Estilo Casemiro: Walace vira ponto de equilíbrio no meio-campo da Seleção Brasileira

Meia do Grêmio iniciou no banco de reservas, mas ganhou a posição durante o torneio e deu outra cara a equipe

Estilo Casemiro: Walace vira ponto de equilíbrio no meio-campo da Seleção Brasileira
Foto: Getty Images

A Seleção Brasileira está na final dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Pela terceira vez, o Brasil vai em busca de uma inédita medalha de ouro. Diante de um adversário que já causou um grande estrago no país, a Alemanha, nesse sábado (20), no Maracanã.

Os comandados de Rogério Micale precisarão manter a ascensão dentro do torneio. Nos últimos três jogos, foram 12 gols. E muito disso se deve ao fator do meio-campo ter se reencontrado. Sem Casemiro para equilibrar o setor, as de Walace na zona central do campo foi fundamental para o crescimento da equipe. 

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No início da Olimpíada, o Brasil estava com dificuldades para se encontrar nos jogos. Diante da África do Sul, o nervosismo tomou conta dos jogadores brasileiros, além da falta de organização e poder ofensivo, no qual resultou num 0 a 0 e vaias no estádio Mané Garrincha

Walace é um dos pilares do time de Micale (Foto: Getty Images)

Na segunda rodada, já sem a tensão de uma partida de estreia, os problemas do time de Micale começaram a surgir à tona: o meio-campo não tinha intensidade suficiente para fazer com que os atacantes pudessem infiltrar na área, de maneira que os gols saíssem e a bola seja controlada com mais precisão. 

Os onze inciais de Micale sofreram mudanças para o terceiro jogo. Na volancia, onde estava Thiago Maia, o técnico promoveu a entrada de Walace, jogador do Grêmio, para dar mais sustentabilidade e organização no setor, uma vez que, o camisa 5 fez ótimas participações quando entrou na segunda etapa, além de já ter participado da seleção principal, na Copa América. 

Sem Casemiro, volante titular da principal, o meio-campo brasileiro precisava de constância: o equilíbrio perfeito para que meias ofensivos e atacantes pudessem flutuar de forma que o setor defensivo não sofresse, além, claro do controle da bola na zona central do campo. Walace foi o jogador perfeito para essa função. Logo na primeira partida como titular, diante da Dinamarca, uma atuação impecável, tanto defensivamente quanto ofensivamente, reorganizando o setor. 4 a 0 para o Brasil.

O fator Luan também influenciou muito para o crescimento da equipe. Os garotos do Grêmio eram o que faltava para o time engrenar. 

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Nas quartas de finais, Walace participou da bela atuação defensiva brasileira. Junto de Rodrigo Caio e Marquinhos ele protegeu com perfeição o miolo da zaga brasileira, fazendo com que a equipe chegasse ao quarto jogo sem sofrer gols, diante da Colômbia. No ataque, Neymar e Luan resolveram para a canarinho: 2 a 0.

Em alta, o Brasil chegou na semi-final já organizado. Com a entrada do volante gremista, o time voltou a ter padrão de jogo e sustentação na meia cancha. Ao natural, a seleção aplicou uma goleada por 6 a 0 sobre Honduras, em mais um jogo sem sofrer gols e com um padrão de posse de bola alto. 

Diante da Alemanha, na final Olímpica, Walace e companhia terão seu maior desafio: enfrentar um meio-campo com a mesma qualidade. A zona central do campo precisará mais do que nunca, ter a força que vem demonstrando nos últimos jogos. O jogo do ouro é neste sábado (20), e a VAVEL Brasil fará a cobertura em tempo real. 

Walace teve sua ascensão no Grêmio, com Roger Machado (Foto: Getty Images)
Walace teve sua ascensão no Grêmio, com Roger Machado (Foto: Getty Images)