Especial - Seattle Seahawks: o caminho até o Super Bowl
Sherman e Manning serão os principais líderes de suas equipes no Super Bowl (créditos: Sports Illustrated)

A melhor temporada da história do Seattle Seahawks é, indubitavelmente, 2013. Temida por todas as equipes dentro e fora de casa, a franquia demonstrou ter qualidade em absolutamente todos os setores, além de um coaching staff que toma decisões bastante acertadas e uma das mais importantes bases de fãs da liga, em termos de home field advantage.

A vaga no big game é resultado de um trabalho a médio prazo, é bem verdade. Isso porque em 2012, embora a equipe não tenha conseguido chegar a final da NFC, foram postos em prática dois projetos que se mostraram essenciais na campanha de 2013: a ideia de Pete Carroll e Gus Bradley (antigo coordenador defensivo dos 'Hawks, hoje técnico principal dos Jaguars) de montar uma secundária com jogadores altos e físicos (a famosa 'The Legion Of Boom'), e apostar em Russell Wilson em vez de arriscar Matt Flynn foram duas das principais decisões que hoje permitem aos Seahawks disputar o segundo Super Bowl da história da franquia, fundada em 1976

Após a derrota para o Atlanta Falcons no Divisional Round, o ano de 2013 começou bastante promissor para Seattle. Quatro vitórias, aonde se destaca o massacre em cima dos rivais San Francisco 49ers por 29-3. Ali ficou provada a influência da 12th man e o quão potentes eram os Seahawks no CenturyLink Field.

A primeira derrota veio na quinta semana. Andrew Luck estava inspirado no Lucas Oil Stadium e os Colts venceram numa batalha por 34-28. Nas semanas seguintes, desempenhos prolíficos da defesa justificavam cada vez mais os analistas que apontavam a equipe como a melhor entre as 32 da NFL. 

A segunda derrota veio apenas nove semanas depois. Os 49ers buscavam urgentemente se vingar da derrota sofrida na segunda semana, caso contrário teriam sua vaga na pós-temporada ameaçada. E a vitória californiana veio por 19-17, numa batalha defensiva que se arrastou até o fim da partida. Na semana seguinte, um shutout em cima dos Giants por 23-0 reafirmavam quem era a melhor equipe da conferência. Já com o seed #1 praticamente garantido, os Seahawks sofreram ainda uma última derrota por 17-10 em casa contra o Arizona Cardinals, que também jogava pela sua vida.

A maior perda, entretanto, veio fora dos campos. Brandon Browner, CB e um dos maiores responsáveis pelo sucesso do backfield do time, foi suspenso até o fim da temporada pelo abuso de substâncias proibidas e pela perda de testes da liga. 

A pós-temporada: mais uma vez, a defesa

Os 'Hawks contavam com duas vantagens importantíssimas nos playoffs: a bye week no wild card round e a home field advantage, ou seja, quem quisesse ganhar a conferência teria de encarar todo o barulho no CenturyLink Field, onde Seattle é quase imbatível. No primeiro jogo do Divisional Round, o adversário era o New Orleans Saints, que já haviam sido massacrados por 34-7 no mesmo estádio, durante a temporada regular. Embora o placar não tenha sido tão elástico e Russell Wilson não tenha tido a melhor de suas atuações, os Seahawks venceram o jogo por 23-15, naquele que ficou marcado por um lance bizarro de Marques Colston que marcou o fim da partida.

O rival no NFC Championship Game era bastante conhecido. O San Francisco 49ers viajou até Washington num dos jogos mais esperados da temporada, quiçá o mais. Embora na frente durante o inicio, os 49ers sucumbiram no segundo tempo e Seattle venceu a NFC num jogo bastante tenso por 23-17. O que marcou o jogo, contudo, não aconteceu durante os 60 minutos.

"I'm the best corner in the game, don't you EVER talk about me" ("Eu sou o melhor corner no jogo, você nunca pode falar sobre mim")

Richard Sherman. Erin Andrews. Uma entrevista no calor do momento, após o fim do jogo. Sherman é conhecido por seu trask-talk e sua sinceridade. Além disso, sua história de vida o permite dizer isso. "When you put a sorry receiver like Crabtree on me, that's the result you'll get" ("Quando você coloca um receiver como Sheman em mim, esse é o resultado que você consegue") não é má educação. Afinal, os dois já tinham se estranhado num evento de caridade durante a offseason. Não se pode culpar Sherman por ser quem ele é.

Agora, Seattle tem seu último desafio antes de finalmente poder conquistar o primeiro Super Bowl da franquia. Simplesmente o campeão da AFC, #1 Denver Broncos, e Peyton Manning, que bateu todo e qualquer recorde possível nessa temporada. O melhor ataque da liga contra a melhor defesa da liga é um matchup que você, com toda a certeza do mundo, não quer perder.

O Super Bowl XLVIII ocorre neste domingo (2) no MetLife Stadium. Nele, Denver Broncos e Seattle Seahawks disputarão o título da NFL. Diante de tudo isso, a equipe da VAVEL Brasil traz para você ao longo desta semana uma sequência de matérias especiais a respeito de ambas equipes (história, análise, perfis dos principais atletas) para passar o clima de toda decisão ao leitor. 

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