Confiantes no ouro do rúgbi, torcedores de Fiji viajam dois dias até o Rio

Fijianos têm a melhor seleção do mundo no esporte masculino e sonham com primeira medalha

Confiantes no ouro do rúgbi, torcedores de Fiji viajam dois dias até o Rio
(Foto:Carla Gomes/Globo Esporte)

Quem viu o primeiro desafio do Brasil no rúgbi masculino e se assustou com o desempenho dos fijianos não conhece a potência do país no esporte. Número um do mundo e grande favorito ao outro, Fiji chegou com tudo ao Rio de Janeiro e espera sair com medalhas dos Jogos Olímpicos.

Os fijianos, entretanto, não estão sozinhos nesse sonho. Dois dias voando, escala em Auckland, Nova Zelândia, e em Santiago, no Chile, até o Rio de Janeiro. Os torcedores de Fiji vieram de De Suva, capital do país, até o Brasil só para ver a seleção conquistar terras brasileiras.

Susan Green, que chamou atenção na arquibancada pelos ládibos pintados de azul, explicou porque o esforço para ver o esporte: "O rugby de 7 é uma religião em Fiji! Nosso campeonato nacional é uma festa, no feminino e no masculino".

Além de Susan, mais sete pessoas, entre parentes e amigos, vieram para os Jogos Olímpicos. A pequena ilha conta com apenas 900 mil habitantes e todos se unem quando o assunto é rúgbi. Green ainda exaltou a força fijiana: "Nossa seleção de rugby de 7 é a melhor do mundo, esperamos ganhar uma medalha, se possível de ouro. É para eles que cantamos", disse enquanto cantava o hino com o resto do grupo.

Fiji não conquistou status de favorito à toa. O primeiro lugar no Campeonato Mundial, vencendo a poderosa Nova Zelândia na final, e a força em campo levam os amantes de rúgbi a colocarem a seleção no topo. Além disso, se os fijianos conquistarem qualquer medalha, objetivo principal da equipe, será a primeira na história do país, uma conquista importantíssima.

No Rio de Janeiro, Fiji começou muito bem e com uma vitória justamente diante do Brasil por 40 a 12. Osea Kolinisau, um dos destaques do time, falou sobre o duelo contra os donos da casa: "Sabíamos que o Brasil seria difícil, crédito para eles, que jogara muito bem. Eles nos tiraram do nosso jogo no primeiro tempo e isso mostra que eles estão prontos. Começamos um pouco devagar contra o Brasil, mas foi por causa do jeito que o Brasil jogo, eles estavam muito ligados. Mas queremos jogar nosso rugby, como jogamos no segundo tempo, no restante das nossas partidas".