Michael Phelps ultrapassa marca de 20 medalhas de ouro e faz história

Estadunidense se mantém como maior medalhista da história e se emociona na premiação

Michael Phelps ultrapassa marca de 20 medalhas de ouro e faz história
Phelps comemora sua 20ª medalha de ouro após a prova dos 200m borboleta (Foto: David Ramos/Getty Images)

Com muita expectativa, a natação voltou ao Estádio Aquático Olímpico para provas de fase final ou semifinal. Tal expectativa se formava principalmente em torno da possibilidade de Michael Phelps conseguir sua 20ª medalha de ouro, na prova dos 200m borboleta. Com sua confirmação no revezamento 4x200m livre, a possibilidade também abraçava a 21ª medalha. Em relação ao Brasil, o destaque ficava para o velocista Marcelo Chierighini, que buscava uma vaga na final dos 100m livre, justamente a primeira prova disputada nessa (9) noite.

Diferentemente das eliminatórias, as semifinais foram bastante disputadas, com todos os nadadores parecendo dar seu máximo. O estadunidense Nathan Adrian, atual campeão olímpico da prova, quase ficou de fora, chegando às semis com o pior tempo entre os 16 nadadores. No entanto, nadou muito forte, principalmente nos últimos 50m e venceu a primeira bateria, com o tempo de 47.83. Chierighini caiu na água na segunda bateria, teve excelente início de prova, virando em primeiro ao fim dos 50m, acabou perdendo um pouco do ritmo, fechou em quinto na sua série semifinal, mas conseguiu a vaga para a final com o oitavo tempo. 

Outro grande motivo para a expectativa gigantesca era a prova dos 200m livre feminino, que contava com a presença de quatro grandes nadadoras, candidatas a levar a medalha de ouro: Federica Pellegrini, Sarah Sjöström, Katie Ledecky e Emma McKeon. Nos primeiros 100m, a australiana McKeon liderava a prova, com Ledecky crescendo em busca da liderança. Antes de completarem os 150m, a estadunidense já havia assumido a liderança e a sueca Sjöström vinha crescendo. No fim, Ledecky foi muito pressionada pela nadadora da Suécia, mas apertou o ritmo nos últimos 25m e conseguiu garantir a medalha de ouro. A prata ficou com Sjöström e o bronze foi para a Austrália.

A escolha das provas para a noite não poderia ter sido melhor. Logo após a excelente prova dos 200m livre feminino, tivemos a final dos 200m borboleta masculino, com a presença de Michael Phelps, em busca de sua 20ª medalha de ouro em Jogos Olímpicos. E ela veio. O estadunidense fez uma prova sensacional, liderando desde a virada dos 50m até o fim, mesmo sendo pressionado pelo húngaro Tamas Kenderesi nos últimos metros. Phelps fez história mais uma vez ao se tornar o primeiro nadador a recuperar um título olímpico, depois de ter perdido essa mesma prova na Olímpiada de Londres 2012. A prata ficou com Kenderesi e o japonês Masato Sakai levou o o bronze.

Na sequência, tivemos mais duas semifinais, começando pelos 200m borboleta feminino. Os destaques ficavam para a espanhola Mireia Belmonte García, a australiana Madeleine Groves e as estadunidenses Hali Flickinger e Cammile Adams. A última nadadora competiu na primeira série e fechou com o tempo de 2:07.22, conseguindo vaga para a final, com o último tempo. As outras três entraram em ação na segunda semifinal, onde a vitória ficou com a australiana Groves. Mireia Belmonte Garcia fez excelente fim de prova e fechou na segunda colocação, muito próxima. 

Na semifinal dos 200m peito masculino, as atenções se voltavam para o russo Anton Chupkov, único nadador a se classificar com tempo de balizamento inferior a 2:08.00, sem se esquecer do japonês Yasuhiro Koseki. Na primeira bateria, quem apareceu muito bem, fazendo excelente prova foi outro japonês: Ippei Watanabe, que cravou 2:07.22 e estabeleceu um novo recorde olímpico da prova. Já na segunda semifinal da noite, quem brilhou foi Andrew Willis, fechando a bateria na primeira posição, com o tempo de 2:07.73.

Para encerrar o dia, mais uma final individual agitou o Parque Olímpico. As mulheres voltaram à piscina para nadar os 200m medley e Siobhan-Marie O'Connor tinha o melhor tempo, mas Katinka Hosszú, recordista mundial e olímpica, e Maya Dirado apareciam como fortes postulantes à medalha de ouro. E a Dama de Ferro conseguiu sua terceira medalha de ouro, fazendo uma prova sensacional, liderando de ponta a ponta e fechando com o tempo de 2:06.58, batendo seu próprio recorde olímpico. A medalha de prata foi para a Grã-Bretanha, com O'Connor e Maya Dirado ficou com o bronze.

Na final do revezamento, Michael Phelps voltou à piscina para buscar mais um ouro. E também conseguiu. O revezamento estadunidense fez uma excelente prova, abrindo quase três segundos para os britânicos, que terminaram na segunda colocação e levaram a prata. O Japão ficou com o bronze, que levou os nadadores a comemorarem muito o resultado. O ouro dos Estados Unidos significou a 21ª medalha de ouro para Phelps, sua 25ª medalha no total. Simplesmente histórico.