny Palacios, Marcelo Pereira, Allans Vargas e Kevin Álvarez; Allan Banegas, Bryan Acosta, Brayan García e Alberth Elis; Romell Quioto e Anthony Lozano. Técnico: Jorge Luis Pinto
ÁRBITRO: Ovidiu Hategan (ROM)
INCIDENCIAS: Partida válida pela semifinal dos Jogos Olímpicos Rio 2016, a ser disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro

Pouco mais de quatro anos depois, quis o destino que o Brasil tivesse seu reencontro com Honduras na Olimpíada. Na tarde desta quarta-feira (17), às 13h, a Seleção Brasileira vai continuar dando sequência à caça do inédito ouro do futebol masculino nos Jogos Olímpicos Rio 2016 no templo sagrado Maracanã, no Rio de Janeiro, em partida pela semifinal. As seleções se enfrentaram também em Londres, em 2012, pelas quartas de final, com vitória brasileira por 3 a 2.

A Canarinho chega para a briga por uma das vagas na decisão depois de derrotar a Colômbia por 2 a 0, com gols assinalados por Neymar e Luan. Antes, o esquadrão verde e amarelo levou a melhor no Grupo A, terminando na liderança com cinco pontos, goleando a Dinamarca e empatando com Iraque e África do Sul, ambos sem marcar.

Os hondurenhos, todavia, são tratados como azarões na competição e visam ir à final embalados por terem deixado a favorita Argentina na fase de grupos e terem perdido apenas para Portugal, eliminado pela Alemanha nas quartas. Os Catrachos eliminaram, na etapa anterior, a Coreia do Sul com um triunfo simples por 1 a 0, com tento solitário de Alberth Elis.

Brasil aposta na força máxima para garantir vaga

A pressão pela conquista inédita da medalha de ouro no futebol, seja qual for a categoria, é pública e notória. Os atletas brasileiros, porém, mostram tranquilidade para a partida que pode levar à final, pois um dos pontos fortes é a força vinda dos torcedores. Tentando aproveitar isso, o treinador Rogério Micale aposta em seguir com os dois últimos times titulares.

Como os cartões amarelos foram zerados à semifinal, o técnico tem à disposição todo o grupo, mas tendendo a manter os que já vinham na equipe. Com isso, a dupla de zaga deve ser formada por Rodrigo Caio e Marquinhos, com Zeca e Douglas Santos nas laterais e Weverton no gol.

No meio-campo, somente Walace para a zona de marcação, enquanto Renato Augusto e Neymar ficam mais livres para armar as jogadas de ataque. O trio ofensivo, que marcou cinco dos seis gols, será formado por Luan, Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa, o Gabigol. Apesar de ter as opções disponíveis, o comandante da Canarinho é cauteloso e afirma que terá dificuldades diante de Honduras.

"As coisas não aconteceram, a princípio, da forma como esperávamos. Houve momento de críticas, contudo a equipe suportou e se fortaleceu, aprendeu a lidar com a pressão da medalha, especialmente a de ouro. Chegamos, com isso, mais fortes para esse momento de decisão, mas o ouro olímpico não vai redimir o futebol brasileiro", afirmou Micale.

Honduras vai cautelosa e disposta a fazer história

Seguir fazendo história é o que Honduras busca nessa Olimpíada. Até o momento, a seleção centro-americana já deixou a Argentina na fase de grupos - pela primeira vez - e avançou às semifinais. Contra o time anfitrião, tenta avançar não apenas à inédita final, mas também para garantir a presença pioneira no pódio do futebol.

Para atingir a façanha, a equipe hondurenha aposta em um esquema que vem dando certo no certame, utilizando a força dos defensores e o contra-ataque em velocidade, artefato usado contra a Coreia do Sul. Otimista com o momento histórico, os jogadores dos Catrachos visam usar as eliminações brasileiras dentro de casa em outros torneios.

O responsável por comandar a seleção é Jorge Luis Pinto, que fez seu nome no Brasil em 2014, ao classificar a Costa Rica às quartas de final da Copa do Mundo. O comandante sabe bem da consciência de tentar parar Neymar, camisa 10 da Canarinho e uma das principais peças. O técnico, porém, destaca a força da torcida.

"O Brasil é uma seleção de muita qualidade e já os analisei. Eles podem depender de alguma maneira de Neymar, mas creio que seja não tanto. É claro que ele é muito importante, pois já enfrentei-o cinco vezes e sei da qualidade. É certo que precisaremos controlá-lo, todavia não vamos mexer na estrutura de jogo. A Honduras está preparada mentalmente e sabemos que a torcida vai gritar 90 minutos", declarou Pinto.