Entrevista. Ginasta Rafael Andrade à VAVEL: “Meu objetivo é fazer uma Olimpíada bonita”

Com um lema de “eficiência gera qualidade”, o primeiro e único ginasta brasileiro de trampolim em Olimpíadas chega ao Rio 2016 buscando seu lugar no pódio

Entrevista. Ginasta Rafael Andrade à VAVEL: “Meu objetivo é fazer uma Olimpíada bonita”
Entrevista. Ginasta Rafael Andrade à VAVEL: “Meu objetivo é fazer uma Olimpíada bonita”

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro se aproximam e cada dia que passa se tornam mais especiais. Seja por ser a primeira edição na América do Sul, ou por proporcionar momentos incomparáveis as diversas modalidades esportivas para a história do Brasil. A cidade maravilhosa será palco pela primeira vez da apresentação de um brasileiro nas provas da ginástica de trampolim.

Na Arena Olímpica do Rio, local de competição que foi elogiado pelos atletas em Evento-Teste no mês de abril por ser um espaço grande e bem organizado, 32 ginastas competirão por medalhas nos dias 12 e 13 de agosto. Entre várias nacionalidades, o goiano Rafael Andrade será o único representante do Brasil.

O fato do Brasil ter o primeiro representante em uma edição dos Jogos Olímpicos é um passo enorme para a evolução da modalidade dentro do país. Acho que minha participação servirá de inspiração para as novas gerações de atletas a sonharem mais alto e buscarem o objetivo de participarem de uma edição também. Fico muito honrado de ter conquistado essa classificação e poder representar o esporte que amo e já faço há 20 anos”. 

Aos 10 anos, em Goiânia (GO), um jovem menino se destacava nas brincadeiras sobre a cama elástica, a partir da indicação de uma professora de Educação Física que observava a desenvoltura acrobática do pequeno Rafael, seus pais o levaram para uma escolinha de ginástica de trampolim, no SESI. Saltando mais alto e traçando novos voos, foi em 2013 que o ginasta Rafael Andrade decidiu se dedicar ao máximo para fazer história no Rio de Janeiro em 2016.

Para garantir a vaga era preciso muito foco e treino, assim o brasileiro se mudou para o exterior em 2014 e vive entre Inglaterra, Alemanha e Brasil. Iniciou um ciclo olímpico de grandes tentativas e investimento em busca de um sonho. Em outra oportunidade no Rio de Janeiro, no Pan-Americano de 2007, terminou na última posição. Agora mais maduro, afirma “Esse ano participei de três etapas da Copa do Mundo, do Evento-Teste e do Campeonato Inglês. Posso dizer que isso foi bastante positivo, pois esses eventos me deram um ritmo de competição grande”.

Os anos se passaram, em 2011 foi prata no Pan-Americano de Guadalajara, no ano seguinte foi campeão por equipe no Pan-Americano de ginástica e em 2013 no Sul-Americano, nesta competição ainda terminou na segunda colocação individual, como em 2014. No Mundial da Dinamarca em 2015, foi o melhor brasileiro e desse modo assegurou a vaga Olimpíada. Neste sonho, Rafael ainda almeja mais, pretende alcançar sua maior pontuação da carreira executando a melhor apresentação nas séries obrigatória e livre.

O meu objetivo para os Jogos Olímpicos é fazer uma competição bonita, com duas séries sólidas e bem executadas. Meus treinos estão sendo bem focados nisso, na eficiência para gerar qualidade”.

(Foto: Ricardo Bufolin/CBG)
(Foto: Ricardo Bufolin/CBG)