Após 14 anos, França volta a conquistar o mundial de handball feminino

Com vitória apertada diante da Noruega por 23 a 21, francesas conquistam seu segundo título mundial em sua história

Após 14 anos, França volta a conquistar o mundial de handball feminino
Foto: Divulgação/Le Monde
França
23 21
Noruega

A espera acabou e, após 14 anos, a Seleção Francesa de handball feminino conquistou seu segundo título mundial após vencer nesse domingo (17) a equipe da Noruega, atual campeã mundial, em partida jogada na Barclaycard Arena, em Hamburgo, na Alemanha. Vale lembrar, que a seleção masculina da França também conquistou o mundial de handball esse ano. 

Somente a União Soviética, em 1982, alcançou esse desempenho, com títulos no masculino e feminino no mesmo ano. Esta é a primeira vez que a equipe de handball feminino da França ganhou três medalhas consecutivas em torneios internacionais após a medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de 2016 e a medalha de bronze da Eurocopa em 2016. 

A partida foi marcada pelo equilíbrio, com Nora Mork, artilheira do torneio com 66 golssendo o grande destaque pelo lado norueguês, enquanto a forte defesa francesa conseguia segurar as fortes investidas das nórdicas. Contando com jogadoras experientes, como a goleira Amandine Leynaud, a central Allisson Pineau e a ponta Siriaba Dembele, a equipe francesa conseguiu manter um esquema sólido e equilibrado do início ao fim dos 60 minutos de partida. 

Holanda fica com a medalha de bronze 

Grande sensação do handball nos últimos anos, com o vice-campeonato mundial em 2015 na Dinamarca e o vice-campeonato europeu em 2016 na Suécia, a seleção holandesa venceu a Suécia na decisão de terceiro lugar pelo placar de 24 a 21. Novamente, assim como em grande parte do torneio, o destaque holandês foi a ponta esquerda Lois Abbingh, vice artilheira da competição com 58 gols marcados, oito diante da Suécia. 

Brasil fica apenas na 18ª colocação

Campeãs do mundo em 2013, na Sérvia, a seleção brasileira não fez boa campanha em relação a participações anteriores, terminando apenas na 18ª colocação, após perder para a Polônia, na chamada President's Cup, que valia a 17ª colocação do torneio. Foi a pior colocação da equipe desde o mundial da China, em 2009, onde a seleção foi apenas a 15ª colocada.

Premiações do torneio

Melhor Goleira: Katrine Lunde (Noruega)

Melhor lateral direita: Nathalie Hagman (Suécia)

Melhor ponta direita: Nora Mork (Noruega)

Melhor central: Grâce Zaadi (França)

Melhor lateral esquerda: Lois Abbingh (Holanda)

Melhor ponta esquerda: Siriaba Dembelé (França)

Melhor pivô: Yvette Broch (Holanda)

MVP: Stine Bredal Oftedal (Noruega)

Artilheira: Nora Mork - 66 gols.