Presidente eleito do Vasco, Campello se defende: "Se houve um traidor não fomos nós"

Alexandre concedeu entrevista às 17h, em um hotel na zona oeste do estado do Rio de Janeiro

Presidente eleito do Vasco, Campello se defende: "Se houve um traidor não fomos nós"
foto: Paulo Fernandes/ Vasco.com.br

Nesta tarde de sábado (20), às 17h, em hotel na Barra da Tijuca (Zona Oeste), o atual presidente Alexandre Campello concedeu entrevista coletiva para tentar esclarecer toda a confusão gerada nas eleições do clube. Segundo Campello, a rejeição de Julio Brant era visível: ''Quem ganhou a eleição foi a união da oposição. Conseguimos trazer mais de 20 pontos percentuais. Fazemos parte da oposição desde sempre. Desde a eleição anterior. Existia resistência grande ao Brant.''

Alexandre também se expressou sobre comentários direcionados a ele após vitória nas eleições: ''Se houve um traidor não fomos nós, foi a "Sempre Vasco, que esqueceu o que foi acordado, com decisões tomadas sempre após serem discutidas por um conselho gestor. Fomos isolados. Romperam com 54 conselheiros. Se não fosse eu, seria outro.''

"Estou há 30 anos no clube, conheço a maioria dos conselheiros. Se o Eurico surfou essa onda para devolver ao Julio, não tenho nada com isso. Sou oposição, mas respeito os poderes do clube. Não houve acordo com Eurico. Não tem e não terá nenhum membro'', completou o atual presidente.

Mas não ficou só na parte política a entrevista, o cartola vascaíno fez questão de falar também de futebol: "Quero tranquilizar o treinador e o elenco. Queremos colocar os salários em dia. Temos um jogo importante da Libertadores. Vamos dar totais condições. Nossa ideia é fazer uma auditoria para ter um diagnóstico."

"No futebol a resposta é dentro de campo. Vamos dar a resposta dentro da nossa gestão. Tenho três anos para provar isso, que não temos relação com essa gestão que acabou. O Vascaíno exigiu mudanças", acrescentou Campello.

Ainda restou tempo para Alexandre Campello comentar sobre a atual problemática envolvendo o atraso de salários e sobre a importantíssima competição que o Vasco da Gama irá disputar esse ano, a Libertadores.

"Acho que o mais urgente é tentar colocar os salários em dia. Isso é fundamental. Eu sei como é o futebol, ter o salário em dia é fundamental para o desempenho esportivo" , comentou o cartola

''Que o torcedor nos dê crédito. Momento é de união. Temos uma Libertadores, vamos brigar para chegar na fase de grupos. para reforçar o time, é fundamental que o torcedor vire sócio. Não adianta ficar reclamando. Não façam julgamento precipitado", finalizou o dirigente cruzmaltino.