Vasco bate Brasil de Pelotas em casa, mantém liderança e faz as pazes com torcida

Vitória levou Cruzmaltino de volta à ponta isolada; Xavante segue sem vencer fora de seus domínios

Vasco bate Brasil de Pelotas em casa, mantém liderança e faz as pazes com torcida
Foto: Divulgação / Vasco da Gama
Vasco da Gama
2 0
Brasil de Pelotas
Vasco da Gama: Jordi; Madson, Luan Rodrigo, Julio Cesar; Marcelo Mattos, Andrezinho (Diguinho), Henrique (William Oliveira), Nenê; Caio Monteiro (Yago Pikachu), Thalles. TEC: Zinho.
Brasil de Pelotas: Luiz Muller; Weldinho, Teco, Leandro Camilo, Marlon; Leandro Leite, Nem (Clébson), Washington, Diogo Oliveira (Nathan), Felipe Garcia; Ramon (Nena); TEC: Rogério Zimmermann
Placar: 1-0, Nenê, 10min. 1T; 2-0, Luan, 27min. 2T.
ÁRBITRO: Alison Sidnei Furtado; Cartões Amarelos: Madson, Rodrigo, Marcelo Mattos, Nenê, Andrezinho (VAS); Weldinho, Marlon, Washington (BRA).
INCIDENCIAS: Partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B, realizada na noite deste sábado (9), em São Januário, no Rio de Janeiro.

O Vasco fez as pazes com sua torcida. A equipe de Jorginho votou a vencer com mando de campo na noite deste sábado (9), em confronto com o Brasil de Pelotas. Com gols de Nenê e Luan, o Gigante da Colina venceu por 2 a 0 e voltou a se isolar na liderança, já que seus rivais diretos, Atlético-GO e Ceará, tropeçaram na rodada, diante de Goiás e Tupi-MG respectivamente. Agora com 31 pontos ganhos, o Cruzmaltino volta a respirar ares mais puros.

A pressão a qual era submetida a equipe carioca, tinha como determinante as derrotas em casa, diante de Paraná e Paysandu, além de Avaí, que derrotou o Vasco, mas na Ressacada, tornando assim o ambiente bastante conturbado em São Januário, como não poderia deixar de ser. Já no Brasil, a boa fase da equipe com mando de campo, chama atenção, já que seu estádio só será liberado na próxima rodada. Entretanto, sem vencer fora de casa até agora na competição, a equipe gaúcha ocupa uma modesta sétima colocação.

O Vasco volta a campo no próximo sábado (16), quando enfrenta o Luverdense às 18h30 no Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. Já o Brasil retorna para a sua casa, de fato, já que a partida contra o Vila Nova está marcada para as 16 horas, também de sábado, no Estádio Bento Freitas, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Vasco marca com Nenê; Brasil investe em contra-ataques e assusta

O Vasco tinha uma dívida com sua torcida, representada pelo pequeno público presente em São Januário, pouco mais de 4 mil. As derrotas em casa nas últimas rodadas, contra Paysandu e Paraná, aumentaram a pressão para a equipe, o que impulsionou os atletas ao ataque. Iniciando por Rodrigo, que logo aos 4’ soltou uma bomba em cobrança de falta, com ótima intervenção do goleiro rubro negro.

O lance serviu como cartão de visitas do Vasco, mostrando que o gol poderia sair a qualquer momento. E aconteceu, aos 10 minutos, após escorada de cabeça de Thalles para Nenê, que em momento oportunista, tocando apenas duas vezes na bola, dominou e bateu cruzado, para abrir o placar em São Januário.

No minuto seguinte, se iniciava a sequência de tentativas de resposta do Brasil. Primeiro com Ramon, que bate cruzado para ótima defesa de Jordi, e depois com Diogo Oliveira, com um chute de muito longe, que levou extremo perigo ao gol vascaíno, sem chances para o arqueiro. Esta, afinal, era a estratégia do Xavante, que sabendo da boa armação defensiva do Vasco, tentava arremates de longa distância, muitas vezes para fora.

O ápice do ataque gaúcho foi aos 21’, quando em uma sequência confusa, Luan cortou o cruzamento da direita na direção do gol, a bola caprichosamente beijou a trave direita de Jordi, voltando nos pés de Ramon, que sem goleiro, quis enfeitar e ajeitar o corpo, dando tempo suficiente para o zagueiro vascaíno se recuperar da falha e cortar a bola para escanteio com um carrinho perfeito, quase que em cima da linha.

A partida esfriou após o lance, e o último lance de perigo na primeira etapa saiu dos pés de Teco, do Brasil, que tentou um arremate cruzado, aos 43 minutos, mas, sem sucesso, mandou longe da meta, desperdiçando a última chance de empatar a partida na primeira etapa.

Vasco volta com postura semelhante e marca segundo gol

A segunda etapa se iniciou novamente com o Vasco no ataque. Desta vez, com o contestado Thalles, a equipe já teve sua primeira chance aos 3’, quando o atacante chutou cruzado, mas nas mãos de Luiz Muller. Diferente de antes, o Brasil já tentou a resposta imediatamente, com Felipe Garcia, que após o cruzamento de Marlon, pela esquerda, subiu de cabeça, mas não acertou a bola em cheio, mandando longe do gol.

A partida, que esfriou após reinício veloz, voltou a esquentar, mas de uma maneira nada agradável. Pela direita, Nenê limpou a defesa e cruzou, a bola explodiu na mão do marcador, dentro da área, e a arbitragem marcou pênalti.

Segundos depois, quando o assistente, que acompanhava o lance de frente e com plena visão, já havia corrido para a linha lateral da grande área (atitude que comprova a marcação da penalidade por parte do bandeirinha), o árbitro o consultou e a dupla, erradamente, voltou atrás, desfazendo a marcação, o que causou revolta por parte dos atletas vascaínos.

O excesso de vontade, por parte dos atletas, agora com os ânimos acirrados, gerou um alto número de cartões amarelos, suspendendo atletas importantes no Vasco, como Nenê e Andrezinho, além do zagueiro Rodrigo e do lateral direito Madson. Todos estão fora do confronto diante do Luverdense.

Aos 27 minutos, Luan tratou de amenizar as coisas para os vascaínos. Após falta pela esquerda, cobrada com perfeição por Nenê, o zagueiro completou para o fundo das redes, ampliando o placar em São Januário e tranquilizando torcida, atletas e comissão técnica, que já começavam a temer uma reação do Xavante.

Como que em uma repetição do roteiro já visto na primeira etapa, as equipes começaram a tocar a bola. Neste caso, diferentemente de antes, o Brasil sentiu o golpe, e parou de ameaçar o Vasco, que por sua vez, passou a administrar o placar até o apito final.