Em busca do ouro inédito, Brasil e Alemanha se enfrentam em decisão no Maracanã

Apesar de juntos conquistarem nove Copas do Mundo, Brasil e Alemanha jamais conquistaram medalha de ouro em Jogos Olímpicos. O jogo marca o reencontro das seleções após a Copa do Mundo 2014

Em busca do ouro inédito, Brasil e Alemanha se enfrentam em decisão no Maracanã
Foto: Getty Image
Brasil
Alemanha
Brasil: Weverton; Zeca, Rodrigo Caio, Marquinhos e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Luan, Neymar, Gabriel e Gabriel Jesus. Técnico: Rogério Micale.
Alemanha: Timo Horn; Jeremy Toljan, Matthias Ginter, Niklas Süle e Lukas Klostermann; Sven Bender, Lars Bender, Serge Gnabry, Max Meyer e Julian Brandt; Davie Selke. Técnico: Horst Hrubesch.
INCIDENCIAS: Final do futebol masculino válido pelo Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, jogo a ser realizado no estádio do Maracanã, às 17h30 (de Brasília).

Vale ouro inédito. Na tarde deste sábado (20), Brasil e Alemanha decidem no estádio do Maracanã o título do futebol masculino nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, às 17h30 (de Brasília). A partida marca o reencontro das seleções após o confronto na Copa do Mundo de 2014, onde os alemães aplicaram uma goleada histórica.

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Mas a atual situação de Brasil e Alemanha é diferente da Copa do Mundo de 2014. Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, são apenas atletas sub-23 e o jogo não pode ser considerado uma revanche do que aconteceu dois anos atrás no estádio do Mineirão. A partida vale uma medalha de ouro inédita, já que nenhuma das seleções jamais conquistaram ouro em Olimpíadas.

O confronto entre Brasil e Alemanha também marca o encontro entre a melhor defesa e o melhor ataque. A seleção brasileira ainda não levou gol, enquanto a seleção alemã já marcou 21 gols - sendo dez deles contra Fiji.

Brasil busca o tão sonhado ouro e Neymar tem nova chance para ser herói olímpico

Conquistar a medalha de ouro jogando em casa seria um grande feito para o Brasil, principalmente se considerar os últimos vexames da seleção principal nos dois últimos anos. Mas, outro personagem vê grande oportunidade para brilhar e tentar ser herói outra vez: Neymar. O craque brasileiro comandou a equipe canarinho na campanha em Londres 2012, mas não conseguiu conquistar o ouro após ser derrotado para o México na grande final.

"O que eu tiro de lição (da derrota em Londres 2012) é o que a gente aprende em qualquer campeonato que disputamos, treino, qualquer jogo, sempre aprendo alguma coisinha. O que aprendi ali é que a cada momento você tem que estar ligado, porque em um deslize pode acabar perdendo tudo. Foi o que aconteceu com a gente, desligamos um minuto do jogo e saímos perdendo por 1 a 0. Então, é isso que aprendi. Desde o começo, temos que estar ligados no jogo para não ser surpreendido", afirmou Neymar.

Após três vices em três decisões (Los Angeles 1984, Seul 1988 e Londres 2012), o Brasil terá o apoio da torcida e contará com o bom retrospecto no estádio do Maracanã para encerrar o jejum e, enfim, conquistar a inédita e tão sonhada medalha de ouro. Na última vez que disputou título no estádio, a seleção brasileira brilhou com show de Neymar e conquistou o título da Copa das Confederações 2013.

Em 107 jogos da seleção brasileira disputados no Maracanã, foram 77 vitórias e apenas sete derrotas (além de 23 empates). O bom retrospecto é animador e desta vez o Brasil tem bons talentos e Neymar para encerrar o jejum e conquistar o ouro inédito. O camisa 10 canarinho acredita que não existe chance melhor para isso.

"Me emociono, velho. Sou um cara romântico. Vou ter outra chance, em casa. Não vai ter outra chance melhor, outro momento que seja melhor do que esse. Jogando em casa, mais experiente, perto da minha família, dos meus amigos, da torcida brasileira. Então eu acho que não tem momento melhor do que esse", disse Neymar ao site oficial da CBF.

Alemanha busca ouro inédito no palco onde conquistou o título da Copa do Mundo em 2014

Se o Maracanã tem bom retrospecto para o Brasil, o palco da final olímpica deste sábado (20) têm boas lembranças para a Alemanha. Em 2014, a seleção principal conquistou o título da Copa do Mundo e na tarde desta sexta-feira (19) o futebol feminino conquistou a medalha de ouro ao vencerem a Suécia.

Agora é a vez do futebol masculino. Os atletas receberam apoio da federação alemã e de alguns jogadores, como o meia Bastian Schweinsteiger, que desejou sorte através do seu Twitter. Quem jogou com o meia na seleção principal foi o zagueiro Matthias Ginter, que foi campeão do mundo em 2014, e fugiu das comparações sobre o fatídico 7 a 1.

"A seleção da Alemanha se preparou não somente para jogar contra o Neymar, mas contra todo o elenco, que tem outros jogadores excelentes também. Obviamente isso não tira os méritos do Neymar, que é um grande jogador, como todos sabem. Vai ser um jogo muito importante e esperamos conseguir o resultado", afirmou.

Além da conquista do título da Copa do Mundo de 2014, um dos grandes feitos da Alemanha naquele torneio foi a histórica goleada no Brasil. É claro que a goleada aplicada na seleção principal não tem nada a ver com a seleção olímpica, entretanto, o meia Max Meyer acredita que os brasileiros vão encarar a partida como revanche e a pressão da torcida sobre a seleção brasileira pode atrapalhar.

"O Brasil, com essa derrota por 7 a 1, quer sem dúvida retribuir isso de alguma forma, e com certeza tem essa pressão sobre a seleção brasileira. É difícil dizer (quanto isso pode ajudar a Alemanha), mas o Maracanã cheio vai ser uma ajuda para eles também e, se fizerem o gol mais rápido do que a Alemanha, isso vai ser uma ajuda muito grande para o Brasil", disse.

Meyer também falou sobre Neymar. Apesar de ter elogiado o craque brasileiro, o meia que joga no Schalke 04 destacou que sua equipe está acostumada com esse tipo de desafio e lembrou que já enfrentou o Real Madrid, que tem Cristiano Ronaldo, na Champions League. Para Meyer, enfrentar o camisa 10 brasileiro não aumenta pressão.

"Obviamente é uma satisfação muito grande estar jogando contra o Neymar, porém temos jogadores muito experientes, que já jogaram outros campeonatos grandes contra times como o Real Madrid, que tem Cristiano Ronaldo e outros jogadores. É realmente só um prazer, mas não será nenhuma pressão tão grande", explicou.