Análise: Vasco cede à pressão no fim, perde a segunda e se torna pior defesa do Carioca

Com reservas, time de Zé Ricardo vai mal e perde para a Cabofriense com gol no fim; agora, são seis gols sofridos em três jogos, pior marca até aqui no Carioca

Análise: Vasco cede à pressão no fim, perde a segunda e se torna pior defesa do Carioca
Rildo estreou, teve atuação pouco inspirada e saiu lesionado | Foto: Paulo Fernandes/Vasco

Mais uma partida pouco criativa, mais uma derrota. Nesta quarta-feira (24), o Vasco enfrentou a Cabofriense em Bacaxá e repetindo as atuações abaixo do esperado até aqui na temporada, foi superado pelo adversário por 2 a 1. O gol da vitória do time da Região dos Lagos foi marcado aos 45 minutos do segundo tempo.

O resultado passa a preocupar as ambições do time de Zé Ricardo no Carioca, que agora terá dois confrontos de suma importância para a sequência da temporada.

Neste sábado (27), o comandante vascaíno reencontra seu ex-clube no MaracanãFlamengo Vasco duelam às 17h pela quarta rodada do Carioca. Já na próxima quarta-feira (31), o Gigante da Colina enfrenta o Universidad Concepcíon (CHI) pela pré-Libertadores, fora de casa às 21h45 (Brasília).

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Zé mantém esquema mesmo com reservas

Utilizando seu já tradicional 4-2-3-1, Zé Ricardo optou por escalar reservas nesta quarta, poupando os titulares para os confrontos citados anteriormente.

Com Nenê centralizado, Guilherme atuou como ponta direita, enquanto Rildo atuava pelo setor esquerdo em sua estreia. A referência no ataque era o jovem Caio Monteiro, responsável por criar boa jogada ofensiva logo aos 9', que terminou com Nenê acertando o travessão.

Com o forte sol, a aplicação defensiva vascaína se limitou a permanecer em seu próprio campo, evitando maior desgaste no calor que afetava a região de Bacaxá. Organizada, a Cabofriense abriu o placar em bola parada, aproveitando falha de Gabriel Félix. Após o tento adversário, o Vasco não conseguiu levar perigo ao gol de George, permanecendo o placar em 1 a 0 ao fim do primeiro tempo.

Único titular, Nenê não teve boa atuação no primeiro tempo | Foto: Paulo Fernandes/Vasco
Único titular, Nenê não teve boa atuação no primeiro tempo | Foto: Paulo Fernandes/Vasco

Vasco empata, mas não aguenta pressão da Cabofriense no fim e sofre segunda derrota

No retorno ao segundo tempo, Zé Ricardo optou por duas mudanças: destaque na vitória contra o Nova IguaçuHenrique retornou à lateral-esquerda no lugar de Alan Paulo Victor no lugar de Guilherme, tentando dar mais velocidade tanto pelo lado esquerdo quanto pelo direito.

Aos 5', Nenê sofreu pênalti duvidoso e empatou o confronto, deslocando o goleiro adversário. Parecia que o Vasco entraria novamente no jogo e conquistaria a segunda vitória no Estadual. Não foi o que aconteceu.

A partida caiu de nível técnico após o empate, com ambas as equipes pecando e errando muitos passes, demonstrando falta de organização tanto no ataque quanto na defesa.

Atacando de forma bagunçada, o Vasco cedia espaços para o adversário, que não conseguia aproveitar os contra-ataques. Com mais posse, a Cabofriense pressionava ainda em seu campo de ataque, complicando a saída de bola vascaína. Sem conseguir atacar, o time de Zé Ricardo torcia para o apito final.

No entanto, a pressão do time da Região dos Lagos surtiu efeito no fim, com Levi aproveitando a baixa intensidade da marcação vascaína. O volante da Cabofriense passou por quatro marcadores e finalizou com precisão, indefensável para Gabriel Félix. A bola chegou a acertar a trave direita antes de estufar as redes do Elcyr Rezende, dando números finais ao confronto válido pela terceira rodada da Taça Guanabara.

Sem convencer até agora na temporada, as atuações do Vasco em 2018 começam a preocupar a torcida, visto à ambições que o clube tem neste ano. Nos próximos dias, o Vasco tem um clássico contra o Flamengo no Maracanã e um duelo importantíssimo pela pré-Libertadores diante do Universidad Concepción (CHI) fora de casa.

Resta saber se ambos os jogos servirão como divisor de águas para um impulso maior para a sequência do ano, ou se as atuações sem brilho do time de São Januário permanecerão colocando uma pulga atrás da orelha nos torcedores vascaínos.  

Vasco não foi criativo e também não conseguiu segurar à pressão da Cabofriense | Foto: Paulo Fernandes/Vasco
Vasco não foi criativo e também não conseguiu segurar à pressão da Cabofriense | Foto: Paulo Fernandes/Vasco