Boxe tem dois bicampeonatos e domínio de Cuba em tarde com apenas três combates

Boxeadores cubanos saíram com duas medalhas de ouro no penúltimo dia da modalidade nos Jogos Rio 2016

Boxe tem dois bicampeonatos e domínio de Cuba em tarde com apenas três combates
Robeisy Ramirez (azul) tem seu braço levantado ao se sagrar bicampeão olímpico (Foto: Divulgação/AIBA)

No penúltimo dia dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o boxe voltou ao pavilhão seis do Riocentro, na Barra da Tijuca, para a realização de três combates apenas. No entanto, todos eles valiam a medalha de ouro em suas respectivas categorias. Para abrir o dia, tivemos a final do peso mosca feminino (48-51kg), seguido pela decisão do peso galo masculino (56kg). Para finalizar, depois de uma breve pausa nas lutas, tivemos a última luta do peso médio masculino (75kg). O destaque ficava pela presença de dois cubanos nas finais masculinas.

O primeiro combate, feminino, teve a presença de duas boxeadoras europeias, numa final entre Grã-Bretanha e França, representadas por Nicola Adams e Sarah Ourahmoune, respectivamente. Adams vinha com grande favoritismo, depois de já ter sido a medalhista de ouro em Londres 2012, além de acumular quatro finais de campeonatos mundiais.

Por outro lado, a francesa Ourahmoune também vinha com bastante experiência e carregando uma medalha de prata no mundial de Astana 2016. Em luta que envolvia lutadoras de 33 e 34 anos, respectivamente, quem saiu com a medalha de ouro foi a britânica Nicola Adams, vencendo por decisão unânime dos juízes, com todos eles anotando 39-37 para a lutadora que conseguiu seu segundo ouro olímpico na carreira.

A segunda final do dia, entre o cubano Robeisy Ramirez e o estadunidense Shakur Stevenson, fazia um contraponto à luta das mulheres, com dois lutadores bem jovens. Ramirez tem 22 anos e Stevenson apenas 19. Apesar da pouca idade, o cubano já tinha um ouro olímpico no currículo, conquistado em Londres 2012, na categoria dos moscas. Agora uma categoria acima, ele buscava o ouro contra um estadunidense, algoz de Robenílson de Jesus e que não havia lutado na semifinal.

A luta foi bastante equilibrada, com os dois boxeadores demonstrando muita qualidade técnica, o que levou os juízes a pontuarem um round para cada um, deixando a decisão para o terceiro e último assalto, que acabou com a vitória na decisao de dois dos juízes. No fim, vitória por decisão dividida para Ramírez, agora bicampeão olímpico.

Na terceira e última luta do dia, se enfrentaram os lutadores Arlen Lopez, também de Cuba, e o uzbeque Bektemir Melikuziev. Os dois faziam uma reedição da final da categoria no campeonato mundial de 2015, quando se enfrentaram e Lopez saiu com a vitória. Além disso, o cubano também tinha nas costas um ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015. Com muito apoio da torcida brasileira para o país latino-americano, foi Lopez quem conseguiu nova vitória, vendo o resultado do mundial de 2015 se repetir, conquistando a segunda medalha de ouro para seu país no dia