Demorou, mas cedeu! Em medida inédita, Jogos Olímpicos de Tóquio são adiados para 2021
Maratonista japonesa Hitomi Niiya após vitória na final de 10.000m feminino no Campeonato Mundial de Atletismo da IAAF Moscou 2013, na Rússia. (Foto: Ian Walton / Getty Images / COI)

Era apenas questão de tempo para acontecer. E essa data foi dia 24 de março de 2020. Na manhã desta terça-feira, o novo coronavírus derrubou mais um evento esportivo, agora o maior deles. Ministro japonês dos Jogos, Seiko Hashimoto informou que as Olimpíadas de Tóquio serão realizadas no verão de 2021 após chegar a um acordo com Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI). A abertura dos Jogos estava marcada para acontecer dia 24 de julho, data que até ontem Japão e COI lutavam para não mudar.

O Japão apresentou proposta de adiamento ao COI nesta terça. De forma rápida, a entidade máxima dos Jogos aceitou. Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe disse: "Eu propus adiar em um ano e o presidente (Thomas) Bach concordou em 100%", revelou Abe aos jornalistas, referindo-se à conversa que teve nesta terça-feira com o presidente do COI. Em nota oficial, o Comitê Olímpico Internacional confirmou o adiamento:

"Na circunstância presente, e baseado na informação providenciada pela Organização Mundial da Saúde, o presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da 32ª Olimpíada em Tóquio devem ser reagendados para uma data para além de 2020, mas não além do verão de 2021, para garantir a saúde de atletas, todos envolvidos nos Jogos e a comunidade internacional."

O adiamento das Olimpíadas é uma medida inédita na história dos Jogos. Desde que foi criado, apenas nos anos de 1916, 1940 e 1944 o evento não aconteceu, todas essas interrupções foram por conta das duas Guerras Mundiais.

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