Da preocupação com degola ao sonho por G6: primeiro turno do Sport no Brasileiro

Depois de começo irregular, Leão ascende e vira na zona da Libertadores; confira a trajetória do time pernambucano na metade do certame nacional

Da preocupação com degola ao sonho por G6: primeiro turno do Sport no Brasileiro
Vitórias importantes contra rivais próximos foram essenciais aos rubro-negros na tabela (Foto: Williams Aguiar/Sport)

Com 28 pontos conquistados, ocupando a 6ª colocação e figurando na zona de classificação à Libertadores do próximo ano, o Sport encerrou a participação no primeiro turno do Campeonato Brasileiro 2017 com grande êxito. Dentro da competição, porém, nem tudo foram flores no caminho dos rubro-negros, que se preocuparam muito com a zona de rebaixamento e foram forçados a realizar troca no comando durante a trajetória.

O Leão iniciou caminhada no Brasileirão ainda sob o comando de Ney Franco, que já vinha sendo criticado e só durou, no campeonato, dois jogos. Após sofrer goleada para a Ponte Preta em Campinas e empatar com o Cruzeiro, na Ilha do Retiro, o treinador não resistiu à derrota na final da Copa do Nordeste e foi demitido, com Vanderlei Luxemburgo sendo o sucessor.

Ney teve aproveitamento abaixo do esperado e foi demitido logo no início do torneio (Foto: Williams Aguiar/Sport)

Futuramente, a vinda de Luxemburgo viria a ser o grande diferencial à equipe leonina, mas os resultados esperados não vieram logo de cara. O "Pofexô" teve uma vitória (Flamengo), um empate (São Paulo) e três derrotas (Avaí, Vasco e Vitória) em seus cinco primeiros confrontos no nacional. Depois de uma cobrança explícita, após o terceiro revés, pela 8ª rodada, as coisas começaram a mudar de rumo na Ilha do Retiro.

Os quatro pontos conquistados longe de Recife diante de Atlético-MG, ao empatar no Independência, e Santos, com triunfo na Vila, serviram para mudar o panorama do time, que desde então se afastou da parte de baixo e partiu para brigar por uma vaga no G-6, engatando série de quatro vitórias, feito até então inédito na história do clube nos pontos corridos.

"Pofexô" garantiu classificação, aos rubro-negros, às oitavas da Copa Sul-Americana (Foto: Williams Aguiar/Sport)

A mudança não ocorreu só nos resultados, mas na postura em campo, com a evolução de peças como Everton Felipe, que soube suprir bem a ausência de Diego Souza quando necessário, e André, pois começou a temporada de forma inconstante e encerrou com nove gols, só dois abaixo do artilheiro Jô.

Ainda tiveram contratações que encaixaram bem no elenco, como a do atacante Osvaldo, meia Thomás, volante Patrick e lateral Sander, que se destacou defensivamente, abrindo vaga para o seu companheiro de posição, Mena, de maneira mais adiantada. Isso foi favorável, já que o chileno marcou um tento e deu quatro assistências, duas a menos que Bruno Henrique, líder no quesito.

Leoninos acumulam cerca de 49% de aproveitamento até o momento no campeonato (Foto: Williams Aguiar/Sport)

A mentalidade implantada por Vanderlei deixou de lado um problema enfrentado nas edições anteriores nos pontos corridos: os duelos fora de casa. Com o atual comandante, não tem mais se mostrado acuado no território adversário, conquistando três triunfos (Santos, Coritiba e Bahia), maior número em uma metade do certame.

Para o returno, a missão se tornou seguir na zona de classificação para a Libertadores de 2018, que pode se estender até G-9, a depender dos campeões da Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores em 2017. É a segunda melhor primeira metade dos leoninos durante essa era dos pontos corridos, atrás somente de 2015, quando fez 31 pontos.

Sport Club do Recife