Memória do 7 a 1: o retorno do Brasil ao Mineirão

O que a volta ao palco do maior vexame da história justamente contra a Argentina pode significar para Seleção Brasileira?

Memória do 7 a 1: o retorno do Brasil ao Mineirão
Memória do 7 a 1: o retorno do Brasil ao Mineirão

Brasil Argentina são sinônimo de um clássico de muita rivalidade. Historicamente, é difícil imaginar um confronto entre os dois que não reúna emoção, grandes jogadores e muita vontade de vencer. Dentre tantos palcos místicos e consagrados, o próximo duelo entre as equipes voltará a um estádio que ainda aterroriza os brasileiros.

Palco do pior vexame da história da Seleção Brasileira, o Mineirão precisará encontrar uma nova forma de reconquistar os torcedores. Desde aquele dia 8 de julho de 2014, ninguém conseguiu esquecer ou entender o que aconteceu com o Brasil diante da toda poderosa Alemanha. Desde então, o time canarinho não pisou mais no gramado do estádio em Belo Horizonte.

Mais de dois anos se passaram desde o 7 a 1. Desde então, o Brasil teve demissão de dois treinadores, duas Copas América fracassadas, um início de Eliminatórias questionável, o ouro olímpico e, enfim, o começo de uma nova era. Entretanto, a desconfiança continua pairando por uma Seleção que luta contra o fardo da Copa do Mundo.

Os questionamentos pela escolha da CBF para o Mineirão começaram quando, no dia 23 de junho de 2016, a entidade anunciou que colocaria oficialmente o duelo contra a Argentina no estádio. Seria o momento certo para voltar? E justamente contra um rival histórico? O fantasma continuaria atrás da Seleção? Como ficaria o psicológico dos jogadores durante a partida?

Dos 23 convocados para o jogo diante da Argentina, apenas sete estavam na lista final de Felipão para a Copa do Mundo de 2014. Thiago Silva, Daniel Alves, Marcelo, Fernandinho, Paulinho, Willian e Neymar fizeram parte de um grupo que chegou ao Brasil predestinado ao sucesso - pelo menos era o que se imaginava.

Dos sete, apenas Marcelo e Fernandinho foram titulares. Paulinho acabou substituindo o jogador do Manchester City em uma tentativa desesperada de Felipão de fazer alguma coisa funcionar, assim como Willian, que entrou no lugar de Fred. Neymar, lesionado, foi ausência lamentada do apito inicial ao final. Já Daniel Alves perdeu a vaga de titular para Maicon durante a Copa e não voltou mais.

A reação brasileira na volta ao Mineirão ainda é uma incógnita. O retorno, marcado justamente para um Brasil x Argentina, foi questionado por muitos. Na memória de cada torcedor, a dor daqueles sete gols ainda é muito viva. Com um novo treinador, novos jogadores e um novo momento, a Seleção tem a oportunidade de espantar o fantasma do 7 a 1 e tentar, de uma vez por todas, seguir em frente.