Análise: Vasco sofre mais uma vez com falta de criatividade no meio-campo

Setor não funcionou e deixou o cruzmaltino previsível e pobre

Análise: Vasco sofre mais uma vez com falta de criatividade no meio-campo
Foto: Paulo Fernandes/Vasco

Como de praxe neste início de temporada o Vasco não conseguiu fazer uma boa atuação neste sábado no empate com o Flamengo no Maracanã, em partida válida pela Taça Guanabara 2018. O setor do meio-campo foi o "principal culpado". 

Assim como nas outras partidas feitas pelo clube na temporada, a ausência de criatividade foi fator crucial para o péssimo desempenho do Vasco. O setor responsável pela criação de jogadas não funcionou e pouco serviu ao ataque. 

A confirmação da saída de Nenê, anunciada ontem pelo próprio jogador, criou uma incógnita na cabeça do torcedor vascaíno no que se diz respeito a criação das jogadas já que o antigo camisa 10 era o responsável por essa função e - mesmo que em má fase - tinha participação ativa nos gols do Gigante da Colina.

Outrora já escalado para substituir Nenê, Evander, mais uma vez, não deu conta do recado e mostrou um certo desconforto com a posição. Na primeira oportunidade, o gol marcado - frente ao Nova Iguaçu em São Januário - ofuscou a partida regular e pouco criativa do jovem meia vascaíno.

Acostumado a atuar em função diferente, vindo de trás, o jogador precisará agora se adaptar a um novo jeito de jogar, entrando mais na área, sendo mais presente no último passe e finalizando muitas jogadas em conjunto com o camisa 9. 

No entanto, a tarefa de criar não é única e exclusiva do jovem. O já experiente Wagner também possui essa função, mesmo que de forma mais lateral, e também não consegue desempenhá-la de maneira satisfatória. O jogador segue sendo figurante nos jogos do cruzmaltino, o que implica diretamente na queda criativa vivida pelo clube.

Foto: Paulo Fernandes/Vasco

Além do setor de criação outro ponto também merece destaque: o ataque. Rios tem sido o principal nome de ataque da equipe de Zé Ricardo mas já mostrou certa dificuldade neste início de temporada. Além dele, Riascos - visivelmente sem ritmo de jogo - também nada pôde fazer para tirar o zero do placar. 

Caso vise uma boa atuação fora de casa Zé Ricardo precisará ajustar esses pontos citados acima e observar, em seu elenco, as melhores peças para montar o mecanismo de criação perfeito para servir os seus atacantes que - apesar de fracos no que diz respeito a movimentação - não desperdiçam oportunidades frente ao goleiro adversário.