Vasco goleia Jorge Wilstermann e sai em vantagem por vaga na fase de grupos da Libertadores

Equipe carioca faz valer ambiente em São Januário e consegue preciosa vantagem para partida da volta e por vaga na próxima fase da Libertadores

Vasco goleia Jorge Wilstermann e sai em vantagem por vaga na fase de grupos da Libertadores
Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br
Vasco
4 0
Jorge Wilstermann
Vasco: Martín Silva; Yago Pikachu, Paulão, Ricardo Graça, Henrique; Desábato, Wellington; Wagner (Rildo), Evander (Thiago Galhardo), Paulinho; Andres Rios (Riascos). Técnico: Zé Ricardo
Jorge Wilstermann: GIMÉNEZ; RONNY MONTERO (Cristian Chávez), ALEX SILVA (Diaz), ZENTENO, APONTE, SAUCEDO; MACHADO, MELEÁN, BERGESE (Alvarez), SERGINHO; LUCAS GAÚCHO. TÉCNICO: ÁLVARO PEÑA
Placar: 1-0, min. 17, Paulão; 2-0, min. 40, Paulinho; 3-0, min. 87, Yago Pikachu; 4-0, min. 91, Rildo
INCIDENCIAS: Partida entre Vasco e Jorge Wilstermann, disputada em São Januário, pelo jogo de ida da terceira fase da Pré-Libertadores

A primeira metade do caminho rumo a fase de grupos da Taça Libertadores foi positiva para o futebol brasileiro. Nesta quarta-feira (14), o Vasco fez valer o seu mando de campo e, em São Januário, largou na frente no confronto diante do Jorge Wilstermann, pela terceira fase preliminar do torneio continental mais importante da América do Sul. A vitória de 4 a 0, com gols de Paulão, Paulinho, Yago Pikachu e Rildo, representa uma grande vantagem para a equipe de Zé Ricardo.

Com esse resultado, a equipe carioca vai para a Bolívia, na próxima quarta-feira (21), podendo perder por até três gols de diferença. O Jorge Wilstermann, por sua vez, terá a ‘vantagem’ de jogar no Estádio Olímpico Pátria, em Sucre, um estádio com cerca de 2900 metros de altitude, um ambiente em que os jogadores bolivianos estão acostumados a atuar. O vencedor do confronto garante vaga no Grupo 5, com Cruzeiro, Racing e Universidad do Chile. 

Vasco domina primeiro tempo e sai em vantagem

Desde os primeiros instantes, ficou claro que o Vasco entrou no gramado com a intenção de abrir o placar. Logo aos três minutos, o cruzmaltino teve sua primeira chance: Desábato lançou para Henrique que, de primeira, cruzou para Evander, sozinho dentro da área, que acabou chutando por cima, desperdiçando uma oportunidade real de gol. O Jorge Wilstermann, por sua vez, passava longe de ameaçar e limitava-se apenas a faltas.

A equipe treinada por Zé Ricardo tomava conta das ações do jogo. Triangulações, movimentações interessantes e muitas chances criadas. Após tanto pressionar, o Vasco conseguiu abrir o placar: aos 17 minutos, após uma cobrança de falta, Alex Silva e Paulão disputaram a bola na área depois de uma confusão gerada por um rebote do goleiro Giménez e o zagueiro colocou pro fundo do gol para incendiar São Januário.

(Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)
(Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

No decorrer da primeira etapa, a equipe mandante simplesmente dava as rédeas da partida. As jogadas, em grande parte, começavam com lançamentos do zagueiro Ricardo Graça, que mostrava muita qualidade, encontrando os homens de frente. No meio-campo, Desábato e Evander sempre procuravam as investidas dos laterais Yago Pikachu e Henrique. Ou seja, a equipe carioca dominava a partida e o Jorge Wilstermann, muito abaixo, se focava apenas em defender, já que as chances de ataque eram mínimas.

Aos 40 minutos, o clube da Colina Histórica conseguiu aumentar o placar em uma falha generalizada da defesa da equipe boliviana: após cobrança de escanteio, um jogador que estava quase na marca do meio-campo devolveu a bola para a região perto da área, Wagner desviou e Paulinho, em posição legal, aproveitou que os defensores do Jorge Wilstermann pararam e, apesar de ter levado um soco na cabeça de Giménez, fez o gol com uma cabeçada. 

Vasco não repete desempenho mas consegue decretar goleada

A equipe visitante começou o segundo tempo bastante violenta. Em sete minutos, dois jogadores do Jorge Wilstermann haviam sido amarelados. A equipe de Álvaro Peña, diferentemente do primeiro tempo, buscava atacar mais, e, com isso, o Vasco passou a focar mais nos contra-ataques, e o jovem Paulinho era muito importante nesse contexto. O autor do segundo gol era o responsável por puxar a maioria das rápidas transições do cruzmaltino.

O Jorge Wilstermann, com algumas mudanças, passou a ser mais participativo no campo de ataque, principalmente por meio de cruzamentos para o meio da área. Zé Ricardo, por sua vez, vendo que o Vasco caiu de produção, resolveu apostar nos ataques rápidos e, por isso, promoveu as entradas de Riascos e Rildo na partida, já que os dois são atletas de muita velocidade. A atuação do cruzmaltino, porém, passava longe de ser parecida com a que fora apresentada nos primeiros 45 minutos.

Outro acontecimento marcante do segundo tempo foram as faltas. Nas oportunidades que o Vasco possuía a posse da bola, na maioria das vezes algum jogador era parado com alguma falta dura. O resultado disso foram incríveis sete cartões amarelos distribuídos para jogadores da equipe do Rio de Janeiro, que não conseguia apresentar uma boa atuação no segundo tempo e, chegando à marca dos 35 minutos, pouco havia criado.

Apesar da pouca criatividade no segundo tempo, o Vasco conseguiu ‘fechar o caixão’ na base da vontade: aos 42 minutos, Yago Pikachu tentou cruzar para a área, e Riascos conseguiu recuperar uma bola que parecia perdida. Após ajeitar seu corpo, o colombiano tocou para trás, da onde surgiu o lateral-direito, que chutou de fora da área, acabou marcando o seu terceiro gol nessa Taça Libertadores. 

No apagar das luzes, o Vasco conseguiu, de vez, praticamente garantir a sua classificação para a fase de grupos. Thiago Galhardo, com muita liberdade no lado direito do campo, cruzou na medida para Rildo, que apareceu nas costas da defesa boliviana e, de cabeça, decretou a goleada vascaína.