Vasco e Santa Cruz empatam em São Januário e definição fica aberta para o Arruda

Equipe nordestina começou bem, marcou logo no primeiro minuto, mas cedeu empate no fim. Vasco quase virou aos 47’

Vasco e Santa Cruz empatam em São Januário e definição fica aberta para o Arruda
Foto: Paulo Fernandes/Vasco
Vasco da Gama
1 1
Santa Cruz
Vasco da Gama: Martín Silva; Madson (Yago Pikachu), Luan, Rodrigo, Júlio Cesar; Marcelo Mattos, Henrique (Caio Monteiro), Andrezinho, Nenê; Jorge Henrique, Leandrão (Thalles); TEC: Jorginho.
Santa Cruz : Tiago Cardoso; Vitor, Néris, Wellington, Tiago Costa; Wellington Cezar (Uillian Corrêa), Derley, Leandrinho (Keno), Marcílio; Lelê (João Paulo), Bruno Moraes; TEC: Milton Mendes.
Placar: 0-1, Bruno Moraes, 1min 1T; 1-1, Tiago Cardoso (contra), 43min 2T.
ÁRBITRO: Joelson Nazareno, Ferreira - PA (CBF). Cartões Amarelos: Madson, Julio Cesar, Jorge Henrique (VAS); Tiago Costa, Derley (STA).
INCIDENCIAS: Partida válida pela 3ª fase (jogo de ida) da Copa do Brasil 2016, realizada na noite desta quarta feira (13), no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro.

O Vasco ia perdendo para o Santa Cruz até o último minuto em São Januário, mas graças à felicidade de Luan, e a tristeza de Tiago Cardoso, a equipe da Colina chegou ao empate e recuperou parte das chances de passar para as oitavas de final. Em uma partida com arbitragem confusa, o Santinha saiu na frente logo no primeiro minuto, com Bruno Moraes e, se valendo dos bons contra-ataques, manteve a vantagem até os minutos finais da partida. O Vasco, por sua vez, tinha mais organização, mas batia na mesma barreira de outras ocasiões, quando a equipe, apesar de criar, não conseguia concluir com qualidade.

Com o resultado, o Santa Cruz precisa de apenas um empate por 0 a 0 para se classificar. Para o Vasco, empates positivos só a partir de 2 a 2, o que torna quase que indispensável a vitória no Arruda, na próxima quarta-feira. Caso o Santa seja eliminado, garante vaga na Copa Sul-Americana. Para o Vasco, a eliminação não significará, pelo menos de imediato, vaga na competição continental, devido à má colocação da equipe na temporada passada.

Primeiro tempo começa com gol relâmpago do Santa. Vasco sente a pancada e demora a entrar no jogo

Logo após o apito inicial, enquanto muitos torcedores sequer haviam se acomodado nas dependências de São Januário, Bruno Moraes, o homem gol, pelo menos dessa noite, balançava as redes de Martín Silva, que em uma incomum oportunidade, falhara, para o delírio da pequena torcida visitante. O murmurinho de que a equipe pernambucana viria para perder em São Januário caía por terra com menos de 5 minutos, mostrando ao Vasco que, para vencer, teria que se esforçar, e muito.

Após o baque ocorrido com o gol tricolor, a equipe de Jorginho iniciou o trabalho de remontagem em campo, buscando entrar no jogo e reverter a situação, que já a essa altura, era incômoda, com vaias surgindo das arquibancadas, direcionadas principalmente a Madson e Henrique. Mas, aos 15’, o protesto deu lugar às lamentações, já que em sequência incrível, o Gigante da Colina quase marcou. Primeiro com Nenê, que em lance de extrema plasticidade, se livrou de dois marcadores e, sem ângulo, tocou com efeito na bola, por cima do goleiro adversário, mas a defesa chegou a tempo para cortar, entregando então a bola nos pés de Andrezinho, que chutou forte, novamente em cima dos zagueiros.

A medida que o Vasco chegava no setor ofensivo, criando oportunidades, o Santa tentava destruir as jogadas, muitas das vezes com faltas, o que começou por enervar a partida, que até então era apenas bem disputada. O árbitro não deu conta de controlar os ânimos e, por alguns minutos, um bate-boca interrompeu a partida.

Na volta, com mais tranquilidade, o Vasco chegou mais uma vez. Dos pés de Andrezinho, surgiu um lançamento primoroso, que encontrou Madson, no interior da área, correndo em diagonal. Em direção ao gol, o lateral nem dominou, e chegou chutando forte, cruzado, mas Tiago teve bom reflexo e conseguiu evitar o empate vascaíno ainda na primeira etapa.

Jorginho mexe no Vasco, mas alterações demoram a fazer efeito. Gol sai apenas no fim

O Vasco fez duas alterações no intervalo, buscando uma formação mais ofensiva com Pikachu e Caio Monteiro. Contudo, apesar da ofensividade da equipe, pouco mudou na segunda etapa e foi o Santa Cruz que chegou primeiro. Aos 6 minutos, o autor do gol, Bruno Moraes, arriscou um chute rasteiro, Martín defendeu e, no rebota, Marcílio tentou, para nova defesa do goleiro uruguaio, que a essa altura, já se redimira da falha no início do jogo.

O lance serviu como alerta para o Vasco, que daí por diante começou a tocar a bola com mais calma, buscando um bom momento para arriscar, como aos 15’, quando Nenê, sem ângulo como na primeira etapa, emendou um belo voleio, mandando a bola muito perto do travessão de Tiago.

As chances desperdiçadas começaram a tornar o jogo mais morno e, com chances esporádicas de ambos os lados, a partida se encaminhava para uma vitória magra do Santa Cruz. Mas o improvável estava por acontecer na Colina quando Leandrão, vaiado, deu lugar a contestado Thalles. O atacante entrou em campo e, com poucos minutos de participação, cabeceou forte para o gol, Tiago espalmou nos pés de Luan, que chutou para o meio e, para a infelicidade dos pernambucanos, a bola bateu no goleiro e foi morrer no fundo do gol.

O Santa então, se entrincheirou em seu campo defensivo, esperando o fim da partida, e o Vasco, agora empurrado pela torcida, começou a acreditar na virada. E ela quase aconteceu, aos 47’, no último lance da partida, dos pés de Jorge Henrique, que após desvio de Thalles, invadiu a área e chutou forte, no travessão, desperdiçando uma ótima chance para o Vasco.